sábado, 28 de novembro de 2009

passado deve continuar sendo passado!

Tenho que levantar cedo;
Pegar trem lotado.
Tudo isso para ficar preso durante dez horas por dia.
Passamos a vida trabalhando e quando nos aposentamos, morremos.
Pensar nisso é injusto com a nossa vida;
Precisamos comer, precisamos nos vestir, precisamos viver.

Hoje olho para o céu, vejo o sol e às nuvens se misturando a poluição.
hoje tenho muitas responsabilidades e não sei se as quero!
Quero voltar a ser criança.
Quero voltar a andar descalço, quero voltar a sentar na calçada e falar bobagens!

Não posso voltar a ser como era, hoje caminho olhando somente para frente.
Olho para trás com boas lembranças, mas passado deve continuar sendo passado.

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Quero sentir menos dor nas costas!

Como à vida passa rápido para alguns;
Qual o motivo de não aproveitarmos coisa alguma na vida?
Vivemos para juntar riquezas e quando alcançamos nossos objetivos, estamos pronto para vestir um "terno de madeira".
Será que nunca aprendemos?

Ainda ontem vi como o tempo está diferente, o verão não é mais verão.
O inverno não é mais inverno.
No meio de uma tarde ensolarada de sábado, cai uma tempestade, que faz seu sangue congelar nas veias.
Ainda ontem andava de bicicleta, hoje mal consigo andar alguns minutos.
Será que é o cigarro?
Não sei e também não quero ter resposta para tudo!
Quero algumas vezes passar por tudo sem errar, mas, é muito dificil.
Quero sentir menos dor nas costas.

Será que ainda teremos sol ou chuva daqui a mil anos?
Não sei e também não quero ter respostas para tudo.
Quero dar um passo de cada vez, e sentir a brisa tocar meu rosto.
Desde ontem, vivo o hoje e não penso no amanhã.
Será que estou errado?
Não sei e não tenho todas às respostas para minha vida.
Quero sentir menos dor nas costas.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Você é Alcoólatra?

Estava começando a ficar totalmente deprimido, não queria fazer nada alem de fumar cigarros e ficar deitado na cama ouvindo Kiss FM, algumas vezes alguém tocava a campainha e eu fingia que não havia ninguém, mesmo o som estando alto, é que em certos momentos é muito melhor ficar escondido feito uma tartaruga em seu casco do que aparecer e ter que ouvir perguntas do tipo por que eu não fazia mais a barba, por que eu não cortava o meu cabelo ou escovava os meus dentes, isso tudo me deixava de extremo mau humor, já eram 3 da tarde de um belo sábado de sol.


O telefone começou a tocar com sua chata e insistente campainha, deixei tocar por algum tempo pensando que quem quer que fosse desistiria, foi em vão, o telefone parecia o sino da Catedral da Sé com o seu brim brim chato e aquilo me irritou até que me levantei do sofá e somente de cuecas e fui atender.

- Alô, quem é? – perguntei em um tom totalmente grosseiro.

- Boa Tarde, por gentileza o senhor Andrei Brandão.

- Sou eu.

- Senhor Andrei Brandão, aqui é da Central de Atendimento do Banco do Brasil, estou ligando referente a uma pendência em seu nome no seguinte produto, Ourocard Visa. O senhor está ciente desta pendência em seu nome?

- Sim diabos é claro que estou!

- O senhor tem um prazo para resolução desta pendência?

- Sim segunda feira.

- Ok, agendei seu pagamento para está data. O Banco do Brasil agradece sua atenção tenha uma boa tarde.

- Grato, passar bem.

Coloquei o telefone de volta no gancho, é claro que não ia pagar segunda, mas isso é uma boa tática contra cobranças por telefone, fui até a instante, olhei alguns CDs, e resolvi colocar para tocar o Babes In Arms do MC5, enquanto começava a primeira faixa do disco que era Shaking Street, que alias era a minha favorita do disco fui para banheiro sentei na latrina dei uma cagada daquelas, acendi um cigarro enquanto cagava e fiquei pensando na minha vida.

Terminei a “evacuação”, levantei e me limpei, sempre olhando o papel sujo, liguei o chuveiro e tomei um banho, já devia fazer uns 3 dias que não tomava banho, escovei os dentes debaixo do chuveiro, sai nu pela casa, fui até o quarto, abri o armário e coloquei uma camiseta do The Who, coloquei meu blue jeans, peguei meu Nike surrado e calcei o tênis sem saber ainda o que iria fazer.

Resolvi sair, eram quase 6 horas, o céu já estava perdendo seus tons claros e a escuridão ia invadindo o dia, peguei o ônibus, e fui em direção a Avenida Paulista, sem direção e muito menos rumo, diabos minhas férias estavam no último final de semana, isso fazia com que eu perdesse todo e qualquer senso de direção sobre a minha vida, precisava parar de trabalhar.

Desci no ponto do Masp, caminhei pela avenida. Fazia uma noite agradável, uma bela noite de verão, com belas mulheres na rua, famílias inteiras juntas saindo para caminhar e levar seus cachorros para cagar na calçada, às ruas cada vez mais pareciam campos minados de bosta de animais, isso me chateava pois algumas pessoas tem um faro maravilhoso para pisarem em fezes e eu era uma dessas pessoas, o pior mesmo era chegar bêbado em casa entrar no apartamento dormir e descobrir no outro dia de manhã que o carpete do quarto estava marcado pela bosta pisada na noite anterior, e que o cheiro de merda canina demoraria dias ou até semanas para sair.

Fui andando em direção a gazeta, iria ficar em algum bar perto do Black Dog.

Quem sabe encontro umas tiriças e arranjo uma foda esta noite. Pensei.

Cheguei a um bar, estava bastante vazio, também ainda era cedo, sentei olhei para a televisão que estava sintonizada na globo e vi que passava a novela, merda como eu queria que às televisões de bares só tivessem jogos para passar, infelizmente às novelas tomam conta do nosso país. Veio um garçom com cara de bichona e com um cheiro bem desagradável de loção pós barba e parou na minha frente com cara de manequim de defunto, olhei para ele e pedi.

- Uma Skol campeão!

- Bem gelada amigo?

Não pega a garrafa mais quente seu merda filho de uma puta amazonense e enfia no teu cu. – pensei, mas não falei nada, não tinha culhão aquela noite para uma briga, apenas sorri e assenti com a cabeça.

Uns dois minutos, e já estava bebendo e fumando um cigarro. Fiquei observando às pessoas passarem e quando já estava no final da minha cerveja avistei de longe um rosto conhecido.

- Andrei! E ai amor de boa?

- Sim!E ai baby, o que pega?

Era à Flavinha, uma bagunçada total que eu conhecia, até que bonita, mas bem acabada para os seus 25 anos.

- Então chuchu, vai ter uma festa na casa da Ângela.

- Quem é Ângela?

- A mina que sempre fica na Paulista bebendo, você a conheceu da última vez que bebemos juntos!

- Não me lembro baby.

- Deixa pra lá! Você está a fim de ir?

- Pode ser, onde é?

- Fica no paraíso.

- Hehe bem sugestivo o lugar.

- Precisa levar um Drink.

- Claro você está indo para lá agora?

- Estou sim.

- Já comprou o drink para levar?

- Ainda não chuchu!

- Vamos passar no extra da Brigadeiro então!

- Claro porque não, lá é bem mais barato.

Virei o restante da cerveja em uma única talagada e dei cinco pratas para o garçom.

- Vou buscar seu troco senhor. Disse-me o garçom com cara de bichona.

- Pode ficar com o troco campeão.

Pronto fiz minha ação do dia, deixei o troco para aquela bixa comprar preservativo para o seu macho e não pegar AIDS.

Fomos para o extra, conversando algumas trivialidades, entramos e fomos direto na direção das bebidas, peguei uma garrafa de Vodca e ela pegou uma de conhaque, pronto à noite estaria ganha, iria beber o suficiente para defecar mole uns dois dias, passamos no caixa e pagamos nossa compra, saímos e fomos em direção a estação de metro.

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Chegamos ao Bairro do Paraíso, Flavinha me disse que a Ângela era tudo de bom, que era uma mulher que lia Kerouac, Norman Mailer e Bukowski, que trabalhava com publicidade, que era Bissexual, e que ouvia desde Television até Chico Buarque, realmente pelo que a Flavinha me falou essa devia ser a mulher mais interessante do mundo, mas tudo tem um porem, e com certeza ela devia ser feia e gorda.

Descemos até a Rua Pelotas passamos pelo Multi Shopping e pelo Sesc Vila Mariana, e paramos em frente a uma casa próxima a um colégio.

- É aqui chuchu!

Flavinha logo tocou a campainha ficamos esperando, saiu um homem de uns 30 anos com uma barba gigante e o cabelo bem curto, um alargador gigante na orelha, tatuagens no braço, e deveria ter uns dois metros, olhou para mim com uma cara nada simpática, mas assim que viu a Flavinha abriu um sorriso.

- Rafão, tudo bem com você meu querido.

- Tudo boneca, você chegou cedo!

- É, resolvi chegar cedo para preparar uns drinks.

- Quem é seu amigo?

- Este é o Andrei.

Apertamos a mão, ele tinha um aperto de mão forte, mas logo abriu um sorriso e disse para eu ficar a vontade, mais tarde descobri que ele era dono de uma loja de camisetas na galeria do Rock e dividia a casa com a Ângela.

Entramos e a Flavinha pegou às garrafas e foi direto para a cozinha.

- E ai cara, vai uma cerveja. Ele me perguntou.

- Claro brother.

Bebemos sem nos falar, ficamos apenas sentados, e a cada minuto chegava mais gente, A casa estava lotada e cada vez mais bebidas chegando.

Ângela desceu às escadas, era linda, como aquilo era possível, alguém inteligente, com bom gosto e linda, vestia um vestido roxo que valoriza cada curva do seu corpo e deixava a mostra suas belas pernas. Usava um sapato melissa preto, com desenho da mulher maravilha, tinha algumas tatuagens, seus cabelos lisos e castanhos até a altura dos ombros e olhos escuros, grandes e profundos, donos talvez de toda a sabedoria do universo.

Flavinha nos apresentou, e Ângela elogiou minha camiseta, ficamos conversando sobre música, filmes e bandas de rock, alguém colocou para tocar Cold War Kids.

- Conhece essa banda? Ela me perguntou!

- Claro, eles são muito foda.

- Vejo que você tem um bom gosto e que conhece bastante de música.

- Curto muito ouvir boa música, qualquer coisa que eu faça com música sai melhor.

- Excelente filosofia, o que você faz para viver?

- Trabalho na área de marketing, sou designer gráfico.

- Interessante heim! Você me parece bem novo.

- Só aparência baby!

- Qual o seu escritor favorito? Ela me perguntou.

- Bukowski com certeza, curto muito ler esse cara.

- Ele é ótimo. Você escreve também?

- Nem um pouco.

Ficamos em silencio um minuto e ao fundo tocava God, Make Up Your Mind, a noite estava boa, minha cerveja acabou.

- Vou buscar uma cerveja, você quer? Perguntei.

- Não hoje estou bebendo só quente.

Fui até a cozinha, peguei uma garrafa de Rum na geladeira, preparei um copo, e virei em uma única talagada, peguei uma cerveja e voltei para sala, procurei Ângela e não a encontrei, estava uma bela bagunça e a musica já era outra, agora tocava Repulsion do Dinosaur Jr., virei minha cerveja e voltei à cozinha, logo atrás de mim veio o Rafão, peguei uma cerveja para mim e outra para ele, ele me pediu a garrafa de Vodca que estava no congelador, peguei e ele preparou dois drinks de vodca com Pepsi, bebemos.

- Você parece uma esponja cara. Ele me disse.

- Curto beber.

- A Flavia me disse que você bebe demais.

- Gosto muito de beber, abre sua mente, te deixa bem e faz com que você seja verdadeiro.

- Estou vendo, você nunca passa mal.

- Diabos é claro que sim, todas às vezes que bebo passo mal, bebo demais.

- Você é alcoólatra?

- Não tenho resposta para isso. O que é isso uma entrevista?

- Estou me sentindo bêbado com este drink que tomamos.

- Vou preparar outro para a gente.

- Não para mim já basta.

- Diabos é claro que não basta, vamos beba. Disse lhe dando o copo.

Ele virou e vi que segurou o vomito, porem não conseguiu por muito tempo, virou e vomitou na pia da cozinha mesmo.

