Mais um dia frio em São Paulo, cheguei do trabalho de manhã cedo, estava exausto, com os culhões sofridos, virilha assada e tudo mais, mas não conseguia dormir de maneira alguma, resolvi tomar um banho para relaxar meu corpo de proletário sofrido deixando a água cair na virilha durante algum tempo, à água fria caia no meio das minhas pernas e a dor de uma assadura queimada e sofrida ia aos poucos sendo amenizada, praguejava contra todo o mundo e principalmente contra minha estupidez de ter comprado aquela cueca maldita que me havia fudido as coxas. Fechei a torneira do chuveiro e fui romper todo o resto da minha dignidade, ainda nu, abri o armário do banheiro peguei pomada de assadura, coloquei umas das minhas pernas em cima do vaso sanitário e a outra em posição comum para uma pessoa de pé, olhei para trás e pude deslumbrar meu cu e minhas bolas através do espelho, dei um sorriso de extremo desconforto pela situação e besuntei minhas mãos com hipoglós e lubrifiquei minha virilha sentindo um alivio imediato, quase gozei quanto terminei de passar à boa e velha pomada de assadura, sai do banheiro nu em direção ao quarto, andando com certa dificuldade e com as pernas mais abertas possíveis, pois cada vez que minhas coxas se encostavam sentia como se estivesse pegando fogo, andei parecendo até um compasso aberto em um ângulo de 180 graus de tão abertas que estavam minhas pernas, vesti uma bermuda velha de futebol sem cuecas deixando às bolas livres e andei com as pernas mais abertas possíveis em direção a cozinha. “Pela graça de Deus que melhore rápido” – eu pensei totalmente desanimado e desconfortável com a situação e com medo de que não ficasse recuperado da assadura até a noite. Peguei a garrafa de conhaque em cima do armário da cozinha e preparei um drink com mel e limão, tomei meu drink em uma única talagada e fui para sala, acendi meu Lucky Strike deitei no sofá com às pernas jogadas igual ao de uma mulher no ginecologista, dei uma tragada e apoiei o cigarro no cinzeiro, creio que dormi pois depois desse momento não me lembro de nada.
Acordei assustado, suando feito um porco na brasa num dia quente de verão, não me lembro se tive um pesadelo ou algo parecido, levantei e constatei que minha virilha já estava quase nova em folha, acendi um cigarro e fumei olhando a vista do meu apartamento na nove de julho, tudo estava escuro, já era noite, havia dormido por toda à tarde, e com a graça do Deus pai todo poderoso, aquela madrugada estava de folga, iria beber algo em algum boteco sujo do centro, algum maldito risca faca ou boteco GLS. Joguei a bituca pela janela, morava no quarto andar e fiquei olhando a ponta em brasa caindo em círculos na avenida movimentada, puxei uma bela catarrada e cuspi, percebi algo estranho, o cuspi parecia ter saído vermelho, resolvi não cuspir novamente para não constatar que estava expelindo sangue pela boca. Acendi a luz da sala e liguei a televisão, estava passando um programa sobre tragédias, e uma noticia sobre um homem louco católico que assassinou algumas pessoas que passavam em frente a uma igreja na zona sul de São Paulo me chamou a atenção, algumas testemunhas afirmavam que o homem falava sozinho e dizia ouvir vozes do Espírito Santo, da Virgem Maria ou algo do tipo, e que todos que passassem em frente à igreja e não fizessem o símbolo da cruz ele matava. – hihihi esse mundo esta enlouquecendo, malditos sejam esses fanáticos religiosos, vezes dez. Meu telefone tocou.
- Ei Marlon, é o Samuel cê tá de boa.
- Sim estou o que ta rolando?
- Nossa que barulho é esse?
- Estou vendo tragédias na Record em volume alto, meu iPod está me deixando surdo.
- Eu sou feliz por ser católico man, sai dessa vida credo, escuta música diabos, vendo essas porcarias.
- Vai tomar no seu cu, eu te ligo para dar palpite no que você deve ou não fazer seu bosta!
- Ei cara calma ai, sou eu, relaxa man.
- Vai se fuder, enfia sua calma bem no meio do cu, não pense que está falando com uma das suas vadias, sou um sujeito decente.
- Ta bom, ta bom, deixa eu te falar o motivo da minha ligação.
- Prossiga então boneca, mas vá com calma!
- Então meu bom homem, estou pensando em ir para o seu apartamento, vou chamar o pessoal para colar ai, levaremos bebidas e fumo. Ou você vem para cá, e podemos beber aqui.
-Nem no melhor dos seus sonhos eu me atreveria a sair de casa paizinho e outra, você mora com os teus avôs.
- Mas eles são bem bacanas.
- Essa não é a questão!
- Ok. Então irei para tua casa.
- Tem a ver manzote, te espero então seu maldito e traz VODCA.
- Beleza man, levarei.
Fui para a cozinha pegar uma cerveja, abri dei uma boa talagada e voltei para meu sofá para assistir tragédias, meu telefone tocou novamente.
-Alo.
- Oi Gracinha.
- Oi Angélica tudo bem coração?
- Tudo sim, o Samuca me mandou uma mensagem falando que vai rolar drinks na sua casa hoje. É vero amoré?
- Sim baby, vem pra cá. Você está em Sampa?
- Sim sim, estou na casa de uma amiga aqui em Osasco.
- Ótimo, vem pra cá então baby.
- Ok, vou levar minha amiga pode ser?
- Mas é claro que sim dona, trás que vai nos deixar felizes feitos cachorros babando em frango de padaria.
- Hahaha, então tá gracinha, eu e a Bia vamos tomar banho e já já saímos.
- Juntas?
- Hahaha hoje não.
- Então vocês tomam?
- Até mais tarde amoré.
- Inté, beijos.
- Beijão.
Angélica era uma garota que havia conhecido na internet, ela era de Santos, curtia um rock e começamos a conversar. Fiquei completamente deslumbrado por aquela garota que tinha tantos conhecimentos musicais, tínhamos muitas afinidades em relação a bandas e bebidas, porem quando saímos pela primeira vez percebi que haveria um grande problema em caso de haver um futuro relacionamento, ela conhecia muito mais de música do que eu e era muito mais louca também, e Sid e Nancy jamais nos perdoariam por plagiarmos o relacionamento deles, por Deus se eu ficasse com ela ou eu morreria, ou há mataria ou os dois iriam morrer. Mas enfim, era uma grande amiga, fã dos meus textos, ria das minhas piadas, tinha pernas extremamente atraentes era alta e bonita e com o passar do tempo havíamos desenvolvido algo melhor que um relacionamento, ela havia se tornado uma amiga colorida das melhores que eu já pensara em ter.
Parei de viajar em meus pensamentos e voltei o olhar para a televisão, às tragédias haviam acabado e começara algum programa idiota, diabos, me levantei e fui fumar um cigarro na janela, fiquei olhando para as pessoas e soltando minha boa e velha fumaça do meu tabaco tostado, às pessoas passavam e me deprimiam, não é que não gosto das pessoas, mas de algumas prefiro distância, algumas pessoas tem medo de mais de viver, outras tem ambição de mais e passam por cima de tudo e todos para chegarem onde desejam ou ter coisas que desejam, eu sempre tomei no cu por não ter ambição, para eu ser feliz, dinheiro significa pagar minha cerveja, meu cigarro e manter meu apartamento, tenho 26 anos, nunca tive carro, nem acho que preciso de um, ganho bem hoje, num emprego que não me faz feliz, mas que mantenho devido às minhas contas, mas não vejo necessidade em me meter numa divida de 48 meses só para poder evitar o transporte publico, algumas pessoas dizem que eu pegaria mais mulher se tivesse carro, pode até ser verdade, ou melhor, com certeza é verdade, mas eu não quero pegar mais mulheres, mulher acarreta dor de cabeça, e eu odeio ter dores de cabeça.
A campainha tocou, levantei minha bunda sofrida do sofá e atendi a porta.
- Samuel seu bosta, demorou heim seu pederasta de merda.
- Hahaha e ai Marlon. – ele entrou e me abraçou. – Essa é a Fernandinha, Fernandinha esse é o Marlon meu amigo escritor e bêbado que te falei.
- Oi. - eu disse.
- Oi. – Ela respondeu, me abraçando e dando um beijo no meu rosto. Seu perfume era uma delicia doce feito mil invernos. Tinha cabelos castanhos claros compridos e enrolados, estava de óculos e usava um jeans surrado uma regata branca do Stooges, All Star vermelho e jaqueta jeans preta, enfim era muito atraente. Os convidei para entrar.
- Cadê a Vodca seu vagabundo?
- Em cima do sofá, trouxemos duas garrafas de Smirnoff e algumas latas de energético, pensei em trazer cervejinhas, mas sei que você é cervejeiro, e que é mais provável que você não tenha arroz, nem nenhum tipo de comida, mas que cerveja sua geladeira deve estar cheia até o talo.
- É, mas de qualquer forma, temos poucas cervejas, mas vão joguem suas malditas bolsas em algum lugar e se acomodem.
- Ei cara, como está à vida, soube que você está solteiro.
- Você ta querendo dar a bunda pra mim, hahaha é estou solteiro, trabalhando feito um porco na brasa e escrevendo feito um cão do mato.
- Hihihihi, você é engraçado. – Me disse Fernandinha.
- Baby, não sou engraçado eu sou um gênio. - Disse com um ar de sabedoria milenar.
- Hihihihihi.
- Podemos fumar um baseado? Me perguntou Samuel.
- Porra man, baseado é droga de retardado.
- Todas às drogas são de retardado cara.
- Pura besteira.
- Besteira o caralho.
- Como é filho da puta, se você der uma de esperto de novo eu te expulso da minha casa com socos desgraçado, já te falei hoje por telefone para você não falar comigo que nem fala com as suas vadias.
- Você está muito agressivo cara, relaxa, precisa fumar um baseadinho.
- Vamos fumar no narguile.
- Você tem um narguile?
- Não, seu filho da puta, vou fingir com uma garrafa de cerveja, é claro que tenho... – A Campainha tocou, interrompi minha conclusão de grosseria e fui atender a porta.
- Marlon!
- Pedro meu jovem, entre maldito.
- Trouxe cervejas.
- Louvado seja teu nome hahaha.
- Fala Samuel.
- Pedro seu sujo maldito, como está sua irmã?
- Provavelmente dando dedada no seu pai aquele desgraçado hahaha.
- Pedro essa aqui é uma amiga minha a Fernanda.
- Oi Fernanda. Pedro se abaixou para beija-lá.
- Oi Pedro, prazer. Correspondendo ao cumprimento.
Peguei meu iPod e conectei com minhas caixas de som, passei por inúmeros álbuns clássicos, coloquei para tocar um álbum que estava escutando muito nos últimos meses, Little Joy, e logo começou The Next Time Around.
- Caralho Marlon! Que som do caralho é esse? Muito foda cara! Falou Samuel com os olhos brilhando.
- Little Joy, Banda do Amarante do Los Hermanos com o Morreti Batera do Strokes e a mina dele, bom pra caralho, porra pensei que você conhecia, o disco é de 2008.
- Porra man, não manjava, muito bom. Qual o nome dessa música?
- The Next Time Around, o disco é do caralho!
- Man, tem mo levada boa, deve ser uma delicia para trepar.
- Hahaha. – riu Fernanda. Toda boa música serve para trepar meninos.
- Essa serviria para treparmos? Perguntou Pedro.
- Com você, nenhuma serviria.
- hahahahahahaha. Se fodeu seu merda, haha.
Todos rimos e bebemos e cantamos e discutimos política, religião, música, sexo e vários assuntos, há certa altura já estávamos todos alterados e bastante simpáticos devidos aos drinks com vodca e run, às cervejas e a erva fumada no narguile com vodca ao invés de água. O interfone tocou, levantei suando e atendi. Era a Angélica e a amiga. Mandei que subissem.
A campainha tocou, gritei para que entrassem.
- Olá, até que enfim chegou a Margarida hihihi.
- Você já está bêbado gracinha?
- Mas é claro baby, qual o motivo de beber se não ficar bêbado?
- É claro amor, essa aqui é a Bia.
- Oi. Disse eu.
- Oi ela me disse.
- Olá bia. Gritou Samuel lá do fundo.
Bia era alta, magra e muito atraente, vestia um vestido xadrez e usava all star vermelho surrado, tinha cabelos loiros na altura dos ombros e seios fartos, Angélica estava de shorts blue jeans, usava all star também só que branco e vestia uma regata do Hole, carregava uma bolsa no ombro e também estava bastante atraente.
- Tem cerveja na geladeira?
- Tem sim, vou pegar.
Peguei duas latas e levei para as garotas, e ficamos conversando.
- Quer dizer que você vai virar professora Angélica?
- Sim gracinha.
- Vai ensinar às crianças e ficarem chapadas e escutar boas músicas?
- Seria uma boa, mas falando sério estou curtindo bastante, claro que sempre que possível mato aulas para beber, mas estou pela primeira vez na vida me dedicando a algo que não seja o de sempre me manter bêbada.
- Hahahaha que bom fico realmente feliz por você baby, é bom quando encontramos algo há que podemos nos dedicar, eu ainda não encontrei, tenho um emprego que me paga bem, mas que não me deixa feliz, vou por pura obrigação, vou porque tenho que pagar minhas contas, mas mudei meu horário para o noturno, entro às 22 horas e saio às 6 da matina, assim não tenho que ver e agüentar muitas pessoas.
- Você continua não gostando de pessoas?
- Não é que não gosto boneca, só que prefiro me manter longe delas para não ouvir conversas sobre esmaltes, e novelas e tudo mais, gosto de papos mais evoluídos.
- Como política, por exemplo? Perguntou-me Bia quebrando um pouco o silencio em que se encontrava.
- Baby, eu não voto há seis anos, me recuso a votar em pilantras, depois vou ao cartório e pago a multa, assim meu CPF fica sempre em dia.
- Mas gracinha, assim você não tem o direito de reclamar de porra nenhuma. Falou Angélica dando uma cruzada de pernas que me encheu de tesão e malicia.