- Meu Deus, só tinha vodca, você não colocou quase nada de refrigerante. Ele falou com a voz mole, reparei que do seu nariz saia algo.

- Coloquei apenas o suficiente.

- Meu Deus. Espero nunca mais beber com você!

Fiquei com o olhar fixo no seu nariz e aquele treco estranho saindo, vi que caiu em sua boca e ele passou a língua, realmente ele não devia beber muito.

Ele saiu da cozinha cambaleando e subiu às escadas para o piso superior da casa, reparei que ele quase caiu às escadas ao menos três vezes.

Preparei mais um drink de Vodca com Pepsi, virei em uma única talagada, matei também o restante da lata de cerveja e peguei mais uma, voltei para sala, que estava totalmente escura, apenas luz de velas e um som baixo que eu não consegui distinguir prevaleciam naquele ambiente, havia alguns movimentos estranhos em alguns pontos da sala, eram casais trepando por todos os lados, aquele lugar devia ser algum tipo de inferno na terra, um pedaço da luxuria do ser humano, o que sobrou de Sodoma.

Avistei Ângela encostada em um sofá, de pernas abertas, ela me olhou com uma cara do tipo de quem quer levar uma pirocada, sentei ao seu lado e a beijei.

- Eu amo você baby. Eu disse.

Continuei a beija - lá, coloquei minha mão no meio das suas pernas e afastei sua calcinha com meus dedos, ela ficou molhada assim que a penetrei com meus dedos e soltou um gemido em meu ouvido, enquanto a penetrava com os meus dedos, com a outra mão pegava em seus seios e com a boca a beijava.

- Vamos subir para o seu quarto?

- Não dá, hãaaa tem muita gente lá em cima trepando, vamos ficar aqui mesmo.

- Ela abriu o zíper da minha calça e me deu uma belíssima chupada, chupou até eu gozar, e depois engoliu até a última gota, levantou a cabeça e me beijou, montou em cima de mim e trepamos ali mesmo no sofá, gozamos juntos, ela me mordeu a orelha, gritou, gemeu, me aranhou e assim como montou em cima de mim, saiu e deitou em meu colo, dormiu, peguei minha lata que havia deixado no chão quando sentei no sofá, estava quente, tomei mesmo assim, fiquei olhando para o teto e dormi também.

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Acordei com o sol batendo na minha cara e aquele cheiro de pão na chapa, olhei para baixo e estava coberto com uma manta azul e amarela. Levantei e fui à cozinha. Olhei no relógio e já eram mais de 9 horas da manhã, Ângela estava preparando pão na chapa e café com leite, assim que me viu pulou em meu colo e me deu um longo beijo, eu estava com um hálito horrível, mas ela nem se importou, enfiou a língua na minha garganta e me deu um abraço, ela vestia apenas uma bermuda jeans e uma camiseta do Pearl Jan, seus seios estavas ouriçados, pois pude perceber o volume de seus mamilos através da camiseta, fui ao banheiro joguei uma água no rosto e arrumei o cabelo.

- O café está pronto, fiz pão na chapa e café com leite para você.

- Obrigado. Cadê todo mundo?

- Foram embora faz tempo.

- Porque você não me acordou antes?

- Tentei, mas você estava dormindo tão gostoso, que deixei você dormir.

Sentei a mesa e tomamos café ela me falou tudo sobre sua vida, sobre seu trabalho e de como foi suas experiências com homens e mulheres, disse que eu havia sido o melhor nos últimos tempos e que agora queria sossegar.

- Você mora sozinho Andrei?

- Sim, gosto da solidão e de fazer o que eu bem entender.

- Vem morar comigo.

- Uh, não sei, acabamos de nos conhecer baby, e se você enjoar da minha cara e me mandar embora?

- Sabe o Rafão?

- Sim o que tem ele?

- Era meu namorado, veio morar aqui comigo e depois de um tempo nos separamos, ele ficou aqui em casa para ajudar a pagar o aluguel e viramos amigos, caso nós dois não de certo, você fica aqui como meu amigo.

- Juro que vou pensar boneca.

- Acho que nos daríamos bem, temos gostos bem parecidos.

- Pode ser baby, agora preciso ir embora.

- Ok. Ela se levantou pegou um pedaço de papel e anotou seu telefone, disse para eu ligar para ela, eu disse que ligaria.

Ela me acompanhou até o portão me lascou um beijo e deu tchau, fui embora sem nem ao menos passar um pouco de pasta de dente na boca, na certa, mesmo depois de ter comido devia ainda estar com um hálito repugnante.

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Cheguei em casa, tirei toda a minha roupa, fui até a instante peguei o disco The Rise And Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars e senti minha barriga me alertar para uma iminente cagada, coloquei o CD para tocar, fui até minha cozinha, peguei na geladeira uma lata de Itaipava, abri e dei um gole, soltei um peido, senti que o próximo seria fatal, fui ao banheiro, sentei na latrina e fiquei pensando na minha vida.

Diabos amanhã é segunda, e terei que trabalhar, mas que merda de vida.

Soltei um peido "acompanhado", senti uma forte dor abdominal e prometi que não iria mais misturar bebidas para não ter mais essas dores na barriga, olhei para a lata de cerveja que tinha levado para o banheiro e pensei em não beber, mas não fiz isso, tomei toda a cerveja durante minha estadia na latrina, é claro que não cumpri a promessa de nunca mais misturar bebidas, no outro final de semana misturei tudo e sim tive dor de barriga no outro dia de novo, quanto a ir morar com a Ângela, isso seria uma coisa a se pensar.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Um alvo para merda de pombo

Olhei para o céu e tudo já estava ficando azul claro, estava caído no chão e os trabalhadores que levantavam cedo para ir suar a camisa passavam próximos a mim e ficavam me olhando com um ar de reprovação, continuei deitado por mais alguns minutos rezando para que o sol não aparecesse, pois meus olhos estavam doloridos e não iria agüentar tanta claridade depois de uma noite de bebedeira, ouvi uma mulher com o filho pequeno passar e ouvi seu filho perguntar.


- Mamãe este moço está morto?

- Ele está é bêbado, é um safado sem vergonha.

Virei, ou melhor, joguei minha cabeça para o lado e fiquei olhando uns sacos de lixo preto empilhados no canto da parede, estava em uma viela suja e triste, às pessoas passavam e me olhavam e quanto mais me olhavam mais sentia vontade de continuar deitado. Porra um homem não tem o direito de ficar bêbado e dormir na rua por acaso, não pago meus impostos? Tentei me levantar não consegui, a cabeça parecia que pesava uns 100 quilos, tentei novamente desta vez me agarrando em umas caixas de madeira que estavam prostradas ao meu lado, e com muito esforço consegui ficar de pé, senti um enjôo muito forte abaixei minha cabeça, o chão começou a rodar e vomitei, me senti melhor e senti até uma leve brisa no meu rosto, olhei para baixo meu tênis estava coberto de vomito, e no meu blue jeans estava uma mancha, diabos havia mijado nas calças, sai caminhando, Subi a Barão de Iguape, cruzei uma parte da Avenida Liberdade e fui sentido a Brigadeiro Luiz Antonio, cheguei ao prédio em que morava, entrei esperei o elevador e subi, cheguei ao meu apartamento, fui para o banheiro tirei minhas roupas dei uma cagada, me limpei e tomei um banho, deixei a água cair por uns vinte minutos, sai enrolado na toalha peguei uma bermuda coloquei, calcei minhas Havaianas, liguei o som e comecei a escutar Crown of Love do Arcade Fire, fui a cozinha preparei um sanduiche e abri uma lata de cerveja estava fazendo justamente o que algum gênio havia dito, que para evitar a ressaca mantenha-se bêbado e esse era meu lema. Terminei de comer meu sanduiche e virei minha cerveja em uma única talagada.

O restante da tarde foi tão ruim que não merece ser contado.

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Acordei, eram quase 23 horas, levantei vesti um jeans surrado e calcei meu tênis que ainda estava com a mancha do vomito, procurei uma camiseta e achei uma que era uma das minhas favoritas, ela era vermelha e era da banda Dinosaur Jr., apaguei todas às luzes do apartamento e esperei o elevador, a porta se abriu e dentro tinha uma mulher maravilhosa, com um vestido verde colado, um decote gigante que deixava totalmente amostra o rego dos seios, uma salto muito alto e em seu colo ela segurava um cachorro pequeno e muito feio.

- Boa noite. Ela disse

- Boa Noite. Eu disse

- Sou nova no prédio.

- Oh que bacana, seja bem vinda se precisar de uma xícara de açúcar moro no 216.

Ela ficou muda, pensei no tamanho da merda que disse. Diabos uma xícara de açúcar que merda que eu disse, que maldito conquistador barato eu sou. Sai, subi toda a Brigadeiro até chegar a Paulista, neste horário havia muitas pessoas estranhas caminhando e com uns drinks na mão, passaram alguns garotos de no máximo 10 anos por mim cheirando cola, deus o mundo esta perdido, Emos sorridentes e com aquela carinha de quem desde o nascimento nunca parou de chorar, aquilo era deprimente demais, deveria me mudar para a Bolívia, mascar coca, trabalhar fazendo tecidos e passar minhas noites em uma rede no meio da mata coberto de insetos. Avistei coisas sinistras, que somente a Avenida Paulista pode lhes oferecer, todos os tipos de tribo se reúnem lá, pois bem continuei no meu caminho cheguei até a Rua Augusta e desci demoradamente observando como o mundo estava fudido, uma rua que ao cair da noite se tornava o lar favorito das pessoas que provavelmente iriam sentar no colo do capeta, continuei descendo até ser parado por um rapaz com o nariz completamente torto, sobrancelhas grossas e um cabelo partido ao meio totalmente oleoso.

- E ai "brotherzinho"! Ta afim de diversão hoje irmão?

- Uh. Quanto é para entrar na casa?

- 7 pratas,te dou uma cerveja e vai ter 3 shows de striptease.

- Uh. Ok pode ser.

O lugar se chamava Cantinho do Paraíso Bar, meu Deus está virando uma nova Sodoma esse mundo todo, entrei no puteiro paguei às 7 pratas, abri uma porta e adentrei o canto da perdição, fui direto para o bar, peguei a cerveja que tinha direito e a cerveja além de ser Bavária estava quente, sentei em um dos bancos e fiquei vendo uma gorda rebolando com às tetas para fora e quase chegando no umbigo, que vida maldita, qual o motivo de eu sempre dar tiro na minha própria testa, porque diabos eu sou um alvo do azar. Virei minha cerveja fui até o bar novamente e pedi uma dose dupla de Vodca com energético, sentei novamente no banquinho e uma garota se aproximou, era muito feia com uns dentes de cavalo, sentou ao meu lado, cruzou às perna. Tinha belas pernas.

- Você quer gozar gostoso? Ela disse.

- Depende de quanto vai sair da minha carteira boneca!

- R$ 100,00 pratas 1 hora.

- Ok vamos baby, vou rasgar você ao meio.

Fui até o balcão da entrada e paguei pela garota, ela me levou de mãos dadas até um corredor escuro soltou minha mão e segurou “nele”, foi me puxando por “ele” até uma escada e descemos. Lá embaixo havia vários quartos, tinha garotas saindo dos quartos somente de toalha e caras saindo suados com cara de patética felicidade, entramos no quarto 24 ela acendeu as luzes e foi tirando a roupa bem devagar, tinha belas pernas e um bom quadril.

- Tira sua roupa gostosão, vamos gozar bem gostoso.

Virei mais um gole do meu drink calmamente.

- Calma baby, paguei por você 1 hora e tenho tempo para apreciar minha bebidinha, relaxa que sou bem rapidinho.

- Ok você quer que eu faça alguma coisa? Ela disse já abrindo a camisinha e encaixando na boca.

- Faça o que deve ser feito boneca.