- Boneca. Disse eu apontando para o rosto dela e já falando mole devido às bebidas. – Eu Jamais reclamo e converso sobre política, isso é sujo demais até para mim, não tenho estomago para isso.
- Mas... Interrompi o questionamento que provavelmente iria vir e disse para bebermos, peguei 3 latas, uma para cada um do circulo de bater papo, eu Angélica e Bia, fui até meu quarto coloquei meu chapéu panamá de bater papo, voltei a sala e procurei Los Hermanos no meu iPod, coloquei o disco Ventura para tocar e logo começou o suave e relaxante som de Samba A Dois, e ficamos curtindo o som e falando inúmeras bobagens, falamos sobre música, o que não me fazia sentir muito bem, pois Angélica conhecia muito mais de qualquer ritmo musical do que eu, mas prosseguimos bebendo drinks e fumando cigarros, bebemos muita Vodca e cervejas também cheiramos um pouco de cocaína que Angélica havia trazido. Não sou fã de drogas, mas por Deus de vez em quando todos merecem relaxar de formas alternativas. Samuel levantou e se juntou a nós, eu e Angélica ficamos conversando e em menos de 15 minutos ele arrastou a Bia para um dos quartos, olhei para o lado e vi Pedro já bem entretido com a Fernandinha, ele estava com a rola para fora e ela punhetava ele enquanto se beijavam, olhei para a Angélica que me agarrou e me levou para o quarto, nesta hora estava tocando Cara Estranho, entramos no quarto entre risadas, apertos e beijos, ela me jogou na cama, começou tirando minhas calças, pois eu já estava descalço desde antes dela chegar, quando tirou minha calça eu já estava nu, pois no meio da bebedeira já havia arrancado minha camiseta e não estava usando cueca por causa da assadura, ela deu um sorriso e vendo o meu membro totalmente rígido, abaixou-se e começou a fazer uma gulosa fantástica, me lembro que um pouco antes de nos conhecermos ela me disse que adorava chupar, e, diga-se de passagem, não só gosta como sabe fazer, ela me mandou sentar, como um bom garoto obediente, me sentei, ela sentou em meu colo, encaixou minha piça dentro dela e começou a cavalgar, como estava sob forte efeito de álcool e drogas, demorei muito alem do normal para gozar, e neste meio tempo ela deve ter gozado umas 3 vezes, gozei dentro dela e tirei “ele” de dentro, ela sorria na cama, me dizendo o quanto foi bom, me levantei nu e sai do quarto, vi Pedro comendo a Fernandinha de quatro no meu sofá.
- Se você sujar essa porra eu te mato! Disparei em direção a eles com o dedo indicador levantado.
Fui até a cozinha, peguei uma lata de cerveja, abri e dei uma boa talagada, voltei para sala vedo aquela cena de filme de sexo explicito acontecendo no meu lar, dei risada, a Fernandinha era uma delicia, trepava de forma bem bacana.
Fiquei parado na frente deles olhando por algum tempo.
- Posso participar? Perguntei.
Pedro riu e Fernandinha pediu para que eu coloca-se minha piça em sua boca, atendi ao pedido e enquanto era chupado tomava minha cerveja tranquilamente, em 5 minutos gozei, enchi a boca dela de porra.
- Haaaaaa, que delicia baby, uhhhhhh!
Ela olhava direto nos meus olhos com a boca cheia de porra sem saber o que fazer, senti que ela pedia para eu deixá-la engolir tudo, e não posso negar um pedido com o olhar.
- Engole, não cuspa no meu sofá heim.
E ela engoliu dando risada sai da sala e deixei os dois continuarem a foda, estava cansado, e minha assadura voltava a incomodar, me joguei na cama ao lado de Angélica que estava apagada e dormi. Acordei, olhei para o lado e vi Angélica nua deitada ao meu lado, me levantei e percebi que lá fora o sol já estava bastante forte, estava com uma puta dor de cabeça, fui ao banheiro e enfiei minha cabeça embaixo da torneira, sequei o rosto, tomei um anador e abri uma lata de cerveja, todos já haviam ido embora, somente a bia estava no outro quarto, pois ela havia chegado junto com a Angélica, Bia se levantou e estava extremamente linda, foi ao banheiro mijar e lavar o rosto, mijou de porta aberta sem o menos pudor, isso foi bacana, de dentro do banheiro me pediu uma cerveja, levei e ficamos proseando. Ela estava com a cara bem amassada da noite de sono e sexo, os cabelos em total confusão e bagunça, mas ainda sim se mantinha bastante atraente. Liguei o iPod e engatei um Tim Maia logo cedo para relaxar e ver se a cabeça amenizava, estava parecendo que tinha 1 saco de cimento em cima da cabeça, ela pesava toneladas, os olhos marejavam cada vez que eu olhava para a luz do dia, diabos, a noite foi bastante pesada, estava com certeza ficando velho para algumas coisas, e com certeza a vida de libertinagem já me deixa destruído no outro dia, Angélica levantou e foi direto ao banheiro, como uma dama, fechou a porta e fez suas necessidades, saiu após alguns minutos e se juntou a nós
- Marlon, você é brega demais querido.
- Por que diabos?
- Você tem um telefone no seu banheiro, e escuta Tim Maia pela manhã.
- Baby, eu passo muitos bons momentos no meu banheiro, então se alguém me ligar poderei atender fazendo necessidades, e Tim Maia, é o cara.
- Gosto é gosto.
Esquentei nosso café da manhã hiper saudável no forno, pois não tenho microondas, o menu estava servido, um saudável desjejum de cerveja e pizza amanhecida requentada, comemos falando o quanto Frank Sinatra era genial e tinha um belo gogo, Angélica achava brega gostar de Frank Sinatra.
- Corações, Frank Sinatra era um gênio, porque Elvis é o Rei e Sinatra é o Brega, todos eram brega, o mundo é brega, o Queen foi brega, o Axl Rose foi brega, Kerouac foi breguerrimo, tudo que é bom tem uma pegada brega.
- Sexo não é brega. Disse Bia.
- Mas é claro que é coração, sexo é algo extremamente brega, algo sofrido, algo que nos trás severas conseqüências.
- Como o que por exemplo? – me questionou Angélica.
- Relacionamento, filhos, prisão, responsabilidade e muitas outras coisas que posso falar durante horas.
- Hahahaha nisso você tem razão.
- Sempre tenho boneca.
- Vamos embora bia? – disse Angélica.
- Vamos sim.
- Corações fiquem, minha casa é meu templo, se quiserem ficar que fiquem e bebam e foderemos de noite e cantaremos e discutiremos sobre música.
- Gracinha, tenho que ir mesmo, gostaria de ficar, mas não vai rolar.
- Tchau escritor, foi um prazer.
- Tchau Bia, te cuida boneca. Disse eu dando um tapinha na sua bunda.
- Seu safado. Me disse Angélica rindo.
- Por Deus baby, somos todos amigos não é!
Risos rolaram, elas pegaram suas coisas e foram embora. Finalmente sozinho, fui à geladeira e abri mais uma cerveja, minha barriga começou a dar claros sinais de destruição interna, passei rapidamente pela sala, coloquei Frank Sinatra no iPod e aumentei o volume do meu Dock no máximo e fui cagar, enquanto sentia a bosta caindo, ouvia ao fundo o som de Fly me to the moon.
Fly me to the moon and
Let me play amoung the stars
Let me see what spring is like
On jupiter and mars
In other words, hold my hand
In other words, baby kiss me
Fill my heart with song and
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore
E aquela noite foi extremamente decente e agradável, pois matei trabalho e resolvi ficar em casa bebendo sozinho e vendo algum programa de tragédias.
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Desanimo
Rostos cinzentos, desanimo, desilusão, medo, raiva, frustração.
Preciso de folga da minha vida.
Preciso dormir! Porem amanhã terei mais um dia de trabalho.
Passos apressados, medo do atraso, olhar sem brilho, opaco, distante.
Nem a bebida mais me anima.
Festas me cansam, noites em claro com a coberta só abaixo dos olhos.
Porem amanhã vou ter que levantar cedo e fazer tudo de novo.
Pois ainda terei mais um dia de trabalho...
Preciso de folga da minha vida.
Preciso dormir! Porem amanhã terei mais um dia de trabalho.
Passos apressados, medo do atraso, olhar sem brilho, opaco, distante.
Nem a bebida mais me anima.
Festas me cansam, noites em claro com a coberta só abaixo dos olhos.
Porem amanhã vou ter que levantar cedo e fazer tudo de novo.
Pois ainda terei mais um dia de trabalho...
sábado, 26 de junho de 2010
Ceifeiro
Um drink na mão;
Mais uma vez solidão.
Dor, medo, frustração.
É a idade batendo à minha porta.
A foice da morte se aproxima.
Sinto cheiro de enxofre, cheiro de carne queimada.
Não quero ir!
Ouço passos.
A campainha soa de forma amedrontadora;
Me escondo atrás do meu sofá velho, viro meu drink de uma talagada só.
A campainha torna a soar.
Coloco meu copo no chão, me levanto, como vai ser tudo isso?
Abro a porta e aceito meu destinho.
Todos temos que partir.
Mais uma vez solidão.
Dor, medo, frustração.
É a idade batendo à minha porta.
A foice da morte se aproxima.
Sinto cheiro de enxofre, cheiro de carne queimada.
Não quero ir!
Ouço passos.
A campainha soa de forma amedrontadora;
Me escondo atrás do meu sofá velho, viro meu drink de uma talagada só.
A campainha torna a soar.
Coloco meu copo no chão, me levanto, como vai ser tudo isso?
Abro a porta e aceito meu destinho.
Todos temos que partir.
quinta-feira, 29 de abril de 2010
Texto de latrina!!!
Qual o motivo da vida ser tão difícil?
Temos muitas opções, umas são fáceis, outras nem um pouco.
Descobri há pouco tempo que sentar na latrina e escrever me deixa mais inspirado.
Nada como um troço caindo e idéias surgindo.
Alucinação, ressaca, noites mal dormidas, bucetas mal comidas.
Empregos mesquinhos e pobres, salários de fome.
Rostos cinzentos me acompanham.
Aromas de banheiros de botecos presos aos meu olfato.
Noites mal dormidas, xoxotas mal comidas.
Temos muitas opções, umas são fáceis, outras nem um pouco.
Descobri há pouco tempo que sentar na latrina e escrever me deixa mais inspirado.
Nada como um troço caindo e idéias surgindo.
Alucinação, ressaca, noites mal dormidas, bucetas mal comidas.
Empregos mesquinhos e pobres, salários de fome.
Rostos cinzentos me acompanham.
Aromas de banheiros de botecos presos aos meu olfato.
Noites mal dormidas, xoxotas mal comidas.
quarta-feira, 3 de março de 2010
Cada momento é uma ocasião especial.
Uns dizem que eu estou ficando velho...
Ainda não acho isso, mas realmente sinto meu fôlego indo embora rápido demais;
Realmente quando acordo, acordo mais e mais cansado.
Me apego na bebida e cigarro, sei que não me faz bem, mas assim consigo ficar de pé!!!
Escrevendo como nunca, tentando largar vícios antigos, e de volta para coisas que sempre me fizeram bem.
Velhos hábitos não mudam nunca, só os controle e não deixe ser pego de calças curtas por eles.
Pois bem, dane-se a opinião dos outros, não deixe a vida passar, VIVA HOJE.
Cada momento é uma ocasião especial.
Ainda não acho isso, mas realmente sinto meu fôlego indo embora rápido demais;
Realmente quando acordo, acordo mais e mais cansado.
Me apego na bebida e cigarro, sei que não me faz bem, mas assim consigo ficar de pé!!!
Escrevendo como nunca, tentando largar vícios antigos, e de volta para coisas que sempre me fizeram bem.
Velhos hábitos não mudam nunca, só os controle e não deixe ser pego de calças curtas por eles.
Pois bem, dane-se a opinião dos outros, não deixe a vida passar, VIVA HOJE.
Cada momento é uma ocasião especial.
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
O maior romance já escrito.
Estava sentado na minha cadeira em frente ao computador a pelo menos umas 3 horas, às palavras fluíam com uma inimaginável desenvoltura, eu sabia que era um gênio, eu sabia que seria o maior gênio deste século, que meu romance seria a bíblia dos bebuns, e era isso que queria, a cada vez que repassava às palavras ria e ria alto, cada vez mais feliz com a proximidade da perfeição que um escritor genial pode ter, eu seria comparado a Bukowski, Kerouac, Hemingway. Eu seria o escritor do novo milênio, um gênio reconhecido em vida e que após a morte iria deixar um legado de bons textos para as futuras gerações (se é que irá ter futuras gerações), não estava escrevendo um romance sobre um vampiro que se apaixona por uma humana, argh isso me causa profundo desanimo, mas estava escrevendo um romance cheio de humanidade, a mais pura decadência humana, o maior lixo da sociedade atual. Eu sou beat.
Terminei o capitulo que me tomou algumas horas do dia, peguei meu Maço de Lucky Strike, fiquei observando o circulo prateado que dividi o filtro do tabaco tostado e cheiroso daquele que com certeza era o meu cigarro favorito e o acendi expelindo uma fumaça azul para o teto pouco iluminado da minha sala, e me deixei viajar por pensamentos sexuais.
Imprimi às folhas que havia escrito, grampeei o papel e desliguei meu notebook, pronto, mas páginas para meu romance, li às mais de 30 páginas escritas e tive uma séria dificuldade em achar um final digno para o meu personagem, odeio voltar atrás nos textos e arrumar qualquer parágrafo, portanto fico colocando meu personagem em situações inusitadas e não sei como tirá-las, e não iria voltar e reescrever o que quer que fosse. Portanto meu romance já passava das 250 páginas e eu ainda não havia imaginado um final, mas sabia que aquele livro seria minha obra prima, o retorno da geração beat, ou melhor, uma nova geração beat. Apaguei meu cigarro num copo d’água e fui para a cozinha pegar algo para beber, peguei uma latinha de cerveja, abri e matei em uma única talagada, abri a geladeira novamente e peguei outra, abri e essa tomei lentamente para apreciar o sabor, sentei no sofá, liguei no telejornal e fiquei vendo às noticias sobre às catástrofes da terra, meu telefone tocou, levantei para atender, olhei na bina e vi que o número era do meu editor.
- Alo.
- Diga Jean-Paul! – esse era o maldito nome do meu editor, um Frances baitola mas boa gente.
- Ô Marlon meu querrido, como vai? – (o sotaque dele me irrita.)
- Bem meu maquereaux* o que você manda? – (* Maquereaux – cafetão em francês)
- Orra meu carro querro noticias sobrre o maior sucesso desde On The Road!
- Está fluindo.
- Como assim fluindo? Non está pronto?
- Claro que não, sou um gênio, vai ficar pronto no seu devido tempo.
- Clarro, jamais vou querrer atrapalhar sua criatividade.
- Ótimo, agora preciso descansar e colocar minha mente brilhante para descansar.
- Ok querrido, até logo.
- Passar bem.
Desliguei, voltei para minha cervejinha e para meu telejornal, precisava de uma tiriça para meter essa noite, mas estava sem disposição alguma para caçar, porem de qualquer forma precisava de uma trepada fumegante e dormir enrodilhado e satisfeito.
Estava completamente entediado e enjoado e enojado de tudo e de todos, não agüentava ver mais às mesmas caras cinzentas dos meus vizinhos, não agüentava mais ouvir a campainha do meu telefone, queria apenas apreciar a vida com algumas garrafas na geladeira, caneta e papel e talvez muito talvez ovos e presunto para petiscar. Fui dormir, meu dia estava um tédio completo e resolvi que no outro dia iria acordar cedo e continuar com meu maravilhoso romance, e que finalmente encontraria um final para o meu personagem. Tirei minha roupa, fiquei nu e fui me deitar, apaguei em questão de minutos.
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Enfim terminara meu romance, enviei para o meu editor que logo viu que era um texto genial, ele me ligou e me disse “ vou te colocar no programa do gordo, teu romance irá virar Best Seller, Oh, Uh, mon dieu como estou feliz, o gordo é meu chegado, você vai no progrrama dele, mon dieu que dia bom” e eu só dizia “ é claro que é bom me tomou muito tempo, às palavras fluem do meu cérebro para às mãos e posteriormente teclado” e ele voltava a dizer “ mon dieu, mon dieu, mon dieu” e eu precisava de um trago. Estava feito o maior romance de todos. O grande gênio (eu) havia escrito um grande romance sobre um delegado que se apaixona pela prostituta que é presa toda semana pelos seus soldados.
Enfim, após umas seis semanas recebo a ligação do Jean-Paul.
- Pronto fisemos a impreçom do seu livro, serra distrribuído hoji pela editorra. – (o sotaque totalmente carregado é claro) – estou te enviando cinco cópias e querro te convidar para uma festa da editora.
- Não sei se quero ir a uma festa!
- Voxe serra o grande astro!
- Não sei Jean-Paul.
- A bebida serra de graça!!!
- Uh ok vou pensar, quando é a festa?
- Oh mon dieu, non tinha falado dia, hihihi, serra amanhã às 23 horras, aqui no meu prédio no centro.
- Ok vai ver eu apareço por ai.
Não sou o maior fã de festas que existe na terra, mas bebida de graça, topo de qualquer jeito, teria que ir e beber todas que fosse possível, geralmente essas festas são bastante chatas, mas depois de eu beber muito costumo dar algum vexame e acaba sendo divertida no final das contas.
No outro dia sai de casa 22 horas, peguei o metrô na estação Paraíso e fui em direção ao centro, em 30 minutos chegava finalmente ao prédio da editora, havia um gorila na porta que pediu meu documento, eu dei minha habilitação já vencida há dois anos e ele me deu passagem. Eu estava de terno e gravata, usava uma gravata vermelha e um chapéu panamá, tenis All Star vermelho para combinar com minha gravata, ou seja, estava muito bem vestido para a ocasião, peguei o elevador e desci no 18º andar, toquei a campainha, um homem com cara de proletário do norte bem vestido me atendeu, e me mandou entrar, entrei e logo de cara vi um garçom passando com taças de vinho peguei uma e virei num único gole. Jean-Paul me avistou e acenou, fingi que não o vi, mas ele veio até mim.
- Ô meu grande gênio!
Eu disse "olá" e fiquei olhando para os olhinhos pequenos e redondos dele, ele usava roupas engraçadas e um sapato branco e vermelho, lenço no pescoço e fumava um cigarro com cheiro de cereja, ele me abraçou e pediu que eu o acompanhasse até um grupo de pessoas, passei no bar antes e preparei um whiskey “mijado” (para o leitor que não sabe o que é isso, é um copo com dois dedos d’água e quatro de whiskey) tomei um bom gole e preparei outro, não estava acostumado a whiskey bom, a garrafa era de Ballantine’s. Conheci algumas mulheres interessantes que ficaram me fazendo inúmeras perguntas sobre meus livros anteriores e de onde vinha minha inspiração para escrever todos aqueles textos, eu respondia que vinha da vida, que quando se é um duro e passa algumas necessidades é possível extrair o máximo de coisas boas e passar para o papel, então uma delas que tinha um nome engraçado, acho que era Julina me disse “ mas então hoje você não escreve mais como antigamente, hoje você é famoso, é tudo balela agora” e eu retruquei “ mas é claro que é balela, não passo mais fome, tenho dinheiro para os meus drinks e me visto bem, mas algumas coisas continuam em seus devidos lugares como morar em um apartamento pequeno, não ter carro, e continuar indo a botecos, e pegando prostitutas baratas e sem a menor classe, a grande diferença é que hoje não peço mais bebida e fujo quando o balconista se vira, hoje sento e pago o que bebo” e todo mundo achou minha declaração maravilhosa e diziam umas para as outras “ oh mais ele é deslumbrante, tem a face bonita, fala bonito” e eu empurrando cada vez mais bebida para dentro, após umas 2 horas de bebidas e falácias chamei uma negra alta e com um cabelo Black Power para dançar salsa, dançamos e eu fiquei roçando meu pinto nela, e apalpando sua bunda e coxas e ela nem ligava e sussurrava no meu ouvido “ sempre me masturbo lendo seus poemas” e eu dizia que se ela quisesse poderia ter meu pinto por uma noite e ela ria um sorriso franco, doce, quase angelical e meu pinto cada vez mais duro roçando na sua perna e todos em volta percebendo, pois calça social e ereção definitivamente não andam juntas, e todos riam e eu bebia e bebia e me divertia.
A negra se chamava Naila, tinha um corpo maravilhoso e seu traseiro era deslumbrante, coxas perfeitas e um gingado fantástico, estava afim de mim e eu estava afim dela, mas o whiskey não me deixava chegar junto e convida - lá para ir a minha casa, a bebida era de graça, e eu tinha que beber, às vezes beber é melhor do que foder, a bebida no máximo te deixa de ressaca no outro dia e apenas um único dia, a foda pode te dar uma dor de cabeça para o resto da vida, e cada vez que eu virava um copo e olhava para o alto via aquela cara negra me olhando e me convidando para o prazer eu quase podia ouvir seus pensamentos “vamos transar, vamos ter filhos e vamos nos casar e ter uma vida decente e digna, com drinks, poesias e boa música” e isso me excitava me amolecia, me fazia sentir um adolescente cheio de cravos e tesão. Que se danem os malditos puritanos eu queria a Naila, e sentia que ela me queria, enchi mais um copo e caminhei em sua direção.
- Baby eu te amo! E disse.
Ela riu e me respondeu: quer foder agora?
Eu não acreditava no que ouvia, fiquei com cara de tonto, às coisas nunca foram tão fáceis para mim, mas agora estavam sendo, eu realmente havia me tornado algo importante, sabia que aquela mulher não me queria, que aquela mulher queria o escritor que eu sou, mas como não me prendo a detalhes a desejei e aceitei seu convite com um olhar espontâneo e misterioso de como quem diz “ vou te rachar no meio boneca”.
- Vamos me segue. Ela me dise no ouvido e passou sua língua em minha orelha como pré sinal do acasalamento que iríamos ter.
Eu a segui sorrateiramente, entramos em uma sala pequena, ela tirou meu pinto para fora se abaixou e chupou até endurecer, depois de lubrificar meu pinto com sua saliva, ela levantou seu vestido, tirou a calcinha e ficou de costas para mim, a comi durante um bom tempo, senti que ela gozou duas vezes porem eu estava bêbado e não conseguia gozar, no fim tirei meu pinto mandei que ela se abaixar e esporei todo o meu sexo na boca dela, ela gostou abriu a boca e me mostrou que não havia sobrada nada, que havia engolido tudo. Se eu fosse um pouco mais “forte” daria outra, mas não iria conseguir, nos vestimos e saímos, fui direto para a mesa de whiskey, e Jean-Paul me pediu para parar de beber por inúmeras vezes, estava dando vexame, estava sendo o centro das atenções (costumo ser quando bebo) e podia ouvir falácias de todos os tipos contra a minha atitude, alguns riam, mas aquilo por fim acabou me deprimindo (lembrei que não tinha pego o telefone daquela garota e nem tinha passado o meu), fiquei jururu, me abaixei no canto e peguei no sono o sono dos bêbados.
Acordei deitado num canto frio, olhei para cima e vi que o dia estava claro através de uma das janelas, olhei no relógio 6:20 da manhã, me levantei e fui ao banheiro, olhei para mim e vi que estava com a gravata amarrada na testa, com o blazer amarrado na cintura e a camiseta aberta, meus sapatos tinhas respingos de vômitos e eu não via mais minhas meias, não lembrava absolutamente nada do que havia acontecido, via flashes esporádicos de algumas coisas que havia feito, sabia porem que a noite fora agradável (para mim pelo menos, quanto aos outros convidados pouco estou me lixando), deu uma mijada, lavei as mãos, arrumei na medida do possível minhas roupas e sai do prédio, peguei um taxi, estava com a cara péssima, um verdadeiro lixo humano, a corrida do centro até minha casa foi bastante agradável, olhava pela janela e via pessoas passeando com seus poodles, mendigos dormindo em praça e bêbados de ressaca por todos os lados, isso fez com que eu não me sentisse sozinho afinal. Cheguei em frente ao meu prédio, paguei a corrida, entrei em casa, fui tirando a roupa e jogando tudo no sofá, fiquei somente de cuecas, mexi na estante de CDs e coloquei Los Hermanos para tocar e fui tomar um banho rejuvenescedor, minha cabeça latejava, no meio do banho desliguei o chuveiro e dei uma cagada, pensei que estava cagando até meu coração, mas enfim vomitei durante o banho e quase 1 horas depois de ter entrado no banheiro sai, rejuvenescido, eu era um predador fumegante, com uma mente jovial e transcendental, eu estava a frente do tempo, eu era a modernidade eu sabia o que estava acontecendo e o que iria acontecer, era um franco atirador no ápice da sua mira eu me recuperava rápido de qualquer forma de indisposição.
Fui até a geladeira peguei uma cerveja, fui até a porta e peguei o jornal que o porteiro sempre deixava, abri e li um texto sobre mim e sobre meu livro, gostei da critica e resolvi sair para beber, peguei minhas chaves, minha carteira vesti uma boa roupa, coloquei meu chapéu de conversa e resolvi que aquele seria um dia decente.
Terminei o capitulo que me tomou algumas horas do dia, peguei meu Maço de Lucky Strike, fiquei observando o circulo prateado que dividi o filtro do tabaco tostado e cheiroso daquele que com certeza era o meu cigarro favorito e o acendi expelindo uma fumaça azul para o teto pouco iluminado da minha sala, e me deixei viajar por pensamentos sexuais.
Imprimi às folhas que havia escrito, grampeei o papel e desliguei meu notebook, pronto, mas páginas para meu romance, li às mais de 30 páginas escritas e tive uma séria dificuldade em achar um final digno para o meu personagem, odeio voltar atrás nos textos e arrumar qualquer parágrafo, portanto fico colocando meu personagem em situações inusitadas e não sei como tirá-las, e não iria voltar e reescrever o que quer que fosse. Portanto meu romance já passava das 250 páginas e eu ainda não havia imaginado um final, mas sabia que aquele livro seria minha obra prima, o retorno da geração beat, ou melhor, uma nova geração beat. Apaguei meu cigarro num copo d’água e fui para a cozinha pegar algo para beber, peguei uma latinha de cerveja, abri e matei em uma única talagada, abri a geladeira novamente e peguei outra, abri e essa tomei lentamente para apreciar o sabor, sentei no sofá, liguei no telejornal e fiquei vendo às noticias sobre às catástrofes da terra, meu telefone tocou, levantei para atender, olhei na bina e vi que o número era do meu editor.
- Alo.
- Diga Jean-Paul! – esse era o maldito nome do meu editor, um Frances baitola mas boa gente.
- Ô Marlon meu querrido, como vai? – (o sotaque dele me irrita.)
- Bem meu maquereaux* o que você manda? – (* Maquereaux – cafetão em francês)
- Orra meu carro querro noticias sobrre o maior sucesso desde On The Road!
- Está fluindo.
- Como assim fluindo? Non está pronto?
- Claro que não, sou um gênio, vai ficar pronto no seu devido tempo.
- Clarro, jamais vou querrer atrapalhar sua criatividade.
- Ótimo, agora preciso descansar e colocar minha mente brilhante para descansar.
- Ok querrido, até logo.
- Passar bem.
Desliguei, voltei para minha cervejinha e para meu telejornal, precisava de uma tiriça para meter essa noite, mas estava sem disposição alguma para caçar, porem de qualquer forma precisava de uma trepada fumegante e dormir enrodilhado e satisfeito.