Terminei meu drink e ela estava me chupando de forma alucinada, apesar de ser muito feia, se você não olhasse para o seu rosto veria uma mulher bem metelona e gostosa, eu estava sentado na cama, com as calças na altura das canelas e ela estava de joelhos, a puxei deitando na cama e mandando que ela viesse por cima, ela veio e começou a cavalgar feito uma amazona, jogava seus cabelos para frente e para trás como a Joelma do Calypso e falava sujeiras que deixariam até o Diabo de queixo caído, depois de alguns minutos a mandei sair de cima de mim, levantei, tirei toda a minha roupa e perguntei se ela dava o cu. Ela disse que pelo cu iria ser mais R$50,00, eu ofereci R$25,00 e ela aceitou, mas pediu que eu não contasse para ninguém, pois se não ela iria ter que dividir o dinheiro com o cafetão do bordel, ela pegou KY em sua bolsa e se lubrificou, meti com tudo e com toda força ela iria ter que agüentar, estava pagando para isso, fiz o movimento de vai e vem durante uns 15 minutos até que gozei, depois abaixei e deu uma chupada em sua xoxota, ela ficou maravilhada e gozou na minha cara, como forma de agradecimento me deu mais uma chupada e me deixou gozar nos seus peitos, gozei nos peitos mas acabou que um pouco foi na cara, levantei, coloquei minhas roupas abri minha carteira paguei às R$ 25,00 pratas pelo cu e fui embora, sai do Cantinho do Céu rejuvenescido.

Procurei um bar próximo, estava com sede e achei uma lanchonete, entrei e me sentei.

- Uma Skol vencedor.

Minha cerveja chegou trincando de tão gelada bebi com um prazer imenso, meu Deus havia gastado quase R$ 170,00 em um puteiro, beberia durante umas 2 semanas com esse dinheiro em algum boteco, mas dane-se estava recebendo seguro desemprego e estava com muita sorte no jogo do bicho. Bebi minha cerveja com uma alegria e depressão ao mesmo tempo, terminei a primeira garrafa e pedi outra, percebi uma garota gorda, com o cabelo todo bagunçado me olhando, peguei minha cerveja, meu copo e fui até a mesa em que ela estava sentada.

- Olá. Eu disse.

- Olá. Ela disse

- O que você está bebendo?

- Maria Mole.

- Ei vencedor, trás duas Maria Mole para mim.

Em poucos segundos ele trouxe às bebidas, levantei o copo e disse:

- A sujeira da vida. Brindamos e viramos nossas bebidas.

- Vamos para minha casa? Perguntei.

- Claro.  Ela me respondeu sem titubear.

Paguei minha conta e a dela e pegamos um táxi, no caminho pedi ao motorista do táxi para parar em uma loja de conveniência, não demorou ele viu um posto de gasolina no caminho, parou o táxi, eu entrei na loja e comprei uma garrafa de vodca e uma pepsi de 2 litros, alguns salgadinhos torcida e um maço de Hollywood, não havia fumado o dia todo mais a situação era favorável para um cigarrinho, paguei a conta, o caixa tinha uma cara de lesma com sal e isso me deixou deprimido, voltei ao táxi. O taxista nos deixou na frente do prédio em que eu morava, paguei a corrida e entramos, chamei o elevador, a porta se abriu entramos, eu a beijei ela tinha bafo de rola.

- Qual o seu nome? Eu perguntei.

- Isso importa?

- Acho que não.

Voltei a beija - lá, o elevador parou, abriu a porta e descemos, peguei a chave do apartamento nos meus bolsos e abri a porta, entramos, fechei a porta e nos beijamos novamente, fui à cozinha que estava coberta por pratos e copos sujos, preparei dois drinks, bebemos sem falar uma só palavra, preparei mais um para cada e bebemos novamente sem nos falar, terminei meu drink, levantei e fomos para o quarto, trepamos, foi estranho não conseguia gozar, mas por fim consegui, levantei preparei mais dois drinks deitei na cama e bebemos sem falar nenhuma palavra. Fiquei deitado com o meu drink na mão olhando para o nada e pensando em como o Sarney era um sacana de merda.

- Tenho que trabalhar amanhã. Eu disse

- Mas amanhã é domingo!

- Eu trabalho de domingo.

-Você está me chutando?

- Não é isso boneca, mas preciso que você vá embora. Ela levantou emburrada, colocou suas roupas e se foi, eu aguardei algum tempo e levantei, tranquei a porta e preparei mais um drink, liguei o som e estava tocando Bloc Party, a música era Price Of Gas, virei meu drink em uma talagada deitei no sofá e fiquei ouvindo o som, lembrei que tinha que pagar o condomínio, levantei e fui procurar minha carteira para ver quanto ainda tinha, não a encontrei, dei um sorriso, Diabos a filha de uma puta daquela gorda havia me roubado, no momento em que saiu provavelmente ela pegou minha carteira, dei um sorriso, praguejei até a última geração da minha família, fui até a cozinha e preparei mais um drink, a garrafa já estava no fim, abri o maço de cigarro, peguei um, acendi e observei a fumaça azulada subir em círculos, lembrei que daqui a pouco seria domingo e que não tinha dinheiro nem para beber, vai ser um dia longo até chegar segunda feira. Às vezes uma vida de libertinagem faz com que sejamos alvos mais fáceis de merda de pombo.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Dia Mundial do Rock

Muitos tentam explicar o inicio do rock 'n' roll, mas isso é uma coisa que nunca vão conseguir, o rock é para ser escutado e não explicado, o que sabemos é que em 1954 um rapaz branco e topetudo com um gingado fantástico fez uma mistura de boogie-woogie e rhythm & blues e dai surgiu o rock, rebeldia, topete, calças de couro, motocicletas, bebidas e drogas, mais a frente surgiram o bons moços de Liverpool com cabelos na testa, terninho e um som contagiante, quase juntos nascem uns garotos sujos com músicas mais pesadas de londres e ai se inicial a invasão britânica, dai para frente vieram muitas lendas como Hendrix, Eric Clapton, Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, AC-DC, Queen, Guns 'N Roses e Nirvana. Cresci ouvindo Creedence Clearwater Revival, Beatles e Stones, sempre gostei da sonoridade, mas a primeira coisa que realmente me deixou com aquela expressão de "que foda" foi Queen, vocal perfeito, sonoridade e musicalidade incrível, não podia ir para outro lado, sou bastante eclético, mas pagodeiros que me desculpem, música boa é rock 'n' roll, tenho certeza que o dia mundial do rock não deveria ser 1 dia mas sim 1 mês. Muitos já disseram que o rock morreu em várias ocasiões mas sempre resurgi com uma super banda estourando no cenário músical mundial, não creio e nem tampouco acho possível que a era da música digital acabe com o rock, mas sim que vai vir uma nova transformação como aconteceu nesses 50 anos de existencia do rock 'n' roll. Nunca mais haverá beatles, Stones, Queen, Nirvana novamente mas que venham novas bandas. Feliz 13 de julho para todos e Rock 'n' Roll na veia.

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Max Wilson

Max Wilson sempre foi um fudido na vida, sempre recebeu fora das garotas, era sempre o penúltimo a ser chamado para o time de futebol, tinha muitas espinhas pelo rosto e apanhava constantemente de seu pai, isso quando não apanhava na escola também. Porem quando cresceu a coisa melhorou, pois encontrou na bebida sua salvação. Foi a partir deste momento que começou a se achar um homem especial, começou a pintar e a escrever poesias e se achar um gênio. Após alguns anos em um emprego ruim e bebendo como uma esponja conheceu uma mulher de seus 43 anos ele tinha 31, e a convidou para morar com ele, ela foi, no começo eles bebiam fumavam, trepavam, ela tinha até um belo corpo para a idade e ela sempre fazia torradas com manteiga no café da manhã, mas isso só nos primeiros meses depois Max Wilson passou pelos piores dias de sua vida ao lado daquela mulher.
- Você sabe fazer outra coisa alem de ler esse jornal e beber?
- Sim, sei fazer sexo. Ele disse.
- Isso é o que você pensa!
Outro dia.
- Será que você um dia vai trocar às lâmpadas queimadas?
- Por deus Valéria!
- Você é um inútil, não troca nem às lâmpadas de sua casa.
- Quem sabe eu troco um dia boneca.
- Quem sabe eu arrumo outro para trocar!
- Faça isso!
- Você não sente ciúmes de mim? Você me trata mal, eu lavo suas cuecas borradas de merda e tenho que agüentar você pintando e escrevendo lixos e você não sente ciúmes de mim.
Outro dia.
- Você nunca me ajuda a lavar esses pratos.
- O dia em que a mulher for obrigada a se alistar no exército usar coturnos dois números menor, eu lavo os pratos de bom grado.
- O dia que homem tiver um filho e tiver que arregaçar a xoxota para o médico eu paro de pedir para você ajudar em casa!
E isso se estendeu durante 11 meses. Até que um dia ela resolveu ir embora, começou a gritar de forma grotesca, pegou todos os objetos que estavam ao seu redor e jogou tudo contra ele gritando coisas estúpidas, fazendo acusações e gritando bem alto que ele era ruim de cama, depois te espatifar todos os pratos e copos que tinha, pegou suas coisas e às colocou dentro de algumas sacolas de supermercado e foi embora cantarolando. Ele se sentiu bem, a solidão o confortava e ela não era tão boa assim para fazê-lo sentir sua falta. Um dia desses qualquer Max Wilson estava em seu apartamento deitado depois de uma noite de bebidas quando o telefone tocou, Max Wilson se levantou apenas de cueca coçando sua bunda e atendeu ao telefone.
- Max?
- Sim sou eu!
- Sou eu, Pietro, preciso de uma grana emprestada meu querido!

Pietro era um artista de rua, pintava retratos de casais e se achava o maior cartunista da face da terra, eu sabia que não era mas com certeza ele também me achava ruim e ele já estava devendo dinheiro de outro empréstimo, não poderia novamente cair neste conto.
- Droga cara, o bicho me ferrou ontem estou liso.
- Nada mesmo meu querido?
- Nada.
- Então ok meu querido.

Max Wilson desligou o telefone foi até a cozinha, pegou duas salsichas na geladeira colocou uma panela com água no fogo, acendeu e colocou para cozinhar, pegou uma lata de cerveja abriu e deu uma talagada acendeu um Hollywood vermelho enquanto aguardava a água ferver, soltou um peido, virou sua cerveja e desligou o fogo, pegou um pão cortou e passou maionese, mostarda e colocou às salsichas dentro, comeu na cozinha mesmo. Sentou em seu sofá velho com as molas saindo pelo forro e acendeu mais um Hollywood, observou a fumaça espessa subir em círculos azuis e pensou em pássaros fumantes com ressaca. Ouviu um bater de leve em sua porta, levantou-se, vestiu suas calças, camisa, calçou suas pantufas de elefante e foi atender.