Estava completamente entediado e enjoado e enojado de tudo e de todos, não agüentava ver mais às mesmas caras cinzentas dos meus vizinhos, não agüentava mais ouvir a campainha do meu telefone, queria apenas apreciar a vida com algumas garrafas na geladeira, caneta e papel e talvez muito talvez ovos e presunto para petiscar. Fui dormir, meu dia estava um tédio completo e resolvi que no outro dia iria acordar cedo e continuar com meu maravilhoso romance, e que finalmente encontraria um final para o meu personagem. Tirei minha roupa, fiquei nu e fui me deitar, apaguei em questão de minutos.
------------------------------------------xx-----------------------------------
Enfim terminara meu romance, enviei para o meu editor que logo viu que era um texto genial, ele me ligou e me disse “ vou te colocar no programa do gordo, teu romance irá virar Best Seller, Oh, Uh, mon dieu como estou feliz, o gordo é meu chegado, você vai no progrrama dele, mon dieu que dia bom” e eu só dizia “ é claro que é bom me tomou muito tempo, às palavras fluem do meu cérebro para às mãos e posteriormente teclado” e ele voltava a dizer “ mon dieu, mon dieu, mon dieu” e eu precisava de um trago. Estava feito o maior romance de todos. O grande gênio (eu) havia escrito um grande romance sobre um delegado que se apaixona pela prostituta que é presa toda semana pelos seus soldados.
Enfim, após umas seis semanas recebo a ligação do Jean-Paul.
- Pronto fisemos a impreçom do seu livro, serra distrribuído hoji pela editorra. – (o sotaque totalmente carregado é claro) – estou te enviando cinco cópias e querro te convidar para uma festa da editora.
- Não sei se quero ir a uma festa!
- Voxe serra o grande astro!
- Não sei Jean-Paul.
- A bebida serra de graça!!!
- Uh ok vou pensar, quando é a festa?
- Oh mon dieu, non tinha falado dia, hihihi, serra amanhã às 23 horras, aqui no meu prédio no centro.
- Ok vai ver eu apareço por ai.
Não sou o maior fã de festas que existe na terra, mas bebida de graça, topo de qualquer jeito, teria que ir e beber todas que fosse possível, geralmente essas festas são bastante chatas, mas depois de eu beber muito costumo dar algum vexame e acaba sendo divertida no final das contas.
No outro dia sai de casa 22 horas, peguei o metrô na estação Paraíso e fui em direção ao centro, em 30 minutos chegava finalmente ao prédio da editora, havia um gorila na porta que pediu meu documento, eu dei minha habilitação já vencida há dois anos e ele me deu passagem. Eu estava de terno e gravata, usava uma gravata vermelha e um chapéu panamá, tenis All Star vermelho para combinar com minha gravata, ou seja, estava muito bem vestido para a ocasião, peguei o elevador e desci no 18º andar, toquei a campainha, um homem com cara de proletário do norte bem vestido me atendeu, e me mandou entrar, entrei e logo de cara vi um garçom passando com taças de vinho peguei uma e virei num único gole. Jean-Paul me avistou e acenou, fingi que não o vi, mas ele veio até mim.
- Ô meu grande gênio!
Eu disse "olá" e fiquei olhando para os olhinhos pequenos e redondos dele, ele usava roupas engraçadas e um sapato branco e vermelho, lenço no pescoço e fumava um cigarro com cheiro de cereja, ele me abraçou e pediu que eu o acompanhasse até um grupo de pessoas, passei no bar antes e preparei um whiskey “mijado” (para o leitor que não sabe o que é isso, é um copo com dois dedos d’água e quatro de whiskey) tomei um bom gole e preparei outro, não estava acostumado a whiskey bom, a garrafa era de Ballantine’s. Conheci algumas mulheres interessantes que ficaram me fazendo inúmeras perguntas sobre meus livros anteriores e de onde vinha minha inspiração para escrever todos aqueles textos, eu respondia que vinha da vida, que quando se é um duro e passa algumas necessidades é possível extrair o máximo de coisas boas e passar para o papel, então uma delas que tinha um nome engraçado, acho que era Julina me disse “ mas então hoje você não escreve mais como antigamente, hoje você é famoso, é tudo balela agora” e eu retruquei “ mas é claro que é balela, não passo mais fome, tenho dinheiro para os meus drinks e me visto bem, mas algumas coisas continuam em seus devidos lugares como morar em um apartamento pequeno, não ter carro, e continuar indo a botecos, e pegando prostitutas baratas e sem a menor classe, a grande diferença é que hoje não peço mais bebida e fujo quando o balconista se vira, hoje sento e pago o que bebo” e todo mundo achou minha declaração maravilhosa e diziam umas para as outras “ oh mais ele é deslumbrante, tem a face bonita, fala bonito” e eu empurrando cada vez mais bebida para dentro, após umas 2 horas de bebidas e falácias chamei uma negra alta e com um cabelo Black Power para dançar salsa, dançamos e eu fiquei roçando meu pinto nela, e apalpando sua bunda e coxas e ela nem ligava e sussurrava no meu ouvido “ sempre me masturbo lendo seus poemas” e eu dizia que se ela quisesse poderia ter meu pinto por uma noite e ela ria um sorriso franco, doce, quase angelical e meu pinto cada vez mais duro roçando na sua perna e todos em volta percebendo, pois calça social e ereção definitivamente não andam juntas, e todos riam e eu bebia e bebia e me divertia.
A negra se chamava Naila, tinha um corpo maravilhoso e seu traseiro era deslumbrante, coxas perfeitas e um gingado fantástico, estava afim de mim e eu estava afim dela, mas o whiskey não me deixava chegar junto e convida - lá para ir a minha casa, a bebida era de graça, e eu tinha que beber, às vezes beber é melhor do que foder, a bebida no máximo te deixa de ressaca no outro dia e apenas um único dia, a foda pode te dar uma dor de cabeça para o resto da vida, e cada vez que eu virava um copo e olhava para o alto via aquela cara negra me olhando e me convidando para o prazer eu quase podia ouvir seus pensamentos “vamos transar, vamos ter filhos e vamos nos casar e ter uma vida decente e digna, com drinks, poesias e boa música” e isso me excitava me amolecia, me fazia sentir um adolescente cheio de cravos e tesão. Que se danem os malditos puritanos eu queria a Naila, e sentia que ela me queria, enchi mais um copo e caminhei em sua direção.
- Baby eu te amo! E disse.
Ela riu e me respondeu: quer foder agora?
Eu não acreditava no que ouvia, fiquei com cara de tonto, às coisas nunca foram tão fáceis para mim, mas agora estavam sendo, eu realmente havia me tornado algo importante, sabia que aquela mulher não me queria, que aquela mulher queria o escritor que eu sou, mas como não me prendo a detalhes a desejei e aceitei seu convite com um olhar espontâneo e misterioso de como quem diz “ vou te rachar no meio boneca”.
- Vamos me segue. Ela me dise no ouvido e passou sua língua em minha orelha como pré sinal do acasalamento que iríamos ter.
Eu a segui sorrateiramente, entramos em uma sala pequena, ela tirou meu pinto para fora se abaixou e chupou até endurecer, depois de lubrificar meu pinto com sua saliva, ela levantou seu vestido, tirou a calcinha e ficou de costas para mim, a comi durante um bom tempo, senti que ela gozou duas vezes porem eu estava bêbado e não conseguia gozar, no fim tirei meu pinto mandei que ela se abaixar e esporei todo o meu sexo na boca dela, ela gostou abriu a boca e me mostrou que não havia sobrada nada, que havia engolido tudo. Se eu fosse um pouco mais “forte” daria outra, mas não iria conseguir, nos vestimos e saímos, fui direto para a mesa de whiskey, e Jean-Paul me pediu para parar de beber por inúmeras vezes, estava dando vexame, estava sendo o centro das atenções (costumo ser quando bebo) e podia ouvir falácias de todos os tipos contra a minha atitude, alguns riam, mas aquilo por fim acabou me deprimindo (lembrei que não tinha pego o telefone daquela garota e nem tinha passado o meu), fiquei jururu, me abaixei no canto e peguei no sono o sono dos bêbados.
Acordei deitado num canto frio, olhei para cima e vi que o dia estava claro através de uma das janelas, olhei no relógio 6:20 da manhã, me levantei e fui ao banheiro, olhei para mim e vi que estava com a gravata amarrada na testa, com o blazer amarrado na cintura e a camiseta aberta, meus sapatos tinhas respingos de vômitos e eu não via mais minhas meias, não lembrava absolutamente nada do que havia acontecido, via flashes esporádicos de algumas coisas que havia feito, sabia porem que a noite fora agradável (para mim pelo menos, quanto aos outros convidados pouco estou me lixando), deu uma mijada, lavei as mãos, arrumei na medida do possível minhas roupas e sai do prédio, peguei um taxi, estava com a cara péssima, um verdadeiro lixo humano, a corrida do centro até minha casa foi bastante agradável, olhava pela janela e via pessoas passeando com seus poodles, mendigos dormindo em praça e bêbados de ressaca por todos os lados, isso fez com que eu não me sentisse sozinho afinal. Cheguei em frente ao meu prédio, paguei a corrida, entrei em casa, fui tirando a roupa e jogando tudo no sofá, fiquei somente de cuecas, mexi na estante de CDs e coloquei Los Hermanos para tocar e fui tomar um banho rejuvenescedor, minha cabeça latejava, no meio do banho desliguei o chuveiro e dei uma cagada, pensei que estava cagando até meu coração, mas enfim vomitei durante o banho e quase 1 horas depois de ter entrado no banheiro sai, rejuvenescido, eu era um predador fumegante, com uma mente jovial e transcendental, eu estava a frente do tempo, eu era a modernidade eu sabia o que estava acontecendo e o que iria acontecer, era um franco atirador no ápice da sua mira eu me recuperava rápido de qualquer forma de indisposição.
Fui até a geladeira peguei uma cerveja, fui até a porta e peguei o jornal que o porteiro sempre deixava, abri e li um texto sobre mim e sobre meu livro, gostei da critica e resolvi sair para beber, peguei minhas chaves, minha carteira vesti uma boa roupa, coloquei meu chapéu de conversa e resolvi que aquele seria um dia decente.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Como o tempo é!
Como o tempo é,
como às coisas são.
O tempo deixa marcas
e a rua deixa nada.
Prefiro viver sonho,
pois sonho é uma festa.
O que eu tenho de melhor
você acha que é o pior.
Você se fecha no seu mundo
fica no escuro e nem me dá vazão.
Bate contra o muro mas vê que não é duro e não tem explicação.
Nosso amor está perdido ainda somos amigos e não tem mais salvação.
como às coisas são.
O tempo deixa marcas
e a rua deixa nada.
Prefiro viver sonho,
pois sonho é uma festa.
O que eu tenho de melhor
você acha que é o pior.
Você se fecha no seu mundo
fica no escuro e nem me dá vazão.
Bate contra o muro mas vê que não é duro e não tem explicação.
Nosso amor está perdido ainda somos amigos e não tem mais salvação.
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Mais uma tarde agradável...
Mais um dia comum, acordando de forma comum, de saco cheio do mundo e de mim mesmo, diabos não seria muito mais simples se já soubéssemos o que iria nos acontecer durante o dia, como por exemplo:
”hoje vou morrer, hoje vou ter uma porcaria de gripe ou até vou transar hoje à noite e pegar uma DST”.
Infelizmente não temos esse poder e eu muito menos sou adivinho então fiquei mais alguns minutos deitado na minha cama, nu e olhando para o teto com o olhar todo perdido em meus pensamentos.
Levantei, já eram quase 10 horas da manhã, dei aquela habitual coçada na bunda e praguejei por ter levantado tão cedo, nunca levanto antes das 11, levantar cedo destrói o meu pique para tomar drinks durante o dia. Fui ao banheiro, me olhei no espelho e continuava o mesmo caco de sempre, escovei os dentes, sentei na latrina e dei uma bela cagada de cerveja da noite anterior, a cagada que se dá depois de um porre de cerveja é sempre sensacional. Enquanto cagava me perdia em pensamentos sem sentido, coisas estúpidas e pouco aproveitáveis a minha vida, levantei fiquei meio inclinado, peguei o papel enrolei com todo cuidado e me limpei, dei descarga e vi indo embora esgoto abaixo um pedaço importante de mim, minha bosta é realmente importante para mim. Entrei no chuveiro, sempre tomo banho depois de defecar, deixei a água morna cair por alguns minutos, passei shampoo e deixei a água cair novamente em minha cabeça, a dor de cabeça que eu estava era lancinante, quase me sentei, mas encostar o meu cu no piso frio não seria uma boa idéia.
Sai do banheiro enrolado na toalha, fui até a mesa da sala e peguei meu maço de Lucky Strike, tirei um cigarro de dentro e acendi de forma lenta para curtir a fumaça do primeiro trago, peguei o telefone e liguei para minha ex-mulher.
Aguardei alguns instantes até que o toque parasse e ouvisse a voz do outro lado da linha.
- Alo, Letícia sou eu o Marlon tudo bem baby?
- Oi Marlon, aconteceu alguma coisa?
- Nada é que estou entediado, levantei muito cedo e estou de ressaca, preciso beber.
- Você deveria parar de beber, bebe feito uma esponja, vai acabar morrendo.
- Bebida e como levantar-se e tomar uma xícara de café.
- Nossa isso é realmente deprimente heim, por isso você está esse caco.
- O que você vai fazer hoje?
- Marlon, por Deus, meu advogado disse para não falar mais com você.
- Eu paguei pelo seu advogado, você deveria ao menos ter a “bondade” de sair comigo às vezes.
- Isso não importa você não deve mais me ligar, meu advogado me disse isso.
- Não podemos mais nem ser amigos, amizade a cores hehe?
- Não, não quero ser a psicóloga de um bêbado desajustado e que acha que é um gênio!
- Mas eu sou um gênio, infelizmente só eu sei disso, serei descoberto depois de minha morte e todos os malditos dirão “como Marlon Alcântara era genial oh”!
- Tudo bem, mas prefiro homens velhos e ricos, são melhores.
- Não na cama baby!
- Melhores que você com certeza.
- Pros diabos sua vagabunda.
Pipipipipipipipipipipipipi.
“Merda ela desligou na minha cara” – pensei.