- Olá. Disse uma mulher gorda e com uma verruga imensa na ponta no queixo.
- Oi. - Você é Max Wilson o pintor e escritor? Valéria me mandou vir aqui buscar suas roupas.
- Sim sou Max Wilson o gênio, entre!
Ela entrou devia pesar uns 100 quilos, a cada passo sentia que o piso do apartamento iria ceder, ela usava um vestido abobora com flores desenhadas, um salto alto verde suas pernas eram repletas de varizes e usava um brinco de penas estúpido, assim como sua cara.
- Às roupas estão dentro daquela caixa no canto da parede, é só levar. Apontou Max Wilson para uma caixa velha e rasgada.
- Você não vai me perguntar como a Valéria está?
- Acho que não, na certa deve estar dispondo seu rabo para qualquer um.
- Oh, meu senhor não diga assim. Enquanto a gorda se abaixava para pegar a caixa, Max Wilson lhe ofereceu um drink, ela logo aceitou, ela disse que seu nome era Márcia, que era dona de um confecção de costura no Bom Retiro e que era viúva fazia dois anos, Max Wilson virou seu drink pegou a garrafa preparou outro para ele e para ela e lhe perguntou:
- Você chupa pica?
- Oh. O que é isso meu senhor? Ela disse com cara de quem não gostou do atrevimento.
- Valéria realmente me disse que você era um escroto, não sei por que ainda fui dar atenção a sua conversa e tomar um drink com você.
- Deixa disso dona, sou apenas um homem que sabe apreciar beleza, você é linda, agora responde você chupa? Engole ou cospe?
- Oh! Não diga isso meu senhor, vou embora desse jeito.
Max Wilson chegou perto com passos bem lentos e com um sorriso no canto dos lábios.
- Não se atreva. Ela disse A puxou contra seu corpo olhou no fundo dos seus olhos e lascou um beijo, sua língua era áspera e o gosto era de um rato morto, não houve reação, ele continuou.
- Oh. Isso não é certo meu senhor, Valéria te ama!
- Aquela puta ama dinheiro e isso eu não tenho, já experimentou 12 centímetros de prazer?
- Oh, não diga isso meu senhor, não iremos fazer nada.
- Cala a boca. Disse enquanto a beijava e apalpava seus seios, ela gemeu, ele enfiou a língua em sua garganta e ela soltou o corpo.Max Wilson passou a mão em sua bunda e peitos, eram flácidos, mas ele estava excitado e continuou. Ela tirou o salto e o vestido, não usava nada por baixo, seu corpo era medonho, suas pernas e bunda eram flácidas e com muitas estrias e celulites. Mas ele continuava excitado, tirou às roupas e se deitou na cama, foi por cima.
- Você tem camisinha?
- Não, vai ser no pelo.
- Não quero engravidar.
- Fiz vasectomia boneca, agora fica quieta. Meteu, na primeira estocada ela peidou.
- Desculpe.
- Relaxa baby. A cada bombada um pouco mais forte que ele dava, ela peidava, Sua barriga atrapalhava um pouco a situação e ele fazia o que podia até encontrar um bom jeito de meter com ela. Imagina ele devia pesar uns 70 quilos e tinha um metro e oitenta, ela pesava uns 115 em pouco mais de um metro e meio, enquanto bombava pegou um de seus seios que estava de lado e chupou, foi deprimente e se culpou por ainda estar ereto. Ela falava palavrões, ria apertava a xoxota e agradecia por aquela foda que estava dando, até que terminaram, Max Wilson se sentou e pegou seus cigarros que estavam jogados no chão e totalmente amassados, ela o puxou pelos cabelos e levou seu rosto até a sua xoxota, esfregou seu rosto como se fosse uma toalha, quase foi sufocado pelo odor insuportável que estava em sua xota, o cheiro era de fossa e podia sentir o cheiro daquele cu que tanto peidava, mais acabou fazendo o serviço proporcionando prazer aquela mulher, finalmente acabou, Max Wilson se levantou e acendeu seu cigarro respirando rapidamente. Ela se levantou com os olhos marejados de felicidade e se vestiu.
- Você me fudeu!
- Com toda a força boneca.
- Boa noite meu senhor.
- Boa noite dona.
Ela deu um risinho e foi em direção a porta, abriu e foi embora sem nem ir ao banheiro se limpar do sêmen que estava em suas coxas. Max Wilson se limpou no lençol, colocou sua cueca rasgadas e foi até a cozinha, pegou uma lata de cerveja, abriu e tomou uma golada, pegou uma garrafa de Cynar, abriu e a misturou com guaraná, acendeu um cigarro, foi até o banheiro e lavou o rosto e suas mãos que estavam com um odor insuportável de urubu morto em lixão. Ligou a Televisão, estava passando Brasil Urgente, via às tragédias da vida cotidiana e ficou bebendo sem tirar os olhos da tela, viu uma noticia de um comerciante coreano que foi assaltado e morto dentro de sua casa, agradeceu por não ser coreano e nem comerciante. Olhou para o canto da parede e lá estava a caixa de roupas da Valéria.
- Diabos, ela vai ter que voltar para pegar às roupas. Ouviu um estalar seco na porta, a dona de 100 quilos e um metro e meio voltou, virou seu Cynar com Guaraná, abriu a porta.
- Esqueci às coisas da Valéria. disse com um risinho.
- Entre. A dona gorda entrou e o piso do apartamento desta vez realmente parecia que iria ceder realmente, ele a olhou e ficou excitado.
- Eu te amo baby!
- Oh.
- Vou sorver até sua última gota de prazer boneca!
- Oh, não diga isso. Ela entrou e ele a agarrou, começaram a se beijar e ela tirou o vestido teve a mesma visão do inferno daquele corpo flácido e mole, mas ainda sim estava excitado e pensou: Quem sabe a vida não é tão fudida assim.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Sucção

Aquela garoa fina estava me atormentando. Umedecia meus cabelos, e como eu estava com o tênis furado já sentia a catástrofe que iria acontecer às minhas meias, e por mais que eu quisesse parar em algum lugar para me proteger do frio e da chuva, não conseguia. Parecia um robô andando pelas ruas de São Paulo, com os cabelos longos umedecidos, jaqueta de couro preta camisa branca estampando a minha banda favorita Beatles calça jeans preta e um tênis adidas que um dia pode ter sido branco, enfim estava totalmente andrógeno.

Já estava acostumado com à vista cinzenta que tinha da cidade. Com às garoas constantes em tarde ensolaradas que mudam em minutos e com a poluição, que pelo menos quando chovia não se sentia tanto, definitivamente o rotulo de cidade da garoa estava mais do que certo, eu andava de forma lenta sem preocupação sendo ultrapassado por pessoas que perante ao temporal iminente saiam correndo em direção a ônibus, metrô e lojas para se protegerem do "banho forçado", fiquei pensando em como seria legal se nevasse em São Paulo e me perdi em alguns pensamentos por alguns instantes, eu estava indo em direção a casa de uma amiga, na verdade estava sem vontade nenhuma de sair de casa, porem iria ter breja na faixa e isso não é algo que se tem a todo momento, portanto iria para lá sem pestanejar, iria beber, ouvir uma boa música e talvez descolar um broto para transar. A noite caia devagar sobre o céu da Avenida Paulista. Olhei para cima e uma gota grossa e forte caiu em meu olho, fiquei puto e xinguei até meus pais por fazerem sexo e ter me concebido.

Antes de chegar ao Trianon desci a Alameda Campinas, parei em uma padaria e comprei uma garrafa de vinho barata, iria fazer uma preza, desci até a Pamplona e me vi diante do prédio, toquei o interfone.

- Por favor, a Rafaela, bloco B apartamento 206.

- Quem é?

- Marlon. - disse.

- Um segundo - me respondeu uma voz fria sem felicidade e parecendo que vinha do alem.

Aguardei uns instantes, e logo a portão principal se escancarava a minha frente, entrei olhei para a cabine da portaria, acenei, sem resposta, dei um sorriso amarelo, sem resposta, continuei andando, quando estava na porta de entrada do bloco, a chuva havia estiado, dei um sorriso de agradecimento por ter estiado logo agora que iria entrar no apartamento, apertei o botão do elevador e aguardei.

A porta estava aberta, às luzes em sua maioria apagadas e um som leve e baixo vinha em minha direção.

Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público

Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado

Aquilo me animou, Chico Buarque em um inicio de sábado a noite sempre me deixava animado.
Fui entrando e indo direto para a cozinha. Abri a geladeira e coloquei a garrafa de vinho para gelar, enquanto pegava uma cerveja e abria a lata com bastante vontade dei uma golada.

Fui para sala e já estava rolando outra música, que também me deixava bastante feliz e que era tão boa quanto a que estava tocando anteriormente.

Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?
Quem se atreve a me dizer?
Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?
Quem se atreve a me dizer?
Não, eu não sambo mais em vão
O meu samba tem cordão
O meu bloco tem sem ter e ainda assim
Sambo bem à dois por mim
Bambo e só, mas sambo, sim
Sambo por gostar de alguém, gostar de...

...Me lava a alma, me leva emboraDeixa haver samba no peito de quem...

- Essa eu sei que você gosta Marlon. Disse-me a Rafa só de toalha e com um sorriso nos lábios.

- Nossa essa é excelente, demais.

Olhei em volta e não tinha ninguém.

- Cadê todo mundo?

- Ninguém chegou chuchu.

- Marlon, espera um pouco que vou me trocar.

- Ok, mas não demora baby, vamos beber.

- Ta bom chuchu hihi. Disse enquanto se virava e ia em direção ao quarto se trocar rebolando aquele rabo lindo só coberto por uma toalha fina e branca que deixava suas curvas bem amostra.

Virei à cerveja em uma única talagada, sentei no sofá fiquei ouvindo o som, e aguardando, olhei para o lado e vi que a porta do quarto estava aberta, estiquei minha cabeça um pouco para trás e fiquei olhando ela se trocar, seios maravilhosos, ela estava apenas de calcinha, com a toalha enrolada em seus cabelos lisos e pretos, seus seios eram pequenos e os bicos rosados, sua barriga era trincada e tinha algumas tattoos pelo corpo, tive uma ereção, levantei e fui até a cozinha pegar mais uma cerveja para esquecer a visão que tive, diabos mulheres não foram feitas para mim, sempre entravam na minha via e tiravam até a última gota da minha dignidade, espremiam os meus culhões em espremedores de frutas e iam embora, queria apenas ser um homem solitário, durante algum tempo, apenas algum tempo.

Levantei fui até a zozinha e peguei duas latas e fui para a sala, sentei no sofá e aguardei mais um pouco enquanto a música rolava, abri mais uma lata e começei a beber.

Rafa sentou ao meu lado estava linda com aquelas calças que parece que a pessoa está cagada, usava havaianas e uma camiseta branca do Sonic Youth, cruzou às pernas e pegou a lata que eu havia lhe trazido, abriu a deu uma bela golada.

Começamos a conversar sobre escritores, música e os RockStars que morreram aos 27 anos, enquanto o papo seguia de forma descontraída olhei para a mesa de canto e lá se iam mais de 12 latas de cerveja e um cinzeiro repleto de bitucas, havíamos conversado tanto que nem tinha notado a hora passar, por Deus por que fumamos tanto quando bebemos, sei que peguei meu maço de Lucky Strike e acendi mais um cigarro ela também acendeu, ficamos nos olhando e senti que naquele momento poderia com certeza beija - lá, a campainha tocou.

Eram duas amigas, uma devia medir 1,80 facilmente, olhos verdes, seios grandes, usava saia e tinha belas pernas, a outra era baixinha e gordinha, com o cabelo muito estranho e estava com uma mini blusa, um desastre de Deus.

Às garotas entraram e na mão de cada uma havia um drink, com a bela havia Vodca, com a gorda havia Contini, no final das contas bebia qualquer coisa depois de 18 latinhas e nem saberia distinguir o que eu estava bebendo, elas entraram e todas às garotas começaram a falar ao mesmo tempo, senti que a gordinha me olhava, e pois bem ela realmente me olhava, diabos porque que eu havia cuspido na cara da sorte.

Enquanto elas falavam, eu bebia e ouvia música, fui até o porta CDs e coloquei o melhor disco POP de todos os tempos, Thriller que começa com uma música pederasta mas no geral é excelente, às garotas se sentaram e Rafa às apresentou como sendo Jane e Lika, Lika era a gorda, claro, elas até que enxugavam muito bem principalmente a gorda que preparava drinks com Vodca e entornava em uma só talagada, fiquei assustado, Lika soltou um peido deu um risinho e aquele cheiro podre de enxofre se instalou no ambiente, quase vomitei, às garotas riam e à chamavam de porca eu não dei a mínima, minha cerveja estava gelada.

- Que tal um pocker stripe? - Perguntou Jane.

- Diabos não. Vamos beber.

- Concordo com ele Jane. - Disse Lika e deu uma golada no Contini.

Estava começando a ficar bêbado e a gorda queria transar comigo, sentia isso, merda.

Às bebidas estavam começando a secar meu cigarro havia terminado e eu estava cerrando da Jane, que já estava bêbada o suficiente para falar um monte de bobagens sem sentindo sobre a criação e sobre os dinossauros, não dei a minima. O CD acabou, o silêncio invadio o ambiente e neste exato momento Jane e Rafa começaram a se beijar, eu não acreditava no que estava vendo e aquilo estava com certeza me deixando louco e muito excitado, quando olhei para baixo vi que a gordinha havia aberto a minha calça ela arqueou o corpo e estava me chupando de forma animal, nunca havia sido chupado de forma tão boa quanto aquela, ela me sugava até eu achar que meu pinto iria ficar fino.

Glup, Glup, Glup, a chupada estava tão boa que não conseguia nem me virar para ver a Rafa e a Jane se chupando, enfiei o dedo no cu da Jane.

- Filho da puta, tira essa merda de dedo do meu rabo.

- Desculpa!

Coloquei na buceta, ela não reclamou.

Enquanto eu era chupado, enfiava meu dedo na buceta da Jane que por sua vez metia a língua no meio das pernas da Rafa, era bacana a cena.

- Vou gozarrrr.

Glup, Glup, Glup.

- Ai eu vou gozarrrrr...

Glup, Glup Glup.

- Ahhaaaaaaaaaa.

Gozei e ela continuava sem tirar a boca, engoliu tudo enquanto chupava, iria ficar sem pau com certeza, iria afinar ou sumir feito picolé e no outro dia sairia nas manchetes de algum jornal estúpido.

GAROTO FICA COM O PAU ATROFIADO DE TANTO SER CHUPADO.

Estava com dois dedos dentro da Jana, que rebolava e molhava minhas mãos.

Bati uma para ela até que meus dedos ficassem ensopados e dormentes, senti ela gozar na minha mão, devia estar com toda a mão dentro dela.