Tentei ligar de novo, mas é bem provável que ela tenha tirado o telefone do gancho, pois só dava sinal de ocupado, “merda, não tinha mais nada a não ser minha dignidade e aquela vaca me levou tudo, meu dinheiro, e agora tirou minha dignidade desligando o telefone na minha cara”.
Resolvi trabalhar um pouco, escrevi alguns textos engraçados para o jornal que trabalhava e enviei tudo por e-mail, essa é a vantagem de ser um jornalista disputado, trabalhava em casa e minha única obrigação era escrever alguns textos sobre política com um toque de sátira e cinismo e pronto, ganhava meu salário sem pentelhação, sem ter que ver chefe algum e só tinha que passar na redação uma única vez por semana para buscar meus contracheques, para continuar bancando minhas extravagâncias, era só escrever mais algumas bobagens para outro jornal e pronto, poderia pagar minhas contas e minha bebida sem nenhuma dor de cabeça. Quando se é um apreciador de bebidas e não se tem dinheiro é muito duro, mas a verdade é que até aquilo estava me chateando, não queria mais fazer nada, nem escrever, nem fuder com alguma tiriça, queria apenas beber...
O dia foi passando como se passa a vontade de mijar quando se vai ao banheiro, olhei para o relógio e vi que já eram quase seis horas da tarde, olhei para a mesa de canto da minha sala e vi que já tinha matado 13 latas de cerveja, o cinzeiro ao meu lado estava repleto de bitucas, levantei do sofá e me senti um pouco tonto, precisava comer alguma coisa, não poderia viver apenas de álcool, infelizmente.
Fui à cozinha, abri a geladeira, peguei mussarela, maionese, presunto, orégano e mostarda, achei o pão de forma no armário da cozinha e preparei um lanche, abri a geladeira novamente e peguei mais uma lata de cerveja. Percebi que era a última, tomei a lata em duas talagadas, fui para o quarto me vesti e resolvi sair para buscar mais algumas cervejinhas, e quem sabe uma garrafa de alguma boa vodca.
-------------------------------------xx-------------------------------
Fui caminhando sentido a Domingos de Morais, subi a Rua Eça de Queiros, passei a Cubatão e logo estava na Domingos, avistei a Esfiha Chic e a Vergueiro, atravessei a avenida e cheguei em uma bar na esquina da Correia Dias, parei lá.
- Campeão me desce uma Skol.
Ele me trouxe a garrafa e um copo colocando tudo em cima da bancada.
- Algo mais amigo? Ele me perguntou.
- Claro, manda uma Ipioca com limão.
Ele me trouxe virei em uma talagada e pedi um ovo cozido desses amarelos, peguei o sal e abri com uma técnica toda especial que se aprende com a vida, que é quebrar às duas pontas encaixar na boca e soprar e lá se vai a casca com a maior facilidade que existe, comi, estava meio marrom por dentro mais estava gostoso, aquilo iria me satisfazer.
Um velho sem nenhum dente na boca sentou-se ao meu lado, isso me incomodou, pois havia vários lugares vagos, ele pediu uma cerveja e uma pinga com limão tomou a pinga com limão de um só gole e começou a beber a cerveja, olhou para mim e deu um sorriso, sua boca sem nenhum dente foi uma cena deplorável, fiquei deprimido automaticamente, virei o restante da minha cerveja me levantei e me dirigi ao caixa para pagar, não podia agüentar aquele velho banguela ao meu lado, seu bafo era horroroso, sua cara me dava asco, não tinha como permanecer ali, entreguei ao caixa uma nota de 10 pratas, ele me deu 3 reais e algumas moedas, mas nem quis conferir o troco, o importante era sair de perto daquele defunto vivo.
Caminhei de volta a Domingos de Moraes, estava bastante à vontade vestindo uma camiseta do Ramones, bermuda e chinelo de dedo, acendi um cigarro, resolvi que devia voltar para casa, mas tinha que comprar cerveja, aquele maldito velho no bar havia me deixado nervoso em relação às pessoas, não queria a companhia de mais ninguém naquele maldito dia.
Entrei no Ecom, comprei uma caixinha de cerveja, salame e meia dúzia de ovos, aquela seria uma tarde agradável, no caminho ao caixa peguei uma garrafa de Dreher e parei na fila.
A mulher do caixa não fazia questão nenhuma de ter velocidade no que fazia, passava cada produto no leitor com tremenda calma e nem olhava para os lados, somente aquele caixa estava atendendo, e cada vez que chegava algum velho às pessoas bufavam por ter que ceder seu lugar na fila, lamúrias de todos os tipos incrementavam o ambiente, eu para falar a verdade não estava nem ai pela demora.
Chegou minha vez passei os produtos paguei, peguei o troco e sai, iria direto para meu apartamento, aquela seria uma tarde bem longa.
Ao chegar em casa reparei que a porta não estava trancada, aquilo era estranho, mesmo bêbado sempre tive o costume de trancar a porta, entrei meio receoso, um ladrão dentro de casa iria com certeza estragar minha tarde de bebedeira, às luzes estavam acessas e tocava Good Sister, Bad Sister, olhei para o meu sofá e lá estava minha amiga de nova data Angélica.
-Hey Baby, como entrou?
-Marlon, você ficou bêbado o bastante da última vez que trepamos, me pediu em casamento e me deu uma cópia da sua chave quando estávamos naquele Motel Vagabundo.
Angélica virou um gole de vodca com energético e cruzou às pernas, a visão era linda, Angélica era uma mulher alta, provavelmente 1,80, pernas magníficas, seios pequenos, mas na medida certa e ainda com piercings, um corpo bem feito, odiava usar calças, sempre estava de vestidos justos que deixavam seu traseiro totalmente empinado e fascinante, era uma mulher bonita e extremante sensual, sabia usar às pernas como nenhuma outra, inteligente, esculachada, gostosa, boa de copo e principalmente de cama.
-Baby eu te amo.
-Hahahahaha, você é um canalha completo, mais é uma gracinha, por isso sempre volto.
Levei às bebidas para cozinha, guardei os ovos e coloquei a cerveja para gelar, peguei um copo e fui para sala me sentei ao lado dela me servi com um pouco de vodca e a beijei colocando minha mão por entre às suas pernas, Angélica gemeu no meu ouvido, queria possui-lá naquele exato momento, mas precisava beber, acendi um cigarro e a olhei.
-Você está apaixonada por mim!
-Acho que pelo seu papo e pelo seu pinto, não por você.
-Eu sou o melhor.
-Você é muito bom, tem potencial menino.
-Acho que vou te foder agora! – disse virando mais um copo de vodca e apagando o meu cigarro.
Começamos a nos beijar, e a primeira foi na sala mesmo sem nem ao menos eu ter tirado toda roupa, fomos para o quarto e a comi de todas às formas, Descobri que teria que foder com ela durante muito tempo, pois tínhamos o encaixe perfeito na cama, transamos a noite toda e dormimos.
Acordei sendo chupado de forma animal, e trepamos novamente e dormimos de novo, aquela era uma boa vida, beber, trepar e dormir.
Angélica acordou escreveu um bilhete e foi embora, a vida de Angélica não era dentro de casa. Angélica não gostava de ficar presa, talvez por isso nos demos tão bem, e por isso hoje falo que ainda falta fazer muitas coisas com a Angélica.
”hoje vou morrer, hoje vou ter uma porcaria de gripe ou até vou transar hoje à noite e pegar uma DST”.
Infelizmente não temos esse poder e eu muito menos sou adivinho então fiquei mais alguns minutos deitado na minha cama, nu e olhando para o teto com o olhar todo perdido em meus pensamentos.
Levantei, já eram quase 10 horas da manhã, dei aquela habitual coçada na bunda e praguejei por ter levantado tão cedo, nunca levanto antes das 11, levantar cedo destrói o meu pique para tomar drinks durante o dia. Fui ao banheiro, me olhei no espelho e continuava o mesmo caco de sempre, escovei os dentes, sentei na latrina e dei uma bela cagada de cerveja da noite anterior, a cagada que se dá depois de um porre de cerveja é sempre sensacional. Enquanto cagava me perdia em pensamentos sem sentido, coisas estúpidas e pouco aproveitáveis a minha vida, levantei fiquei meio inclinado, peguei o papel enrolei com todo cuidado e me limpei, dei descarga e vi indo embora esgoto abaixo um pedaço importante de mim, minha bosta é realmente importante para mim. Entrei no chuveiro, sempre tomo banho depois de defecar, deixei a água morna cair por alguns minutos, passei shampoo e deixei a água cair novamente em minha cabeça, a dor de cabeça que eu estava era lancinante, quase me sentei, mas encostar o meu cu no piso frio não seria uma boa idéia.
Sai do banheiro enrolado na toalha, fui até a mesa da sala e peguei meu maço de Lucky Strike, tirei um cigarro de dentro e acendi de forma lenta para curtir a fumaça do primeiro trago, peguei o telefone e liguei para minha ex-mulher.
Aguardei alguns instantes até que o toque parasse e ouvisse a voz do outro lado da linha.
- Alo, Letícia sou eu o Marlon tudo bem baby?
- Oi Marlon, aconteceu alguma coisa?
- Nada é que estou entediado, levantei muito cedo e estou de ressaca, preciso beber.
- Você deveria parar de beber, bebe feito uma esponja, vai acabar morrendo.
- Bebida e como levantar-se e tomar uma xícara de café.
- Nossa isso é realmente deprimente heim, por isso você está esse caco.
- O que você vai fazer hoje?
- Marlon, por Deus, meu advogado disse para não falar mais com você.
- Eu paguei pelo seu advogado, você deveria ao menos ter a “bondade” de sair comigo às vezes.
- Isso não importa você não deve mais me ligar, meu advogado me disse isso.
- Não podemos mais nem ser amigos, amizade a cores hehe?
- Não, não quero ser a psicóloga de um bêbado desajustado e que acha que é um gênio!
- Mas eu sou um gênio, infelizmente só eu sei disso, serei descoberto depois de minha morte e todos os malditos dirão “como Marlon Alcântara era genial oh”!
- Tudo bem, mas prefiro homens velhos e ricos, são melhores.
- Não na cama baby!
- Melhores que você com certeza.
- Pros diabos sua vagabunda.
Pipipipipipipipipipipipipi.
“Merda ela desligou na minha cara” – pensei.
Tentei ligar de novo, mas é bem provável que ela tenha tirado o telefone do gancho, pois só dava sinal de ocupado, “merda, não tinha mais nada a não ser minha dignidade e aquela vaca me levou tudo, meu dinheiro, e agora tirou minha dignidade desligando o telefone na minha cara”.
Resolvi trabalhar um pouco, escrevi alguns textos engraçados para o jornal que trabalhava e enviei tudo por e-mail, essa é a vantagem de ser um jornalista disputado, trabalhava em casa e minha única obrigação era escrever alguns textos sobre política com um toque de sátira e cinismo e pronto, ganhava meu salário sem pentelhação, sem ter que ver chefe algum e só tinha que passar na redação uma única vez por semana para buscar meus contracheques, para continuar bancando minhas extravagâncias, era só escrever mais algumas bobagens para outro jornal e pronto, poderia pagar minhas contas e minha bebida sem nenhuma dor de cabeça. Quando se é um apreciador de bebidas e não se tem dinheiro é muito duro, mas a verdade é que até aquilo estava me chateando, não queria mais fazer nada, nem escrever, nem fuder com alguma tiriça, queria apenas beber...
O dia foi passando como se passa a vontade de mijar quando se vai ao banheiro, olhei para o relógio e vi que já eram quase seis horas da tarde, olhei para a mesa de canto da minha sala e vi que já tinha matado 13 latas de cerveja, o cinzeiro ao meu lado estava repleto de bitucas, levantei do sofá e me senti um pouco tonto, precisava comer alguma coisa, não poderia viver apenas de álcool, infelizmente.
Fui à cozinha, abri a geladeira, peguei mussarela, maionese, presunto, orégano e mostarda, achei o pão de forma no armário da cozinha e preparei um lanche, abri a geladeira novamente e peguei mais uma lata de cerveja. Percebi que era a última, tomei a lata em duas talagadas, fui para o quarto me vesti e resolvi sair para buscar mais algumas cervejinhas, e quem sabe uma garrafa de alguma boa vodca.
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Fui caminhando sentido a Domingos de Morais, subi a Rua Eça de Queiros, passei a Cubatão e logo estava na Domingos, avistei a Esfiha Chic e a Vergueiro, atravessei a avenida e cheguei em uma bar na esquina da Correia Dias, parei lá.
- Campeão me desce uma Skol.
Ele me trouxe a garrafa e um copo colocando tudo em cima da bancada.
- Algo mais amigo? Ele me perguntou.
- Claro, manda uma Ipioca com limão.
Ele me trouxe virei em uma talagada e pedi um ovo cozido desses amarelos, peguei o sal e abri com uma técnica toda especial que se aprende com a vida, que é quebrar às duas pontas encaixar na boca e soprar e lá se vai a casca com a maior facilidade que existe, comi, estava meio marrom por dentro mais estava gostoso, aquilo iria me satisfazer.
Um velho sem nenhum dente na boca sentou-se ao meu lado, isso me incomodou, pois havia vários lugares vagos, ele pediu uma cerveja e uma pinga com limão tomou a pinga com limão de um só gole e começou a beber a cerveja, olhou para mim e deu um sorriso, sua boca sem nenhum dente foi uma cena deplorável, fiquei deprimido automaticamente, virei o restante da minha cerveja me levantei e me dirigi ao caixa para pagar, não podia agüentar aquele velho banguela ao meu lado, seu bafo era horroroso, sua cara me dava asco, não tinha como permanecer ali, entreguei ao caixa uma nota de 10 pratas, ele me deu 3 reais e algumas moedas, mas nem quis conferir o troco, o importante era sair de perto daquele defunto vivo.
Caminhei de volta a Domingos de Moraes, estava bastante à vontade vestindo uma camiseta do Ramones, bermuda e chinelo de dedo, acendi um cigarro, resolvi que devia voltar para casa, mas tinha que comprar cerveja, aquele maldito velho no bar havia me deixado nervoso em relação às pessoas, não queria a companhia de mais ninguém naquele maldito dia.
Entrei no Ecom, comprei uma caixinha de cerveja, salame e meia dúzia de ovos, aquela seria uma tarde agradável, no caminho ao caixa peguei uma garrafa de Dreher e parei na fila.
A mulher do caixa não fazia questão nenhuma de ter velocidade no que fazia, passava cada produto no leitor com tremenda calma e nem olhava para os lados, somente aquele caixa estava atendendo, e cada vez que chegava algum velho às pessoas bufavam por ter que ceder seu lugar na fila, lamúrias de todos os tipos incrementavam o ambiente, eu para falar a verdade não estava nem ai pela demora.
Chegou minha vez passei os produtos paguei, peguei o troco e sai, iria direto para meu apartamento, aquela seria uma tarde bem longa.
Ao chegar em casa reparei que a porta não estava trancada, aquilo era estranho, mesmo bêbado sempre tive o costume de trancar a porta, entrei meio receoso, um ladrão dentro de casa iria com certeza estragar minha tarde de bebedeira, às luzes estavam acessas e tocava Good Sister, Bad Sister, olhei para o meu sofá e lá estava minha amiga de nova data Angélica.
-Hey Baby, como entrou?
-Marlon, você ficou bêbado o bastante da última vez que trepamos, me pediu em casamento e me deu uma cópia da sua chave quando estávamos naquele Motel Vagabundo.
Angélica virou um gole de vodca com energético e cruzou às pernas, a visão era linda, Angélica era uma mulher alta, provavelmente 1,80, pernas magníficas, seios pequenos, mas na medida certa e ainda com piercings, um corpo bem feito, odiava usar calças, sempre estava de vestidos justos que deixavam seu traseiro totalmente empinado e fascinante, era uma mulher bonita e extremante sensual, sabia usar às pernas como nenhuma outra, inteligente, esculachada, gostosa, boa de copo e principalmente de cama.
-Baby eu te amo.
-Hahahahaha, você é um canalha completo, mais é uma gracinha, por isso sempre volto.
Levei às bebidas para cozinha, guardei os ovos e coloquei a cerveja para gelar, peguei um copo e fui para sala me sentei ao lado dela me servi com um pouco de vodca e a beijei colocando minha mão por entre às suas pernas, Angélica gemeu no meu ouvido, queria possui-lá naquele exato momento, mas precisava beber, acendi um cigarro e a olhei.
-Você está apaixonada por mim!
-Acho que pelo seu papo e pelo seu pinto, não por você.
-Eu sou o melhor.
-Você é muito bom, tem potencial menino.
-Acho que vou te foder agora! – disse virando mais um copo de vodca e apagando o meu cigarro.
Começamos a nos beijar, e a primeira foi na sala mesmo sem nem ao menos eu ter tirado toda roupa, fomos para o quarto e a comi de todas às formas, Descobri que teria que foder com ela durante muito tempo, pois tínhamos o encaixe perfeito na cama, transamos a noite toda e dormimos.
Acordei sendo chupado de forma animal, e trepamos novamente e dormimos de novo, aquela era uma boa vida, beber, trepar e dormir.
Angélica acordou escreveu um bilhete e foi embora, a vida de Angélica não era dentro de casa. Angélica não gostava de ficar presa, talvez por isso nos demos tão bem, e por isso hoje falo que ainda falta fazer muitas coisas com a Angélica.
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Uma noite em Sodoma!
Angélica não parava de se perguntar o que fazia naquele lugar, mas toda vez que olhava para seu copo com um bom drink, dizia que valia a pena. Falácias por todos os cantos jaziam naquele lugar, o cheiro forte de cigarro e bebida impregnava todo o ambiente de forma mágica, Angélica sorria por estar ali, seria mais uma entre suas inúmeras aventuras.
Angélica era uma garota cheia de vida, adorava novas experiências, e jamais recusava algo que lhe agradasse, queria experimentar novas coisas e sempre dizia para si mesma "foda-se, a vida é uma só, tenho que curtir minha vida como a Courtney Love hollywoodiana" e era exatamente o que fazia, no reveillon em Santos, conheceu por curiosidade um grupo de pessoas, essas pessoas chamaram sua atenção, e sem pudor algum se aproximou delas, havia um homem gordo deitado no chão com duas garotas de biquíni o pisoteando, se aproximou com curiosidade e perguntou o que estava acontecendo, com a voz já um pouco alterada devido ás bebidas que havia tomado, o homem mandou que ela a pisoteasse, e ela o fez com um sorriso de satisfação no rosto e o pé imundo devido a caminhada descalça que estava fazendo. Neste grupo descobriu que o homem gordo estava acompanhado de sua mulher, conheceu o casal, a mulher alta e esguia, um corpo bem torneado, adornado por belas tatuagens, cabelos loiros e com certeza uns quarenta anos, o marido, um gordo, alto com uma voz poderosa, com os cabelos rasos e uma cara bastante simpática, Angélica queria bebida, e lá eles tinham a bebida a oferecer, e foi isso que fez bebeu até o máximo que seu fígado podia agüentar.
- Você é daqui mesmo? Perguntou a mulher loira para Angélica.
- Sim moro em Santos. Respondeu Angélica acendendo um cigarro e disparando a fumaça azul em direção ao céu.
- Vamos para São Paulo com a gente! Nós temos uma casa lá, você trabalha conosco.
- Vai se fuder, não sou prostituta!
- Não Angélica, não é esse tipo de casa, nós temos uma casa de podolatria.
- Podolatria! Não sei não.
- É sério, achei seu pé lindo, você se daria muito bem, e às pessoas te pagariam para ser pisoteadas. Você iria pisar e bater em todo tipo de doido sado.
- Quando?
- Quando quiser.
A mulher entregou o seu telefone e endereço da casa e pediu para Angélica passar lá quando quisesse.
Angélica voltou para sua casa decidida a ir ver o que seria aquela nova experiência, e foi o que fez quatro dias depois, pegou algumas roupas, e foi para rodoviária, destino São Paulo - Osasco.
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Chegou em Osasco depois de mais ou menos duas horas de viagem, foi destino a estação de trem e pegou a linha B Diamante sentindo a estação Palmeiras Barra Funda, chegou na Barra Funda, 20 minutos depois e fez a baldeação rumo a Sé, desceu na estação Anhangabaú e foi caminhando até a rua Nestor Pestana.
Chegou ao seu destino após alguns minutos de caminhada e de perguntas para taxistas de como chegar. Finalmente encontrou o local que estava marcado no papel que Angélica anotou após finalmente ter ligado para a mulher que havia conhecido.
Pronto, lá estava Angélica, tocou a campainha e foi atendida pelo homem gordo, que logo que a viu esboçou um sorriso de orelha a orelha, dando um abraço e a convidando para entrar com bastante receptividade.
Logo que chegou foi apresentada para as meninas que trabalhavam lá, fez amizade com algumas e bebeu, foi descansar em um dos quartos, tomou banho, se arrumou e desceu já no final da noite.
Ouviu às regras da casa.
- É proibido todo e qualquer contato físico da canela para cima, proibido sexo e troca de telefones, e-mails ou qualquer merda moderna. – dizia um homem que provavelmente era o segurança pelo tamanho e imponência.
Angélica não sabia direito o que estava fazendo ali, mas simplesmente a bebida era de graça e passar um final de semana em São Paulo de forma diferente a atraiu, ela olhou para o lado com seu copo de Vodca na mão e viu um homem de quase 1,90 de altura sair de uma sala escura, por mais que seus olhos não acreditassem no que estava vendo, o homem estava vestindo uma cinta-liga, e já saiu sendo chicoteado por uma das meninas, ela deu um sorriso e pensou “foda-se a bebida é de graça".
Passou por cima de alguns sujeitos e os caras sentiam prazer em ser pisoteados, e ela pisoteava sem a menor dor e pudor, no final das contas Angélica estava se divertindo.
Com a bebida na metade da madrugada, nada era mais estranho para Angélica, tudo já estava sendo perfeitamente normal, mas tudo aquilo era demais, e ela resolveu que aquela seria uma única experiência, que não prolongaria aquilo para mais uma noite. Definitivamente não podia ficar em um lugar que se podia beber trabalhando, não daria certo.
Quando eram 03h30min da madrugada, Angélica resolveu sair, queria curtir um pouco São Paulo. Havia conhecido uma garota, o nome era Jaque. A garota também era do litoral, e estava ali a alguns dias a mais que Angélica, já havia saído algumas vezes, e vez ou outra transava com algum sortudo que encontrava em um bar.
Resolverão sair de lá, Jaque conhecia alguns lugares, e aquela noite com certeza seria uma noite agradável para se beber.
- Para onde vamos? Perguntou Angélica.
- Conhece a Rua Augusta?
- Só de nome.
- Pronto vamos para lá, tem muita coisa engraçada e a bebida não é tão cara.
- Ótimo, quero beber. Disse Angélica com a voz alterada, mas ainda lúcida o bastante para saber que aquele fim de madrugada ainda seria muito bom.
Pegaram um taxi, após alguns poucos minutos chegavam a Rua Augusta, pagaram a corrida e desembarcaram, estavam na maior Sodoma e Gomora de São Paulo, pararam em um boteco e beberam para começar a noite, após alguns drinks e risadas saíram e foram caminhar. Às duas garotas eram totalmente parecidas, bebiam, vomitavam e riam, riam tão alto que suas gargalhadas faziam uma junção perfeita com a noite de São Paulo, algumas pessoas mais tradicionais passavam e às fulminavam com o olhar, elas não estavam nem ai, quem estivesse incomodado que fosse para casa dormir, a noite era delas e elas usavam da melhor maneira possível, bebericando em cada bar que passavam, saiam, vomitavam e bebiam mais, eram alma gêmeas de copo, sabiam como se divertir, alguns caras passavam e tentavam se aproximar, elas os repudiavam e gritavam que eles eram feios os humilhando e deixando com cara de patéticos, Angélica não queria saber de sexo aquela noite, aquela noite seria uma diversão nada sexual, queria apenas beber.
Depois de passarem por muitos bares, nada que bebiam parava em seus estômagos, às duas garotas totalmente bêbadas, abraçadas cantavam Drive My Car dos Beatles e riam, e na madrugada já em seu final, podia-se ouvir de longe a cantoria daquelas garotas totalmente bêbadas.
Na Manhã do mesmo dia, Angélica acordou e resolveu que tinha que ir embora, arrumou suas coisas, pegou o dinheiro pela noite de trabalho e se despediu de todas às garotas e de Jaque. Angélica e jaque não quiseram trocar telefones, não iriam provavelmente nunca mais se encontrar, mas aquela amizade feita em uma noite ficaria sempre em suas lembranças, angélica foi para o metrô sentido Jabaquara de lá pegaria alguma van e dentro de 1 hora estaria em casa, “preciso dormir” pensava Angélica, que cada vez que pensava em toda á loucura que havia vivido em 24 horas, abria um sorriso, e às vezes sussurrava Drive My Car e gargalhava, às pessoas que estavam no mesmo vagão a olhavam com aquele olhar de puro repudio, “foda-se todos” pensava Angélica e sorria.
Desceu na estação Jabaquara, encontrou uma van já de saída e a pegou, em menos de 5 minutos de trajeto, Angélica já dormia feito uma criança.
Aquela com certeza não foi a primeira e muito menos seria a última experiência de Angélica.
Angélica era uma garota cheia de vida, adorava novas experiências, e jamais recusava algo que lhe agradasse, queria experimentar novas coisas e sempre dizia para si mesma "foda-se, a vida é uma só, tenho que curtir minha vida como a Courtney Love hollywoodiana" e era exatamente o que fazia, no reveillon em Santos, conheceu por curiosidade um grupo de pessoas, essas pessoas chamaram sua atenção, e sem pudor algum se aproximou delas, havia um homem gordo deitado no chão com duas garotas de biquíni o pisoteando, se aproximou com curiosidade e perguntou o que estava acontecendo, com a voz já um pouco alterada devido ás bebidas que havia tomado, o homem mandou que ela a pisoteasse, e ela o fez com um sorriso de satisfação no rosto e o pé imundo devido a caminhada descalça que estava fazendo. Neste grupo descobriu que o homem gordo estava acompanhado de sua mulher, conheceu o casal, a mulher alta e esguia, um corpo bem torneado, adornado por belas tatuagens, cabelos loiros e com certeza uns quarenta anos, o marido, um gordo, alto com uma voz poderosa, com os cabelos rasos e uma cara bastante simpática, Angélica queria bebida, e lá eles tinham a bebida a oferecer, e foi isso que fez bebeu até o máximo que seu fígado podia agüentar.
- Você é daqui mesmo? Perguntou a mulher loira para Angélica.
- Sim moro em Santos. Respondeu Angélica acendendo um cigarro e disparando a fumaça azul em direção ao céu.
- Vamos para São Paulo com a gente! Nós temos uma casa lá, você trabalha conosco.
- Vai se fuder, não sou prostituta!
- Não Angélica, não é esse tipo de casa, nós temos uma casa de podolatria.
- Podolatria! Não sei não.
- É sério, achei seu pé lindo, você se daria muito bem, e às pessoas te pagariam para ser pisoteadas. Você iria pisar e bater em todo tipo de doido sado.
- Quando?
- Quando quiser.
A mulher entregou o seu telefone e endereço da casa e pediu para Angélica passar lá quando quisesse.
Angélica voltou para sua casa decidida a ir ver o que seria aquela nova experiência, e foi o que fez quatro dias depois, pegou algumas roupas, e foi para rodoviária, destino São Paulo - Osasco.
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Chegou em Osasco depois de mais ou menos duas horas de viagem, foi destino a estação de trem e pegou a linha B Diamante sentindo a estação Palmeiras Barra Funda, chegou na Barra Funda, 20 minutos depois e fez a baldeação rumo a Sé, desceu na estação Anhangabaú e foi caminhando até a rua Nestor Pestana.