- Vou gozar de novoooo.

Glup, Glup, Glup, ela parecia um desentupidor, era uma sucção impressionante.

- Ahhhh diabossss.

Gozei, foi tudo novamente na boca, vi tudo descer guela abaixo, ela passou a língua NELE durante algum tempo se levantou sorrindo e saltitante com um ar de quem manja do assunto e a boca cheia de porra, caminhou tranquilamente até o banheiro, deitei com o pau mole e pingando. Dormi.

Acordei, e já estava ficando claro, com exceção da gordinha às garotas estavam nuas, peitos para um lado bunda para outro xanas amostra e meu pau fino e mole caído para a esquerda, os bagos coçando.

- Tomara que ela não tenha chatos na boca. Pensei!

Levantei olhando para todas soltei um peido, cocei os bagos e fui ao banheiro, lavei o rosto e comecei a procurar minha cueca, a gordinha acordou e foi tomar banho, pensei em ir também mas mudei de idéia, achei um maço de L&M em uma mesa de canto na sala, e acendi um olhando para a rua, estava pelado, liguei a TV e estava passando um programa sobre Vacas, fiquei deprimido, terminei o cigarro e joguei pela janela, fiquei observando ele cair quase em cima de uma velha, desliguei a TV.

Lika saiu do banheiro, nua, era uma visão do inferno, colocou suas roupas na minha frente, outra visão do inferno, os bicos do seus seios estavam apontados para baixo. Às garotas acordaram e Jane e Lika começaram a pegar suas coisas para irem embora, Jane deu um beijo em Rafa e Lika aproveitando o embalo me lascou um beijo, o gosto era horrível, tinha mal hálito e sua língua era áspera e seca, me deu vontade de vomitar cada vez que ela enviafa sua língua em minha garganta, aquela língua só servia para outra coisa, pois bem o beijo acabou e elas foram embora.

Coloquei minhas calças mesmo sem achar a cueca.

- Toma café comigo? Perguntou Rafa.

- Não Baby. Tenho que ir.

- Tudo bem garanhão, beijos.

- Tchau boneca.

Sai do prédio e fui andando tranquilamente, o sol aparecia e minha cabeça começava a doer, estava com vontade de cagar, e a cagada que se dá depois de uma noite de bebidas é maravilhosa, parei na primeira padaria que encontrei e comprei um Lucky Strike, comprei chicletes também, acendi o cigarro, fui até o balcão.

- Vencedor, me dá uma Coca!

Ele trouxe aquela garrafinha de 290 ml e bebi em um único gole, pensei que meu peito ia estourar por causa do gás, mas passou. Coca é a melhor coisa para depois de uma noite de bebidas e cigarro, paguei a conta e fui para casa, precisava evacuar rapidamente.


Cheguei em casa e dei uma bela cagada, uma cagada depois de um monte de cervejinhas é maravilhosa, tomei um banho, enrolei a toalha e fui para meu quarto, peguei meu A Hard Days Night dos Beatles e coloquei para tocar, lindo, deitei na cama nu e fiquei olhando para o teto, o telefone tocou, não atendi, levantei fechei todas às cortinas e voltei a deitar com o cobertor até o queixo em meio aquela escuridão.

O resto do dia foi tão péssimo que nem vale a pena falar.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Um escritor bêbado.

Selecionei o texto mais uma vez e apertei a tecla delete, o texto inteiro apagado, jurei por Deus que se tivesse que apertar mais uma vez aquela maldita tecla iria parar de escrever aquele maldito poema. Pensei um pouco em coisas estúpidas e sem sentido coçei meu peito e comecei novamente a digitar, o poema saia de forma suave e tão bem como nunca (exagero da minha cabeça) estava começando a me empolgar a os versos estavam ficando realmente bons, até que começou a se tornar vago, sem sentido, medíocre, péssimo.
- Diabos não consigo mais, puta que me pariu, bosta!
Desde que havia publicado meu livro não conseguia mais escrever nada e isso já fazia 6 meses, escrevi a minha vida toda todos os tipos de textos mas agora depois que finalmente havia conseguido publicar algo, não conseguia sequer escrever uma anedota, havia me tornado um escritor estúpido e isso me deixava em frangalhos. Selecionei o texto e apertei o delete, fiquei olhando a tela branca mais alguns segundos, desliguei o computador e levantei me sentindo muito melhor.
Fui rumo a cozinha, acendi a luz e vi uma geladeira azul clara e parades beges devido a crosta de gordura que ali havia se instalado, o chão estava grudando a a pia cheia de louça suja e restos de comida começava a me causar um mau estar, porem sou forte e posso superar.
- Vou mandar a faxineira vir aqui ainda essa semana. – pensei.
Abri a geladeira olhei durante alguns instantes, peguei uma lata e cerveja e presunto, abri a lata dei uma boa talagada enquanto preparava um sanduíche de presunto gordo e mostarda, comi rapidamente pensando por qual motivo não conseguia mais escrever nem se quer uma carta, abri outra cerveja e peguei uma garrafinha de Vodca, pensei em como eram os meus velhos tempos de dureza com Bavária e Vodca barata, agora bebia Absolute e acho que isso é que estava me impedindo de escrever tão bem como antes, era muito mais fácil escrever com o estomago vazio do que com ele cheio, já havia sido comparado a Bukowski e Hemingway e agora nada mais de nada saia da minha cabeça, peguei minhas bebidas e fui em direção ao sofá na sala que estava velho e estourado com furos de cigarro e manchas de bebidas, sentei e bebi a Vodca em um único gole fiz uma careta dei um trago da cerveja e puxei um cigarro, acendi meu Lucky Strike e fiquei olhando a fumaça azul subir de forma descompassada e lentamente no meio da escuridão, fui a janela do meu apartamento na região do Paraíso e fiquei observando a vinte e três de maio sentido ao parque do Ibirapuera fiquei olhando a rua e às pessoas passando, tive um embrulho repentino no estomago baixei a cabeça e vomitei no parapeito da janela de 2 andares abaixo, parecia que estava vomitando até os meus bagos, acabei de expelir meu estomago pela boca e fui me deitar com uma dor de cabeça horrível tendo certeza que foi a comida que me fez mal e não a bebida. Dormi cerca de duas horas, acordei com o toque da campainha, fechei os olhos novamente mas a campainha também insistiu em tocar, olhei para o teto e para a escuridão que estava tomando conta do local e soltei um urro de raiva e sentei.
- Quem é? - gritei de forma raivosa por estar sendo acordado!
- Max, sou eu abre ai cara!
- Eu quem inferno? Por acaso tenho bola de cristal?
- Sou eu cara o Luizão...
Praguejei minha vida por ter pessoas que me conheciam, odeia às pessoas principalmente às que batem a porta da minha casa. Me levantei sem vontade e esforço algum, sabia que devia ser alguma coisa muito idiota. Abri a porta e lá estava ele com uma cara engraçada e um pulôver azul claro, calça de moletom e sandálias estilo Moisés, usava um chapéu na cabeça bastante constrangedor e de uma cor que eu não consegui identificar. Luizão entrou e logo foi pegando seu Derby vermelho e acendendo e fazendo uma expressão de sabedoria, pura enganação pois ele era tão inteligente quanto um mosquito e tinha realmente a aparência de um nada.
- Droga Max, minha mulher me expulsou de casa e não me deixou nem pegar meu rádio.
- Isso realmente iria acontecer um dia.
- Disse indo em direção da geladeira e pegando uma cerveja (para mim claro).
- Mas ela me expulsou cara, meu rádio está lá, ele foi um presente da minha Tia Avó. Posso usar seu telefone?
- Merda, use mais seja breve!
Ele pegou um papel de pão que estava no bolso de sua calça e discou um número, eu fiquei olhando para ele enquanto bebia minha cerveja com bastante vontade, ele aguardou alguns segundos e começou a falar.
- Florzinha, me deixa entrar em casa pô!
- Mas...
- Caiu? - perguntei logo após virar o último gole da minha cerveja com um sorriso de escarnio e já acendendo um cigarro.
- Ela desligou, merda o meu rádio era um presente...
Levantei fui à cozinha novamente e peguei mais uma cerveja (para mim novamente), sentei e fiquei observando aquele merdinha.
- Pô, meu rádio, eu preciso dele foi um presente da minha Tia Avó eu preciso que ela me devolva!
- Você já me disse isso! - respondi já um tanto irritado pela situação e por ele estar ainda na minha casa.
- Mas era meu rádio. - ele disse com os olhos marejados enquanto sentava no meu sofá e olhava para o teto.
- Posso te ajudar em alguma coisa? – perguntei na verdade não sei por qual motivo e já me arrependento de ter feita a pergunta.
- Sim sim claro amigão, posso ficar aqui com você? nós dois vai ser o maior barato. E ficou me olhando com aquele olhar sem vida.
- Acho que não, iria estragar nossa amizade.
- Mas eu sou organizado e posso fazer a faxina.
- NÃO!
- Mas eu sou seu amigo e posso limpar sua casa.
- Não tenho amigos, e tenho uma faxineira, agora se me der licença tenho que trabalhar. Levantei em direção a porta virei minha cerveja em uma talagada, virei a chave e escancarei a porta dizendo um saudoso TCHAU. Ele se foi, me senti ruim por uns segundos por ele sair e não ter onde ficar, mas começei a pensar em outras coisas e logo fiquei bem, fui até a cozinha peguei mais uma cerveja e me sentei para escrever, liguei o computador e às palavras vinham suave enquanto bebia minha cerveja calmamente, o texto seguia na tela do meu computador, acendi um cigarro puxei uma longa tragada, tomei um gole da minha cerveja, suspirei e continuei escrevendo por toda a noite, e finalmente saiu alguma coisa.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Alma perdida

Vida boa, vida podre.
Bagunçado sujo descalço.
Vida louca, amarga.
Pequenas anedotas representam o mundo pequenos gestos salvam sua alma
Vida boa, vida podre.
Bagunçado sujo descalço.
CACOS de vidro no chão sangue dor caos sofrimento lagrimas de sofrimento se formam em seu olhar.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Cunhada.

Nunca gostei de viagens em família, e fazia anos que eu sempre conseguia dar um jeito de não participar dessas merdas, mas agora eu não havia conseguido fugir, estava indo para a praia grande, uma merda de praia poluída toda vez que ia pegava alguma virose, uma merda de praia ruim, tempo quente pessoas feias e muitos mosquitos, não queria ir de jeito nenhum, mas os meus pais praticamente colocaram uma arma na minha cabeça. Meu irmão mais velho começou a namorar com uma caiçara e com 6 meses de namoro resolveu se casar, tudo foi agilizado, empréstimo e financiamento para comprar a casa e eu teria que ir fazer uma maldita visita para ele, gostava do meu irmão e desejava que ele fosse feliz, mesmo sabendo que não seria, pois ele estava era sim marcando o funeral ou a falência!

Tinha 19 anos e estava no auge das minhas putarias, sendo sempre sendo "entrevistado" pelas garotas. Estava bebendo todos os dias, e estava começando a prática de sodomia com às meninas da sala e curtindo cada vez mais festas e tragos. Estava com o Ipod no banco de trás ouvindo Sonic Youth, desligado do mundo ao meu redor, sem dar atenção aos meus pais que estavam na frente conversando sobre coisas idiotas e sem sentido algum para mim.

I can never forget you

the way you rock the girls

they move a world and love you

you're blasting the underworld

I stick a knife in my head

a thinking 'bout your eyesbut now that you've bee shot dead

I got a new surprise

but I've been waiting for you just to say

he's off to check his mind.

Estava viajandão na paisagem e no som, peguei no sono e quando acordei o carro já estava parado e a porta abrindo. - Graças ao bom Deus dormi. - pensei.

Meu irmão estava lá com um sorriso de orelha a orelha, não o via a cerca de um ano e meio, ele estava bem diferente, barrigudo com os cabelos caindo e com os olhos de uma pessoa entregue a morte ( o casamento pode fazer isso).

Fiquei no banco mais alguns instantes e desci, meu irmão veio logo em minha direção e me deu um murro no ombro, sorri um sorriso amarelo e o cumprimentei com um aceno de mão. Havia uma garota encostada no muro fumando um cigarro, era pequena seios fartos e um quadril de arrasar, olhei direto nos olhos negros daquela deusa.