Chegou ao seu destino após alguns minutos de caminhada e de perguntas para taxistas de como chegar. Finalmente encontrou o local que estava marcado no papel que Angélica anotou após finalmente ter ligado para a mulher que havia conhecido.
Pronto, lá estava Angélica, tocou a campainha e foi atendida pelo homem gordo, que logo que a viu esboçou um sorriso de orelha a orelha, dando um abraço e a convidando para entrar com bastante receptividade.
Logo que chegou foi apresentada para as meninas que trabalhavam lá, fez amizade com algumas e bebeu, foi descansar em um dos quartos, tomou banho, se arrumou e desceu já no final da noite.
Ouviu às regras da casa.
- É proibido todo e qualquer contato físico da canela para cima, proibido sexo e troca de telefones, e-mails ou qualquer merda moderna. – dizia um homem que provavelmente era o segurança pelo tamanho e imponência.
Angélica não sabia direito o que estava fazendo ali, mas simplesmente a bebida era de graça e passar um final de semana em São Paulo de forma diferente a atraiu, ela olhou para o lado com seu copo de Vodca na mão e viu um homem de quase 1,90 de altura sair de uma sala escura, por mais que seus olhos não acreditassem no que estava vendo, o homem estava vestindo uma cinta-liga, e já saiu sendo chicoteado por uma das meninas, ela deu um sorriso e pensou “foda-se a bebida é de graça".
Passou por cima de alguns sujeitos e os caras sentiam prazer em ser pisoteados, e ela pisoteava sem a menor dor e pudor, no final das contas Angélica estava se divertindo.
Com a bebida na metade da madrugada, nada era mais estranho para Angélica, tudo já estava sendo perfeitamente normal, mas tudo aquilo era demais, e ela resolveu que aquela seria uma única experiência, que não prolongaria aquilo para mais uma noite. Definitivamente não podia ficar em um lugar que se podia beber trabalhando, não daria certo.
Quando eram 03h30min da madrugada, Angélica resolveu sair, queria curtir um pouco São Paulo. Havia conhecido uma garota, o nome era Jaque. A garota também era do litoral, e estava ali a alguns dias a mais que Angélica, já havia saído algumas vezes, e vez ou outra transava com algum sortudo que encontrava em um bar.
Resolverão sair de lá, Jaque conhecia alguns lugares, e aquela noite com certeza seria uma noite agradável para se beber.
- Para onde vamos? Perguntou Angélica.
- Conhece a Rua Augusta?
- Só de nome.
- Pronto vamos para lá, tem muita coisa engraçada e a bebida não é tão cara.
- Ótimo, quero beber. Disse Angélica com a voz alterada, mas ainda lúcida o bastante para saber que aquele fim de madrugada ainda seria muito bom.
Pegaram um taxi, após alguns poucos minutos chegavam a Rua Augusta, pagaram a corrida e desembarcaram, estavam na maior Sodoma e Gomora de São Paulo, pararam em um boteco e beberam para começar a noite, após alguns drinks e risadas saíram e foram caminhar. Às duas garotas eram totalmente parecidas, bebiam, vomitavam e riam, riam tão alto que suas gargalhadas faziam uma junção perfeita com a noite de São Paulo, algumas pessoas mais tradicionais passavam e às fulminavam com o olhar, elas não estavam nem ai, quem estivesse incomodado que fosse para casa dormir, a noite era delas e elas usavam da melhor maneira possível, bebericando em cada bar que passavam, saiam, vomitavam e bebiam mais, eram alma gêmeas de copo, sabiam como se divertir, alguns caras passavam e tentavam se aproximar, elas os repudiavam e gritavam que eles eram feios os humilhando e deixando com cara de patéticos, Angélica não queria saber de sexo aquela noite, aquela noite seria uma diversão nada sexual, queria apenas beber.
Depois de passarem por muitos bares, nada que bebiam parava em seus estômagos, às duas garotas totalmente bêbadas, abraçadas cantavam Drive My Car dos Beatles e riam, e na madrugada já em seu final, podia-se ouvir de longe a cantoria daquelas garotas totalmente bêbadas.
Quando já não agüentavam mais tanta bebida, resolveram pegar um táxi e voltar, contaram todas às moedas e juntaram notas amassadas para negociar um preço de corrida, o taxista aceitou o valor oferecido e às levou de volta à casa de podolatria, entraram, o segurança com um ar de repúdio por ver às garotas naquela situação às deixou entrar, Angélica e Jaque estavam tão bêbadas que não se deram ao trabalho de procurar algum lugar para dormir, sentaram juntas no chão e bêbadas se abraçaram, encostadas em uma coluna e dormiram como se já se conhecessem há séculos.Baby you can drive my car
Yes I'm gonna be a star
Baby you can drive my car
And maybe I love you
Beep beep'm beep beep yeah
Na Manhã do mesmo dia, Angélica acordou e resolveu que tinha que ir embora, arrumou suas coisas, pegou o dinheiro pela noite de trabalho e se despediu de todas às garotas e de Jaque. Angélica e jaque não quiseram trocar telefones, não iriam provavelmente nunca mais se encontrar, mas aquela amizade feita em uma noite ficaria sempre em suas lembranças, angélica foi para o metrô sentido Jabaquara de lá pegaria alguma van e dentro de 1 hora estaria em casa, “preciso dormir” pensava Angélica, que cada vez que pensava em toda á loucura que havia vivido em 24 horas, abria um sorriso, e às vezes sussurrava Drive My Car e gargalhava, às pessoas que estavam no mesmo vagão a olhavam com aquele olhar de puro repudio, “foda-se todos” pensava Angélica e sorria.
Desceu na estação Jabaquara, encontrou uma van já de saída e a pegou, em menos de 5 minutos de trajeto, Angélica já dormia feito uma criança.
Aquela com certeza não foi a primeira e muito menos seria a última experiência de Angélica.
sábado, 28 de novembro de 2009
passado deve continuar sendo passado!
Tenho que levantar cedo;
Pegar trem lotado.
Tudo isso para ficar preso durante dez horas por dia.
Passamos a vida trabalhando e quando nos aposentamos, morremos.
Pensar nisso é injusto com a nossa vida;
Precisamos comer, precisamos nos vestir, precisamos viver.
Hoje olho para o céu, vejo o sol e às nuvens se misturando a poluição.
hoje tenho muitas responsabilidades e não sei se as quero!
Quero voltar a ser criança.
Quero voltar a andar descalço, quero voltar a sentar na calçada e falar bobagens!
Não posso voltar a ser como era, hoje caminho olhando somente para frente.
Olho para trás com boas lembranças, mas passado deve continuar sendo passado.
Pegar trem lotado.
Tudo isso para ficar preso durante dez horas por dia.
Passamos a vida trabalhando e quando nos aposentamos, morremos.
Pensar nisso é injusto com a nossa vida;
Precisamos comer, precisamos nos vestir, precisamos viver.
Hoje olho para o céu, vejo o sol e às nuvens se misturando a poluição.
hoje tenho muitas responsabilidades e não sei se as quero!
Quero voltar a ser criança.
Quero voltar a andar descalço, quero voltar a sentar na calçada e falar bobagens!
Não posso voltar a ser como era, hoje caminho olhando somente para frente.
Olho para trás com boas lembranças, mas passado deve continuar sendo passado.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
Quero sentir menos dor nas costas!
Como à vida passa rápido para alguns;
Qual o motivo de não aproveitarmos coisa alguma na vida?
Vivemos para juntar riquezas e quando alcançamos nossos objetivos, estamos pronto para vestir um "terno de madeira".
Será que nunca aprendemos?
Ainda ontem vi como o tempo está diferente, o verão não é mais verão.
O inverno não é mais inverno.
No meio de uma tarde ensolarada de sábado, cai uma tempestade, que faz seu sangue congelar nas veias.
Ainda ontem andava de bicicleta, hoje mal consigo andar alguns minutos.
Será que é o cigarro?
Não sei e também não quero ter resposta para tudo!
Quero algumas vezes passar por tudo sem errar, mas, é muito dificil.
Quero sentir menos dor nas costas.
Será que ainda teremos sol ou chuva daqui a mil anos?
Não sei e também não quero ter respostas para tudo.
Quero dar um passo de cada vez, e sentir a brisa tocar meu rosto.
Desde ontem, vivo o hoje e não penso no amanhã.
Será que estou errado?
Não sei e não tenho todas às respostas para minha vida.
Quero sentir menos dor nas costas.
Qual o motivo de não aproveitarmos coisa alguma na vida?
Vivemos para juntar riquezas e quando alcançamos nossos objetivos, estamos pronto para vestir um "terno de madeira".
Será que nunca aprendemos?
Ainda ontem vi como o tempo está diferente, o verão não é mais verão.
O inverno não é mais inverno.
No meio de uma tarde ensolarada de sábado, cai uma tempestade, que faz seu sangue congelar nas veias.
Ainda ontem andava de bicicleta, hoje mal consigo andar alguns minutos.
Será que é o cigarro?
Não sei e também não quero ter resposta para tudo!
Quero algumas vezes passar por tudo sem errar, mas, é muito dificil.
Quero sentir menos dor nas costas.
Será que ainda teremos sol ou chuva daqui a mil anos?
Não sei e também não quero ter respostas para tudo.
Quero dar um passo de cada vez, e sentir a brisa tocar meu rosto.
Desde ontem, vivo o hoje e não penso no amanhã.
Será que estou errado?
Não sei e não tenho todas às respostas para minha vida.
Quero sentir menos dor nas costas.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
Você é Alcoólatra?
Estava começando a ficar totalmente deprimido, não queria fazer nada alem de fumar cigarros e ficar deitado na cama ouvindo Kiss FM, algumas vezes alguém tocava a campainha e eu fingia que não havia ninguém, mesmo o som estando alto, é que em certos momentos é muito melhor ficar escondido feito uma tartaruga em seu casco do que aparecer e ter que ouvir perguntas do tipo por que eu não fazia mais a barba, por que eu não cortava o meu cabelo ou escovava os meus dentes, isso tudo me deixava de extremo mau humor, já eram 3 da tarde de um belo sábado de sol.
O telefone começou a tocar com sua chata e insistente campainha, deixei tocar por algum tempo pensando que quem quer que fosse desistiria, foi em vão, o telefone parecia o sino da Catedral da Sé com o seu brim brim chato e aquilo me irritou até que me levantei do sofá e somente de cuecas e fui atender.
- Alô, quem é? – perguntei em um tom totalmente grosseiro.
- Boa Tarde, por gentileza o senhor Andrei Brandão.
- Sou eu.
- Senhor Andrei Brandão, aqui é da Central de Atendimento do Banco do Brasil, estou ligando referente a uma pendência em seu nome no seguinte produto, Ourocard Visa. O senhor está ciente desta pendência em seu nome?
- Sim diabos é claro que estou!
- O senhor tem um prazo para resolução desta pendência?
- Sim segunda feira.
- Ok, agendei seu pagamento para está data. O Banco do Brasil agradece sua atenção tenha uma boa tarde.
- Grato, passar bem.
Coloquei o telefone de volta no gancho, é claro que não ia pagar segunda, mas isso é uma boa tática contra cobranças por telefone, fui até a instante, olhei alguns CDs, e resolvi colocar para tocar o Babes In Arms do MC5, enquanto começava a primeira faixa do disco que era Shaking Street, que alias era a minha favorita do disco fui para banheiro sentei na latrina dei uma cagada daquelas, acendi um cigarro enquanto cagava e fiquei pensando na minha vida.
Terminei a “evacuação”, levantei e me limpei, sempre olhando o papel sujo, liguei o chuveiro e tomei um banho, já devia fazer uns 3 dias que não tomava banho, escovei os dentes debaixo do chuveiro, sai nu pela casa, fui até o quarto, abri o armário e coloquei uma camiseta do The Who, coloquei meu blue jeans, peguei meu Nike surrado e calcei o tênis sem saber ainda o que iria fazer.
Resolvi sair, eram quase 6 horas, o céu já estava perdendo seus tons claros e a escuridão ia invadindo o dia, peguei o ônibus, e fui em direção a Avenida Paulista, sem direção e muito menos rumo, diabos minhas férias estavam no último final de semana, isso fazia com que eu perdesse todo e qualquer senso de direção sobre a minha vida, precisava parar de trabalhar.
Desci no ponto do Masp, caminhei pela avenida. Fazia uma noite agradável, uma bela noite de verão, com belas mulheres na rua, famílias inteiras juntas saindo para caminhar e levar seus cachorros para cagar na calçada, às ruas cada vez mais pareciam campos minados de bosta de animais, isso me chateava pois algumas pessoas tem um faro maravilhoso para pisarem em fezes e eu era uma dessas pessoas, o pior mesmo era chegar bêbado em casa entrar no apartamento dormir e descobrir no outro dia de manhã que o carpete do quarto estava marcado pela bosta pisada na noite anterior, e que o cheiro de merda canina demoraria dias ou até semanas para sair.
Fui andando em direção a gazeta, iria ficar em algum bar perto do Black Dog.
Quem sabe encontro umas tiriças e arranjo uma foda esta noite. Pensei.
Cheguei a um bar, estava bastante vazio, também ainda era cedo, sentei olhei para a televisão que estava sintonizada na globo e vi que passava a novela, merda como eu queria que às televisões de bares só tivessem jogos para passar, infelizmente às novelas tomam conta do nosso país. Veio um garçom com cara de bichona e com um cheiro bem desagradável de loção pós barba e parou na minha frente com cara de manequim de defunto, olhei para ele e pedi.
- Uma Skol campeão!
- Bem gelada amigo?
Não pega a garrafa mais quente seu merda filho de uma puta amazonense e enfia no teu cu. – pensei, mas não falei nada, não tinha culhão aquela noite para uma briga, apenas sorri e assenti com a cabeça.
Uns dois minutos, e já estava bebendo e fumando um cigarro. Fiquei observando às pessoas passarem e quando já estava no final da minha cerveja avistei de longe um rosto conhecido.
- Andrei! E ai amor de boa?
- Sim!E ai baby, o que pega?