Meu Irmão nos apresentou aquela garota como a esposa dele, disse que seu nome era Rose, olhei para a garota novamente que abriu um sorriso hipnotizador e meio sem jeito pela olhada que havia acabado de dar a cumprimentei, ela veio em minha direção estendi a mão, ela desvio da minha mão e me deu um beijo no rosto bastante molhado e quente, fiquei excitado no mesmo istante, entrei na casa sendo acompanhado por ela que me guiou ao quarto, me mostrou o guarda roupa e a cama. Aquela cama, nossa como seria bom rasgar aquela blusa e joga-lá na cama sem dó cavalgando em cima daquele corpo maravilhoso até um dos dois morrer de tanto gozar.

Ela saiu do quarto rebolando aquele traseiro lindo, eu tranquei a porta e comecei a arrumar minhas roupas, deitei na cama de olhos fechado já com a mão lá em baixo homenageando aquele corpo, sei que é feio cobiçar a mulher do próximo ainda mais quando o próximo é seu irmão mas não teve jeito, gozei até pensar que não havia mais uma gota dentro de mim só com o pensamento naquele corpo e naquelas curvas, levantei e fui ao banheiro tomar um banho bem gelado para esfriar a cabeça.

Estava deitado na cama vendo televisão e bastante entediado pensando o que estaria fazendo aquela hora em São Paulo, peguei no sono, amanhã seria um dia longo.

Logo cedo fui acordado pelo som dos meus pais extremamente excitados para ir a praia, levantei passei uma aguá no cabelo escovei os dentes e fui com eles, a Rose estava de biquíni e um shorts bastante apertado o que deixava sua bunda melhor do que já era e dava imaginação do tamanho do biquíni da gata. Ela e minhã mãe não paravam de tricotar e dar risadas enquanto meu pai e meu irmão iam falando de dinheiro, casa, carro e essas coisas de pessoas sem vida feliz, fui o caminho todo até a praia sem desviar os olhos daquela bunda magnífica que não parava de rebolar. Chegamos finalmente, eu estava suando feito um porco na brasa tirei a camisa e me sentei no quiosque pedindo uma cerveja enquanto Rose só confirmava o tamanho do biquíni minúsculo abaixando o shorts bem devagar e de forma muito sensual, fiquei olhando mais alguns momentos até a boca secar.

- Skol campeão! - pedi para tentar desviar minha atenção.

- Não tem.

- Brahma???

- Também não tem!

- O que você tem ai?

- Nova Schin!!!

- Putz. soltei com um ar de indignação e frustração por beber aquela cerveja maldita.

-Me dá então, fazer o que, pelo menos está gelada né.

Ele nem respondeu já sacou a garrafa do freezer e pegou um copo e me passou. Ao menos estava gelada matei o primeiro copo em uma única talagada sendo observado pelos olhos da minhã mãe que mostrava reprovação. Terminei logo a garrafa e pedi outra já acendendo um cigarro e soprando pausadamente a fumaça e olhando para o mar. Não sei ao certo quantas cervejas tomei e quantos cigarros fumei, sei que já haviam se passado duas horas, meus pais estavam indo embora e meu irmão e a Rose sentaram a mesa ao meu lado conversando e dando risinhos. Não conseguia desviar os olhos daqueles belíssimos olhos negros e ela estava percebendo pois estava desviando o olhar a todo momento. Resolvi entrar no mar, a aguá estava gelada mas gostosa, dei um mergulho rápido e sai com a bermuda cheia de areia, sabia que iria ficar assado feito um frango de forno.

Voltei até o quiosque peguei mais uma cerveja e paguei a conta e eu meu irmão e a Rose voltamos para casa caminhando lentamente sobre aquela tarde quente falando besteiras e rindo alto.

Tomei um banho gelado fui até a cozinha abri uma latinha de skol e bebi calmamente, meu irmão sentou ao meu lado com uma lata na mão e um sorriso no rosto e soltou:

- Ela é de mais né pedrinho?

- Se é!

- hihihi, nem acredito que estou casado hihi.

- hehehe é verdade mano.

Nossa conversa foi interrompida pelo rádio do meu irmão.

- Na escuta? - perguntou alguém do outro lado da linha.

- Positivo! - respondeu meu irmão.

- Sistema de alarme do posto 666 falhou, verifica o QRU?

- Positivo, a caminho.

Meu irmão se levantou, mecheu o ombro franziu a testa e foi para o quarto se trocar, em poucos minutos estava indo ao trabalho.

- Falouuu, hehe bom serviço hihihi.- disse enquanto meu irmão saia apresado.

Meus pais resolveram ir para o centro jogar bingo ( que programa mais escroto) e saíram, fui a geladeira abri mais uma cerveja, senteei no sofá da sala novamente ligando a televisão e vendo um programa de humor que de engraçado não tinha nem o nome.

Rose que até então estava no quarto foi para sala rebolando o quadril de forma fantástica, chegando ao sofá se sentando de um jeito que me deixou sem graça e com a libido em erupção.

- Vim te fazer companhia. - disse Rose em tom um tanto quanto malicioso

- Ok baby, fique a vontade a casa é sua hihi.

Ela sorriu e cruzou às pernas, por poucos segundos pude ver sua calcinha, era amarelinha e tirou totalmente minha concentração da televisão, quando voltei os olhos para cima ela me olhava de forma maliciosa e eu já senti o volume das minhas calças se alterando. Não precisei fazer nenhum esforço, Rose veio em minha direção puxou meus cabelos e me beijou, de inicil fiquei assustado mas à beijei bastante excitado, passando ás mãos em seu corpo e ela enfiando a lingua dentro da minha boca, tirei um seio para fora da blusa e beijando-a apalpei seu seio com minhas mãos bastantes desesperadas e sem sincronia, tirei sua blusa e comecei a beijar seus seios, sua barriga, puxei a saia e lá estava aquela calcinha amarela e seu pacote por baixo de tudo, fiquei totalmente louco, tirei a calcinha com brutalidade puxando com força e desespero, logo ela se abaixou me chupando de forma como nunca pensei que seria possível, parecia um desentupidor e me sugava ao máximo, tive uma dor terrível na consciência neste exato momento, o que eu estava fazendo era mulher do meu irmão e eu iria devora-lá, mas por sorte consegui superar esse problema e a puxei com sofridão para junto do meu corpo, encaixei de pé e começamos o vaivem ritimado, gemíamos bastante alto, até que gozamos, mas não foi o bastante ela se encostou no sofá com às pernas abertas para mim, dei mais uma mais gostosa do que a anterior. Nos vestimos ela foi ao banheiro e eu fui para o meu quarto, deitei e tive uma insônia brava, talvez o peso na cosnciência estivesse grande, mas mais uma vez superei a consciência e dormi. Acordei no outro dia e já levantei arrumando minhas malas, fui até a cozinha tomar um café e mau conseguia olhar direto para meu irmão, pelo menos iríamos embora.

Tomamos algumas cervejas eu e meu irmão, ele ficou me dizendo o quanto ela era fantástica inclusive na cama, um sorriso me brotou no canto dos lábios. Eu sabia disso hihi. - pensei.

Estavamos indo embora, me despedi do meu irmão e de Rose, que me olhou de forma muito maliciosa, me beijou e deu um jeito de passar a mão nos meus bagos. Fomos embora finalmente e eu fui todo o caminho todo pensando o bom filho da puta que eu era, não me arrependo porem não sei se faria novamente, chegamos em São Paulo, amanhã começaria tudo de novo, faculdade, trabalho de seis horas por dia de atendente de uma empresa de celular, mas voltaria a minha rotina e logo esqueceria o quão bom foi minha última viagem e quão bom é ter uma cunhada.

terça-feira, 25 de novembro de 2008

Um peido para quem está cagado!

Puxei mais uma boa tragada daquele L&M vermelho , soltei um peido e virei mais um gole do meu Cynar, que na verdade não desce macio porra nenhuma.


Porra como está quente esse inverno – Eu disse ao dono do bar tentando puxar assunto.

O dono do bar só me lançou um olhar seco e sem brilho que mais parecia o olho de um defunto do que de uma pessoa, às sobrancelhas grandes se arquearam franzio o cenho puxou um pigarro com toda força que tinha naquele corpo descomunal e cuspiu na pia que estava lavando os copos, não me disse nem uma palavra, eu já devia estar acostumado com isso, pois toda a vez que falava com ele nunca tinha resposta ele apenas me olhava com aquele olhinhos pequenos e fundos.

Levantei da cadeira puxei algumas notas amassadas e rasgadas e disse:

-Bigode, o papo tá bom mais quanto deu a minha?

Ele fez um gesto com os dedos que minha conta havia dado 7 pratas. Paguei a conta, lancei o meu cigarro longe, e fui em direção a porta naquela noite quente e cheia de estrelas, vi duas crianças passando com seus pais e que não paravam de falar um só segundo, tagarelavam gesticulavam, porra às crianças são tão inocentes, eu já havia perdido a minha inocência desde que tinha uns 6 anos de idade, quando pegava meu pai quase todos os dias comendo a empregada pelos cantos da casa, e minha mãe vivia a chorar, pois bem voltando ao assunto (me desvio do assunto principal com freqüência) peguei mais um cigarro de uma maço bastante sofrido amassado e sujo e acendi lentamente fazendo com que a fumaça se espalha-se na minha frente, atravessei a rua olhando uma mulher alta vindo em minha direção no sentido oposto, tinha pernas e seios sensacionais, quando passou olhei para trás e seu traseiro era magnífico, o rebolar era lindo, o vaivém excitante ao extremo, fiquei louco e babando, mas como tudo na vida passa ela passou com seu vestido verde oliva colado, queria possuir aquela mulher naquele momento, mas estava começando a ter um principio de dor de barriga, pode ter certeza que a dor estava maior que o meu pênis e muito maior que o meu tesão. Infelizmente tinha que seguir em frente e segui. Como podem às mulheres serem tão sensacionais, bundas peitos coxas e batata das pernas e roupas coladas. "se não tivesse com tanta dor de barriga estupraria essa garota" pensei com um sorriso de escárnio nos cantos dos lábios.

Fui andando para o meu quarto na região do Bom Retiro, andei pela Alameda Nothmann, passei por baixo dos trilhos dos trens seguindo pela Rua Silva Pinto, estava chegando, finalmente quando a barriga já dava claros sinais de destruição interna, cheguei ao prédio em que morava, subi desviando dos Bolivianos com caras de índios e cabelos estranhos que se encontravam parados na escada fumando seus cigarros enquanto suas mulheres, mães e filhas estavam indo dormir para poder ir trabalhar em oficinas de costura na manhã seguinte. Subi a escada correndo em meio a peidos e uma dor abdominal muito grande, trancava às pernas, mas os peidos continuavam a fugir pelo meu cú, o barulho de Titanic afundando era muito alto e o suor gotejava de minha cabeça, estava entrando em desespero total, assim que consegui abrir a porta do quarto ( saiba que é muito difícil achar a chave em meio a um monte de merda espalhado em seu intestino), mas um peido fugiu e foi fatal, senti a merda deslizando sobre a minha perna e o cheiro ruim subindo.

-Diaaabos – praguejei.

Fiz cara de choro, tentei andar com às pernas fechadas e pressionando a bunda mas não havia jeito, já havia me cagado todo, cheguei ao banheiro sem muita pressa abaixei às calças, a cueca já havia se transformado em uma pasta de merda e caguei o pouco que sobrará já bastante desanimado, levantei para limpar a bunda e só tinha um pedaço pequeno de papel higiênico, ri, enrolei o pedaço com cuidado e passei na bunda, quando olhei o papel (sempre olho para ver se já estou limpo) vi que minha mão saiu besuntada com bosta, fiquei vermelho, roxo, gritei, dei risada. Praguejei até a última geração de Minha família. Abri o chuveiro e entrei, o jeito era limpar o cú debaixo d’água, deixei a água quente cair sobre mim, lavei a bunda às costas e peguei o xampoo, passei na cabeça e acreditem acabou a energia (acreditem tem dias em que quando vc pensa que tudo deu errado, você errou da para acontecer mais merda). ---

- hihihihi. Gargalhei enquanto terminava meu banho debaixo da água gelada, sai do chuveiro, me sequei e a luz voltou.

-hihihihihihihi. Realmente não é meu dia disse em voz alta enquanto saia do banheiro, fui até o quarto e peguei uma cueca. A vontade de beber começou a bater, fui até a geladeira já levando um cigarro até minha boca e o acendendo e peguei uma latinha de cerveja, fui para sala sentei em minha cadeira velha só de cueca (detalhe com um rombo na bunda) e peguei um jornal a procura de algum emprego, estava com esse mês de aluguel pago porem com às contas muito atrasadas, já pensando a tortura que seria voltar a trabalhar. Meu telefone tocou, atendi:

- Alô!- É o Lucio!

- Grande MERDA. Hihihi.

- E ai Marlon seu vagabundo, surgiu uma vaga ai de 3 semanas, para limpeza de um conjunto de escritórios aqui na Paulista, tá afim?

- Fazer o que tenho um aluguel para pagar e um rim para sustentar. Hihihi (estava bastante engraçadinho).

- Vem então amanhã, é das 23:00 às 08:00 horas.

- OK.

- Não se atrase cara, eles são bem rígidos com isso.

- Tá bom, tá bom, pode deixar serei bastante responsável.

-Ótimo, então amanhã às 23:00 OK?!

-Passar bem boneca!

Desliguei, sentei no sofá velho e esburacado, virei um trago e peidei com um pouco de receio de cagar no sofá, o cheiro acre de enxofre subiu e impreguinou o ambiente, meu Deus como pode ser um peido tão fedido, pensei em como às coisas podem ir de um extremo ao outro em algumas horas, primeiro me caguei e tomei banho gelado, e depois arrumei um serviço de 3 semanas para pagar meu aluguel e alimentar meu rim. Virei o restante da cerveja em uma única talagada fui a cozinha peguei mais uma latinha e me servi de uma dose de Vodca (muito vagabunda é claro), sentei novamente no sofá liguei o rádio e começei a ouvir uma canção do AC-DC, a letra da música encheu todo o ambiente.

I'm on the highway to hell I'm a highway to hell Highway to hell I'm on the highway to hell. No stop signs, speedin' limit Nobody's gonna slow me down Like a wheel, gonna spin it Nobody's gonna mess me 'round Hey Satan! Paid my dues. Playin' in a rockin' band Hey Mama! Look at me I'm on my way to the promise land.

Estrada para o inferno, tem a ver total com a minha vidinha cretina.

Olhei o relógio e marcavam 00:37, não tinha mulher, às vezes é melhor não ter mesmo, menos dor de cabeça, mas dar uma aquela noite seria bacana, virei minha vodca em uma única talagada, levantei fui à cozinha abri a geladeira para pegar mais uma cervejinha, e mais uma grande sorte da noite só havia mais uma lata, a vodca secará, diabos aquela iria ser uma noite bem comprida e eu nem bebida tinha mais, fechei a cara, abri minha última cerveja bebi até a última gota da lata deitei no sofá fiquei olhando para o teto e soltei um peido.

"esse foi bem quentinho" - pensei rindo baixinho. Peguei o cobertor cobri a cabeça e fiquei cheirando o peido até pegar no sono.

Amanhã será um outro dia como já disse algum estúpido.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Cara Escroto!

- Porra você não vai dar para mim?

- Não e sai de perto.

- Mas caralho você já deu para todo mundo!

- Mas não vou dar para você de jeito nenhum. Você é um escroto!

Virei mas um trago do meu drink deu um sorriso bastante ironico e virei às costas, sai com a cabeça erguida e bastante orgulhoso de mim mesmo, que se foda se ela não quer me dar a quem queira, na verdade não havia muitas ultimamente, mas que merda eu tinha a minha mão que já me salvará diversas vezes. Como era chata aquelas festas muitas pessoas ficando bebadas com apenas 1 copo falando merda e fazendo com que eu tivesse vontade de vomitar, mas eu acabava sempre indo aquelas "festas" de merda pela bebida e boa música, às vezes pelas garotas mais muito às vezes por elas.

- Carlos chega aqui cara. - me chamou Roberto o dono da casa e da festa!

Roberto era um merda, tinha uma cara bem engraçada um nariz pontudo e um cabelo lambido para trás, era bastante arrogante e tinha uma cara estupida de bunda. Pois bem, olhei para ele e para às bebidas na mesa e fui até lá saber o que aquele merdinha queria, porra iria ter que sair do lado da mesa de bebidas.

- Soube que a Naila te deu um belo fora cara.

- Sim, nem sempre se pode ter uma boa foda!

- Mas ai essa casa está cheia de garotas, escolhe outra e pode usar o meu quarto se quiser, eu gosto de você cara você é bacana.

- Obrigado, mas perdi a vontade, agora acho que só quero beber.

- Para com isso cara, você é viado?

- Às vezes sim às vezes não, depende do ponto de vista.

Virei às costas e voltei a me sentar ao lado da mesa, via pessoas bebendo, caindo gritando e me enojando, droga iria embora daquela merda, peguei uma garrafa de vinho e sai porta afora. Começei a andar na Paulista e sentido a brisa da noite, peguei a garrafa da minha mochila e para minha surpresa a merda da garrafa era de rolha.

- Diabos. - Praguejei.

Todos os butecos fechados, sem lugar para abri minha maldita garrafa e poder beber um trago, caminhei nas ruas irritado pensando em voltar até a festa do Roberto, mas era melhor ficar sem beber do que aguentar aquela encheção de saco de merda. Caminhei durante quase 1 hora até chegar no meu apartamento na Correia Dias no Bairro do Paraíso, que sugestivo aquele nome, porem estava sim em um inferno pois nem bar tinha, passei no posto de gasolina comprei 3 garrafinhas de cerveja e fui para casa.
A chave entrou e a maçaneta da minha porta velho abriu, estava em casa finalmente, beberia em paz, abri uma cerveja enquanto tivava o tenis e a camiseta, sentei no sofá velho e cheio de buracos e liguei a TV, programa do Jô, pelo menos ainda havia algo inteligente na televisão, virei a garafa em uma única talagada e abri outra enquanto ia a cozinha pegar o abridor, abri a garrafa de vinho e logo me deliciei com a minha bebidinha, fui ao banheiro e toquei uma demorada e agradavel punheta, gozei no chão do banheiro, peguei um pedaço de papel limpei a porra que havia caido ao chão e voltei a sala e para a minha cerveja, abri a última garrafa tomei e fui me deitar, o maldito telefone tocou!

- Carlos?

- Sim quem é?

- A Naila, me desculpa pelo que lhe falei lá no quarto?

- Claro baby, não se preocupe, quando quiser se desculpar pessoalmente sabe onde moro né hehe!

- Tá bom, beijos e um boa noite.

Desliguei o telefone olhei para o teto e pensei mais uma noite inútil.

sexta-feira, 16 de maio de 2008

A VINGANÇA DOS EMOS.

- Garanto que posso te dar a melhor foda de toda a sua vida!

- Tenho certeza que sim! Respondi friamente.

- Então vamos?

- Hoje não, não estou muito afim - disse enquanto pegava o meu Drink e virava em uma única talagada.

- Uma chupada?

- Não Obrigado, talvez um outro dia. Disse acendendo um cigarro.

Aquele Bar fedia a mijo, o ambiente não era nada agradavel, tinha muitos travestis, mas gostava de ir ali, a bebida era barata. Pedi mais um copo de Vodca vagabunda, virei de uma só vez, paguei e sai rua afora subindo o centro destino a Augusta pensando em como seria bom dar uma trepada aquela noite " com uma mulher  não com o traveco que me assediou", peguei o celular e disquei para Jana.

- Alô. - Oi jana, é o Theu. disse em um tom de malicia.

- Theozinho, que saudade a quanto tempo você não me liga.

- Baby, desculpe estava muito ocupado, vou para sua casa hoje.

- Você só vem aqui para uma coisa, e eu não sei se tou afim de bancar a puta para você.

- Calma minha vida, vou ai para conversarmos! disse em um tom ainda mais pretencioso.

- Tá bom, vou te esperar, beijo.

Subi a Rua Augusta e começei a subir em tom mais acelerado passei por uns travecos, putas e os piores e mais degradaveis seres, os EMOS, aqueles malditos cabelos pretos e franjas de merda e aquela maldita cara de quem chora desde que nasceu. Sempre passava por ali e zuava com a cara daqueles Emos idiotas, quando estavam em poucos dava uma surra em alguem e mostrava o tamanho da minha compreensão para com o próximo. Durante a subida um dos Emos que eu já havia batido me reconheceu, gritou para os amigos e quando me dei conta havia um bando de Emos com suas malditas franjas me rodeando, impediram minha passagem e gritaram coisas estupidas para mim, até que ouvi do " Lider dos EMOS" duas opções:

- Veste uma camiseta do My Chemical Romance e pede desculpas, ou você vai apanhar muito!

Olhei para cara daquele ser mediocre e depois para sua maldita franja e respondi:

- Eu tenho dignidade seu merdinha escroto, agora me deixa passar. Impus em tom ameaçador e com um sorriso de escarnio no canto dos labios.

Alguns tremeram e começar a soluçar, quando pensei que estaria livre para poder chegar a casa da Jana e dar uma boa foda, veio um soco na lateral do meu rosto, antes de cair tomei mais um, e mais um, até cair no chão com a boca e o nariz sangrando, eles começaram a me chutar até começarem a cansar, e como começaram a me dar aquela surra sairam correndo gritando e pulando como umas gazelas. Estava no chão sangrando, mas minha dignidade nenhum EMO escroto tirou de mim, aqueles malditos merdinhas iriam precisar de muito mais que aquilo, era um cara durão e já havia tomado surras piores na frente do Madame Satam e da DJ Club, levantei, olhei ao meu redor ainda meio zonzo, vi um buteco, e caminhei com o corpo indo de um lado para o outro, entrei e fui logo pedindo um maço de Lucky Strike, como adorava fumar aqueles malditos cigarros e pedi tambem uma cerveja e um conhaque com limão, iria tomar uns tragos e que se dane a foda que ia dar aquela noite, naquele momente queria mais é saber de um TRAGO para relaxar do que uma foda!

terça-feira, 25 de março de 2008

COMA, DURMA E QUANDO ACORDAR, DESCANSE!

- Porra! Mais um dia nesse trem lotado cheio de gente fedida, só para ir ao trabalho e ganhar setecentos conto! - pensei.

Mais uma estação passa e umas nove pessoas entram de forma bastante desordenada. Continuei em meus pensamentos: "Porra, vou engravidar deste jeito, com tanto homens atrás de mim! Ao menos se eles fossem cheirosos, mas não! Parecem que passam suas fezes no corpo antes de entrar no trem para trabalhar!"

Cheguei ao trabalho durante uma viagem de mais de uma hora em pé. Parei em frente a empresa totalmente tristonho e me lembrei de como era bom quando chegava a escola e cabulava, como era bom ter uma única preocupação que era a de brincar, sem dívidas, sem chefes com bafó de urubu. Olhei novamente para a entrada do prédio em que trabalhava e decidi não entrar, "dane-se" pensei.

Começei a caminhar pelo centro de São Paulo em busca de um bar aberto às oito horas da manhã. Passei pelo viaduto do Chá e cheguei em frente à Galeria do Rock. Encontrei um bar de um português porco. O bar era grande e tinha uma parede de vidro que dava para o prédio ao lado. Fiquei olhando as garotas passarem com suas calças apertadas e seus belos decotes.
"como gosto de um par de seios" , e pedi ao dono do bar um conhaque para começar o dia. Bebi meu drink de uma só vez e pedi o segundo enquanto pegava o meu celular para ligar para o seu chefe.

- Maplam Acessória Contábil, bom dia.

- Bom dia, aqui é o Andrei, gostaria de falar com o senhor Pedro.

Pedro era o meu chefe. Um cara baixo de meia idade careca e com uma pança do tamanho do mundo. Cheirava a queijo podre de tanto que suava por baixo daqueles seus ternos grossos e feios.

- Vou transferir, só um momento - disse a voz do outro lado da linha.

Aguardei alguns segundos e logo a voz grossa e imponente do meu patrão estava do outro lado da linha.

- Andrei aonde diabos você está? - disse Pedro com uma voz de nervosismo.

Decidi não mentir não havia motivo para isso pois odiava muito o meu emprego e para o inferno com ele.

- Resolvi não entrar nem hoje e tambem não entrarei nunca mais.

- O quê? Mas você tem algumas planilhas para entregar e não pode sair dessa forma!

- Quanto às planilhas, fique tranquilo: não fiz. E posso sair a hora que quiser! - eu disse enquanto virava o meu segundo drink da manhã.

Desliguei o telefone e tive uma sensação maravilhosa. Resolvi andar pela cidade, em busca de mais tragos, já que o maldito portuga, o dono do bar, se recusara a me dar a terceira bebida e ainda tentara me aplicar um sermão. Não deixei ele falar mais de duas palavras. Paguei e virei as costas em direção à rua. Perambulei durante horas e por muitos lugares. A hora do almoço estava chegando e meu estômago, roncando feito um porco sendo degolado, me alertou que deveria comer algo. Parei em uma casa de esfihas, fiz meu pedido juntamente com um chopp e aguardei. Enquanto aguardava, ouvi um debate na mesa ao lado entre um casal que me chamou a atenção:

- Moreko a massa da esfiha é igual a da pizza né? - perguntou a mulher.

- Acho que sim, moreko! - devolveu o rapaz sem dar muita atenção.

Chegou o meu pedido e comecei a comer, mas ainda estava prestando atenção na corversa dos casal ao lado.

- Então uma esfiha é uma mini-pizza, certo? - disse a mulher.

- Não, de jeito nenhum! Esfiha é esfiha e pizza é pizza e come logo!

- Por qual motivo será que não tem pizza de carne, hein moreko?

- Porque pizza tem molho de tomate e esfiha não! E como logo! Quero ir embora, e para de ficar perguntando essas coisas! A discussão continuou rolando durante um bom tempo e eu prestanto atenção até quando os dois se levantaram e foram embora. Pedi mais um chopp e tomei em uma única talagada. Paguei a conta e fui embora. Entrei no metrô que por volta da hora do almoço não estava tão lotado e fui para minha casa pensando como seria bom ser um vagabundo para o resto de minha cretina existência. Não tinha mulher, era feio, e era um bêbado.

"ao menos a bebida me salva e me acompanha".

Desci na estação da Barra Funda agora tambem com nome de time de futebol e sai para minha fodida baldeação. Entrei no trem com destino Itapevi, quando encontrei um amigo.

- Andrei como está você meu velho?

- Bem, muito bem. E agora sou vagabundo!- dei um sorriso malandro.

- Roger o que acha de descermos em Osasco e irmos tomar alguns tragos?

Roger era meu amigo dos tempos de escola e era um cara bacana. Já haviamos tomados muitos drinks na época da escola e chegamos a entrar bêbados na sala de aula por diversas vezes.

- Claro, por que não? - disse Roger.

Descemos em Osasco. Acendi meu L&M e começamos a caçada por um bar. Encontramos um bar de um chinês, dono da cara mais feia que eu já havia visto em meus vinte e três anos de vida. Fiquei muito impressionado com o tamanho de suas orelhas, nariz e boca, eram muito grandes e mau cabiam em sua pequena cabeça. Tinha um cabelo escorrido e bastante oleoso com um aspecto bastante bizarro. Bebemos muita cervejas e bebidas quentes e falamos sobre nossa vidas cretinas. Falei a ele que queria viver apenas do meu violão e de minha música. Tocava bem e tinha grandes influências musicais, 'pelo menos sabia fazer algo' - pensei com um sorriso no canto dos labios - a bebida começou a fazer efeito e me sentia cada vez mais bêbado. Pedi um salgadinho Torcida para enganar o meu estômago e continuar com a minha bebidinha.

Já era noite e Roger se despediu. Andei um pouco em Osasco e algumas putas mexeram comigo. Não dei atenção pois a grana que gastaria com elas poderia me proporcionar uma tarde de bebedeira. Pensei que queria viver como um vagabundo comendo, dormindo e quando eu acordasse, descansaria e beberia alguns tragos e durante a noite, eu tocaria Eric Clapton, Jimmy Hendrix, Steve Vai e ganharia alguns trocados.

Fui para casa, fui a cozinha e abri a geladeira e lá estava uma última lata de Skol à minha espera. Olhei a lata, peguei, abri com todo cuidado e dei uma boa talagada. Acendi um cigarro, fui para o quarto, liguei a televisão e estava passando um filme do Charles Brownson na TV a cabo.
Matei minha cerveja, fumei meu cigarro, toquei uma punheta em homenagem às garotas de decote que tinha visto pela manhã, desliguei a TV e disse em voz baixa:

- Amanhã irei comer, dormir, beber e bater punheta e essa será minha vida.

sábado, 8 de março de 2008

A ÚLTIMA NOITE DE VIRGINDADE.

Virou mais um trago de sua Vodca barata e falou aos amigos.

- Roda a garrafa de novo! disse Elias.

Pedro pegou a garrafa e a rodou com bastante força, a garrafa parou com o bico apontando para Theo e a outra parte apontando para Paty.

- Paty pergunta para Theo. Disse Elias

- Verdade ou desafio? Perguntou Paty

- Verdade respondeu Theo.

 Patricia pensou por alguns instantes e logo mandou a pergunta.

- Theozinho você é virgem?

Theo começou a engasgar e respondeu bastante sem graça que sim. Todos começaram a rir e fazer piadas sobre a virgindade de Theo, que ficou muito sem graça, neste momento com o olhar coberto de malicia Jana olhou para Theo com um sorriso no canto dos labios. Jana era a dona da casa, tinha 29 anos mais possuia uma sensualidade incrível, era loira com os cabelos curtos e cacheados, labios carnudos, seios médios e dona de um olhar fuminante, fá do Rock 'n' Roll antigo, sempre usava camisa de suas bandas e ídolos favoritos, morava sozinha em um apartamento da região da Avenida Paulista e adorava a compania de seus amigos nos sábados a noite.
Theo acendeu um cigarro, deu uma tragada bastante forte e puxou a garrafa de Vodca e deu um trago bastante longo, já estava bebado levantou foi até a janela do apartamento e teve a visão completa da Avenida Paulista, sentiu a brisa da noite tocar seu rosto e começou a sentir tontura, abaixou a cabeça no parapeito da janela e começou um longo vomito, saiu da janela sentou no chão e começou a dormir com o cigarro em sua mão.
Pedro, Elias, Paty, Rodrigo, Rafaela e Jana se aproximaram do amigo bebado e ajudaram o amigo a chegar ao sofá, o colocaram deitado e começaram a se despedir de Jana. Elias perguntou a Jana se ela queria que ele ficasse para ajudar Theo, Jana recusou deu um beijo no rosto de seu amigo e o levou até a porta.
Jana ligou seu computador e logo começou a rolar um Rock suave pela casa invadindo todos os espaços de seu belo apartamento, mudou a música para Layla do Eric Clapton e foi se deitar.
Theo acordou umas 3 horas depois de desmaiar, levantou com aquele gosto de cinzeiro na boca devido aos cigarros e a bebida que tomou, não estava com dor de cabeça foi até a cozinha bebeu um copo de água e foi ao banheiro, a luz do banheiro estava acessa e a porta aberta, ao entrar no banheiro Theo de deparou com Jana sentada na privada com a calcinha até o joelho e um cigarro na boca mijando, Theo ficou vermelho com a situação e logo saiu do banheiro com a imagem de Jana sorrindo em sua cabeça e aquelas belas pernas entreabertas. Jana saiu do banheiro somente de calcinha e com uma blusinha transparente deixando amostra seus belos e rosados mamilos, Theo se excitou com a visão e antes que pudesse lhe pedir desculpas por ter entrado no banheiro daquela forma, Jana já estava em sua frente puxando seu cabelo e levando seus labios de encontro a boca de Theo. Logo estavam na cama, com beijos quentes e longas passadas de mão, Jana percebendo a inexperiência de Theo, guiou a mão do rapaz aos seus seios, logo tirou sua blusa e levou a boca do rapaz até os seus mamilos que estavam bastante duros devido e excitação do momento. Jana colocou a mão dentro da calça do rapaz e começou uma longa masturbação, Theo estava sentindo pela primeira vez em seus 19 anos de vida o corpo quente e o sexo e uma garota, Jana começou um demorado sexo oral em Theo que logo gozou em sua boca, em seguida Jana subiu em cima de theo e começou o movimento vai e vem que em 5 minutos resultou em gozo de ambos, Jana sorria para o garoto e disse com muita malicia em sua voz.

- Gostou theozinho?

- SsSim. respondeu theo com a voz tremula pelo sexo que havia acabado de praticar e que havia tirado sua longa virgindade.

Jana virou na cama e disse que queria dormir pois já estava cansada, Theo olhando para o teto com um sorriso besta em seu rosto logo pegou no sono. Ao acordar pela manhã, lembrou que tinha falado aos seus pais que iria chegar em casa aquela noite, e já era manhã do outro dia, levantou e começou a se trocar com pressa olhando sem parar para o corpo nu de Jana, pensava como era linda e atraente aquela garota, escreveu um bilhete e logo saiu do apartamento para ir embora. Algum tempo mais tarde Jana acordou olhou para o lado e viu que Theo já havia ido embora, olhou em seu criado mudo e lá estava um papel debaixo de seu maço de Free, abriu o bilhete e começou a ler em pensamento.

JANA OBRIGADO PELA NOITE DE ONTEM FOI PERFEITA, EU SEMPRE VOU LEMBRAR DE VOCÊ, TIVE QUE IR EMBORA, NÃO TE ACORDEI POIS VOCÊ ESTAVA EM UM BELO SONO. BEIJOS E OBRIGADO POR ME USAR ESTÁ NOITE. THEO.
Jana sorriu com o bilhete e disse em voz baixa.

- Theo você conseguiu em uma noite uma coisa que ninguem havia conseguido em mais de 1 ano, me fazer gozar, sempre que você quiser estarei aqui.

quarta-feira, 5 de março de 2008

A culpa é Minha!

São quatro e meia da manhã e Victor não pára de se remexer em sua velha cama de mola, pensando em todas as besteiras que havia cometido naquele ano.
Era um garoto de classe média alta que cursava uma boa faculdade, que tinha as roupas da moda, dinheiro no bolso, fazia curso de inglês e já falava quase fluente o idioma de seus ídolos.
Não culpava o Everton por estar naquela situação, por ter perdido seus amigos, sua família, sua namorada, aliás, sentia-se muito mau ao lembrar de sua namorada. Flávia era linda, o tipo de garota patricinha mas que na verdade era bem simples, cobiçada por todos na faculdade. Mas aquela bela garota de olhos verdes bem profundos olhou para ele, e com ele desejou ficar. Tinha tudo ao lado dela, amor, carinho, sexo e muita amizade e companheirismo, bebiam juntos e sempre estavam sorrindo, e como de uma hora para outra perdeu tudo.

- Só um vai! - dizia Everton com olhar malicioso.
Escutou Everton e em breve não era só mais um. Viu que com aquilo poderia ganhar dinheiro e sua cobiça foi o que motivou a começar a andar por aquela maldita vida. - Não podia ser tudo diferente? - pensava Victor. - Porra faltavam apenas 3 semestres e eu me formaria! Eu era um bom aluno! - dizia para si mesmo. Dentro de alguns meses após a primeira vez, foi expulso da faculdade por tráfico e só não foi parar na cadeia porque o reitor era amigo de seus pais. Foi deixado pela namorada pois não queria ser ajudado. Estava gostando daquela nova vida, em uma de suas crises de loucura foi até a faculdade e espancou sua ex-namorada. Foi denunciado e passou duas noites na cadeia. Logo foi solto podendo responder o processo em liberdade. Saiu de casa pois já não conseguia suportar os seus pais e em pouco tempo se tornou um pequeno 'comerciante' de drogas e repentinamente ganhou respeito nas ruas.

- Se Rodrigo me visse agora pediria perdão de joelhos por ter me batido tanto quando era pequeno - refletia Victor.
Acabou que foi longe demais em sua nova vida, seu olho cresceu em outros pontos e acabou dando um passo maior que a perna. Vacilo. O primeiro homicidio que cometeu foi de um peixe grande das ruas e teve que matar mais três homens naquela noite, no velho apartamento da região da Cracolândia. Chegou por alguns dias a pensar que isso lhe traria mais respeito porém foi totalmente ao contrário: trouxe mas odio de traficantes locais. Foi perseguido e quase morto muitas vezes. Hoje vive escondido, sem amigos, namorada e sem sua mãe que sempre o protegeu. Vive com medo da sombra. - Mas não é culpa do Everton - dizia em voz baixa, em seu pequeno apartamento. Pegou um maço de cigarros e acendeu seu Lucky Strike, enquanto soltava fumaça pensava:
- A culpa é toda minha! Só minha.
Tinha tudo e trocou por nada. Victor sabia que quando colocasse os pés para fora de casa iria ser morto, e por tudo que fez durante esse ano, ganhou somente a escuridão. Apagou seu cigarro, verificou as trancas do apartamento com medo e voltou a se deitar, porém sem dormir.