Era à Flavinha, uma bagunçada total que eu conhecia, até que bonita, mas bem acabada para os seus 25 anos.
- Então chuchu, vai ter uma festa na casa da Ângela.
- Quem é Ângela?
- A mina que sempre fica na Paulista bebendo, você a conheceu da última vez que bebemos juntos!
- Não me lembro baby.
- Deixa pra lá! Você está a fim de ir?
- Pode ser, onde é?
- Fica no paraíso.
- Hehe bem sugestivo o lugar.
- Precisa levar um Drink.
- Claro você está indo para lá agora?
- Estou sim.
- Já comprou o drink para levar?
- Ainda não chuchu!
- Vamos passar no extra da Brigadeiro então!
- Claro porque não, lá é bem mais barato.
Virei o restante da cerveja em uma única talagada e dei cinco pratas para o garçom.
- Vou buscar seu troco senhor. Disse-me o garçom com cara de bichona.
- Pode ficar com o troco campeão.
Pronto fiz minha ação do dia, deixei o troco para aquela bixa comprar preservativo para o seu macho e não pegar AIDS.
Fomos para o extra, conversando algumas trivialidades, entramos e fomos direto na direção das bebidas, peguei uma garrafa de Vodca e ela pegou uma de conhaque, pronto à noite estaria ganha, iria beber o suficiente para defecar mole uns dois dias, passamos no caixa e pagamos nossa compra, saímos e fomos em direção a estação de metro.
--------------------------------------------xxx----------------------------------------
Chegamos ao Bairro do Paraíso, Flavinha me disse que a Ângela era tudo de bom, que era uma mulher que lia Kerouac, Norman Mailer e Bukowski, que trabalhava com publicidade, que era Bissexual, e que ouvia desde Television até Chico Buarque, realmente pelo que a Flavinha me falou essa devia ser a mulher mais interessante do mundo, mas tudo tem um porem, e com certeza ela devia ser feia e gorda.
Descemos até a Rua Pelotas passamos pelo Multi Shopping e pelo Sesc Vila Mariana, e paramos em frente a uma casa próxima a um colégio.
- É aqui chuchu!
Flavinha logo tocou a campainha ficamos esperando, saiu um homem de uns 30 anos com uma barba gigante e o cabelo bem curto, um alargador gigante na orelha, tatuagens no braço, e deveria ter uns dois metros, olhou para mim com uma cara nada simpática, mas assim que viu a Flavinha abriu um sorriso.
- Rafão, tudo bem com você meu querido.
- Tudo boneca, você chegou cedo!
- É, resolvi chegar cedo para preparar uns drinks.
- Quem é seu amigo?
- Este é o Andrei.
Apertamos a mão, ele tinha um aperto de mão forte, mas logo abriu um sorriso e disse para eu ficar a vontade, mais tarde descobri que ele era dono de uma loja de camisetas na galeria do Rock e dividia a casa com a Ângela.
Entramos e a Flavinha pegou às garrafas e foi direto para a cozinha.
- E ai cara, vai uma cerveja. Ele me perguntou.
- Claro brother.
Bebemos sem nos falar, ficamos apenas sentados, e a cada minuto chegava mais gente, A casa estava lotada e cada vez mais bebidas chegando.
Ângela desceu às escadas, era linda, como aquilo era possível, alguém inteligente, com bom gosto e linda, vestia um vestido roxo que valoriza cada curva do seu corpo e deixava a mostra suas belas pernas. Usava um sapato melissa preto, com desenho da mulher maravilha, tinha algumas tatuagens, seus cabelos lisos e castanhos até a altura dos ombros e olhos escuros, grandes e profundos, donos talvez de toda a sabedoria do universo.
Flavinha nos apresentou, e Ângela elogiou minha camiseta, ficamos conversando sobre música, filmes e bandas de rock, alguém colocou para tocar Cold War Kids.
- Conhece essa banda? Ela me perguntou!
- Claro, eles são muito foda.
- Vejo que você tem um bom gosto e que conhece bastante de música.
- Curto muito ouvir boa música, qualquer coisa que eu faça com música sai melhor.
- Excelente filosofia, o que você faz para viver?
- Trabalho na área de marketing, sou designer gráfico.
- Interessante heim! Você me parece bem novo.
- Só aparência baby!
- Qual o seu escritor favorito? Ela me perguntou.
- Bukowski com certeza, curto muito ler esse cara.
- Ele é ótimo. Você escreve também?
- Nem um pouco.
Ficamos em silencio um minuto e ao fundo tocava God, Make Up Your Mind, a noite estava boa, minha cerveja acabou.
- Vou buscar uma cerveja, você quer? Perguntei.
- Não hoje estou bebendo só quente.
Fui até a cozinha, peguei uma garrafa de Rum na geladeira, preparei um copo, e virei em uma única talagada, peguei uma cerveja e voltei para sala, procurei Ângela e não a encontrei, estava uma bela bagunça e a musica já era outra, agora tocava Repulsion do Dinosaur Jr., virei minha cerveja e voltei à cozinha, logo atrás de mim veio o Rafão, peguei uma cerveja para mim e outra para ele, ele me pediu a garrafa de Vodca que estava no congelador, peguei e ele preparou dois drinks de vodca com Pepsi, bebemos.
- Você parece uma esponja cara. Ele me disse.
- Curto beber.
- A Flavia me disse que você bebe demais.
- Gosto muito de beber, abre sua mente, te deixa bem e faz com que você seja verdadeiro.
- Estou vendo, você nunca passa mal.
- Diabos é claro que sim, todas às vezes que bebo passo mal, bebo demais.
- Você é alcoólatra?
- Não tenho resposta para isso. O que é isso uma entrevista?
- Estou me sentindo bêbado com este drink que tomamos.
- Vou preparar outro para a gente.
- Não para mim já basta.
- Diabos é claro que não basta, vamos beba. Disse lhe dando o copo.
Ele virou e vi que segurou o vomito, porem não conseguiu por muito tempo, virou e vomitou na pia da cozinha mesmo.
- Meu Deus, só tinha vodca, você não colocou quase nada de refrigerante. Ele falou com a voz mole, reparei que do seu nariz saia algo.
- Coloquei apenas o suficiente.
- Meu Deus. Espero nunca mais beber com você!
Fiquei com o olhar fixo no seu nariz e aquele treco estranho saindo, vi que caiu em sua boca e ele passou a língua, realmente ele não devia beber muito.
Ele saiu da cozinha cambaleando e subiu às escadas para o piso superior da casa, reparei que ele quase caiu às escadas ao menos três vezes.
Preparei mais um drink de Vodca com Pepsi, virei em uma única talagada, matei também o restante da lata de cerveja e peguei mais uma, voltei para sala, que estava totalmente escura, apenas luz de velas e um som baixo que eu não consegui distinguir prevaleciam naquele ambiente, havia alguns movimentos estranhos em alguns pontos da sala, eram casais trepando por todos os lados, aquele lugar devia ser algum tipo de inferno na terra, um pedaço da luxuria do ser humano, o que sobrou de Sodoma.
Avistei Ângela encostada em um sofá, de pernas abertas, ela me olhou com uma cara do tipo de quem quer levar uma pirocada, sentei ao seu lado e a beijei.
- Eu amo você baby. Eu disse.
Continuei a beija - lá, coloquei minha mão no meio das suas pernas e afastei sua calcinha com meus dedos, ela ficou molhada assim que a penetrei com meus dedos e soltou um gemido em meu ouvido, enquanto a penetrava com os meus dedos, com a outra mão pegava em seus seios e com a boca a beijava.
- Vamos subir para o seu quarto?
- Não dá, hãaaa tem muita gente lá em cima trepando, vamos ficar aqui mesmo.
- Ela abriu o zíper da minha calça e me deu uma belíssima chupada, chupou até eu gozar, e depois engoliu até a última gota, levantou a cabeça e me beijou, montou em cima de mim e trepamos ali mesmo no sofá, gozamos juntos, ela me mordeu a orelha, gritou, gemeu, me aranhou e assim como montou em cima de mim, saiu e deitou em meu colo, dormiu, peguei minha lata que havia deixado no chão quando sentei no sofá, estava quente, tomei mesmo assim, fiquei olhando para o teto e dormi também.
----------------------------------------xxx---------------------------------------------
Acordei com o sol batendo na minha cara e aquele cheiro de pão na chapa, olhei para baixo e estava coberto com uma manta azul e amarela. Levantei e fui à cozinha. Olhei no relógio e já eram mais de 9 horas da manhã, Ângela estava preparando pão na chapa e café com leite, assim que me viu pulou em meu colo e me deu um longo beijo, eu estava com um hálito horrível, mas ela nem se importou, enfiou a língua na minha garganta e me deu um abraço, ela vestia apenas uma bermuda jeans e uma camiseta do Pearl Jan, seus seios estavas ouriçados, pois pude perceber o volume de seus mamilos através da camiseta, fui ao banheiro joguei uma água no rosto e arrumei o cabelo.
- O café está pronto, fiz pão na chapa e café com leite para você.
- Obrigado. Cadê todo mundo?
- Foram embora faz tempo.
- Porque você não me acordou antes?
- Tentei, mas você estava dormindo tão gostoso, que deixei você dormir.
Sentei a mesa e tomamos café ela me falou tudo sobre sua vida, sobre seu trabalho e de como foi suas experiências com homens e mulheres, disse que eu havia sido o melhor nos últimos tempos e que agora queria sossegar.
- Você mora sozinho Andrei?
- Sim, gosto da solidão e de fazer o que eu bem entender.
- Vem morar comigo.
- Uh, não sei, acabamos de nos conhecer baby, e se você enjoar da minha cara e me mandar embora?
- Sabe o Rafão?
- Sim o que tem ele?
- Era meu namorado, veio morar aqui comigo e depois de um tempo nos separamos, ele ficou aqui em casa para ajudar a pagar o aluguel e viramos amigos, caso nós dois não de certo, você fica aqui como meu amigo.
- Juro que vou pensar boneca.
- Acho que nos daríamos bem, temos gostos bem parecidos.
- Pode ser baby, agora preciso ir embora.
- Ok. Ela se levantou pegou um pedaço de papel e anotou seu telefone, disse para eu ligar para ela, eu disse que ligaria.
Ela me acompanhou até o portão me lascou um beijo e deu tchau, fui embora sem nem ao menos passar um pouco de pasta de dente na boca, na certa, mesmo depois de ter comido devia ainda estar com um hálito repugnante.
-----------------------------------------xxx-------------------------------------------
Cheguei em casa, tirei toda a minha roupa, fui até a instante peguei o disco The Rise And Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars e senti minha barriga me alertar para uma iminente cagada, coloquei o CD para tocar, fui até minha cozinha, peguei na geladeira uma lata de Itaipava, abri e dei um gole, soltei um peido, senti que o próximo seria fatal, fui ao banheiro, sentei na latrina e fiquei pensando na minha vida.
Diabos amanhã é segunda, e terei que trabalhar, mas que merda de vida.
Soltei um peido "acompanhado", senti uma forte dor abdominal e prometi que não iria mais misturar bebidas para não ter mais essas dores na barriga, olhei para a lata de cerveja que tinha levado para o banheiro e pensei em não beber, mas não fiz isso, tomei toda a cerveja durante minha estadia na latrina, é claro que não cumpri a promessa de nunca mais misturar bebidas, no outro final de semana misturei tudo e sim tive dor de barriga no outro dia de novo, quanto a ir morar com a Ângela, isso seria uma coisa a se pensar.
O telefone começou a tocar com sua chata e insistente campainha, deixei tocar por algum tempo pensando que quem quer que fosse desistiria, foi em vão, o telefone parecia o sino da Catedral da Sé com o seu brim brim chato e aquilo me irritou até que me levantei do sofá e somente de cuecas e fui atender.
- Alô, quem é? – perguntei em um tom totalmente grosseiro.
- Boa Tarde, por gentileza o senhor Andrei Brandão.
- Sou eu.
- Senhor Andrei Brandão, aqui é da Central de Atendimento do Banco do Brasil, estou ligando referente a uma pendência em seu nome no seguinte produto, Ourocard Visa. O senhor está ciente desta pendência em seu nome?
- Sim diabos é claro que estou!
- O senhor tem um prazo para resolução desta pendência?
- Sim segunda feira.
- Ok, agendei seu pagamento para está data. O Banco do Brasil agradece sua atenção tenha uma boa tarde.
- Grato, passar bem.
Coloquei o telefone de volta no gancho, é claro que não ia pagar segunda, mas isso é uma boa tática contra cobranças por telefone, fui até a instante, olhei alguns CDs, e resolvi colocar para tocar o Babes In Arms do MC5, enquanto começava a primeira faixa do disco que era Shaking Street, que alias era a minha favorita do disco fui para banheiro sentei na latrina dei uma cagada daquelas, acendi um cigarro enquanto cagava e fiquei pensando na minha vida.
Terminei a “evacuação”, levantei e me limpei, sempre olhando o papel sujo, liguei o chuveiro e tomei um banho, já devia fazer uns 3 dias que não tomava banho, escovei os dentes debaixo do chuveiro, sai nu pela casa, fui até o quarto, abri o armário e coloquei uma camiseta do The Who, coloquei meu blue jeans, peguei meu Nike surrado e calcei o tênis sem saber ainda o que iria fazer.
Resolvi sair, eram quase 6 horas, o céu já estava perdendo seus tons claros e a escuridão ia invadindo o dia, peguei o ônibus, e fui em direção a Avenida Paulista, sem direção e muito menos rumo, diabos minhas férias estavam no último final de semana, isso fazia com que eu perdesse todo e qualquer senso de direção sobre a minha vida, precisava parar de trabalhar.
Desci no ponto do Masp, caminhei pela avenida. Fazia uma noite agradável, uma bela noite de verão, com belas mulheres na rua, famílias inteiras juntas saindo para caminhar e levar seus cachorros para cagar na calçada, às ruas cada vez mais pareciam campos minados de bosta de animais, isso me chateava pois algumas pessoas tem um faro maravilhoso para pisarem em fezes e eu era uma dessas pessoas, o pior mesmo era chegar bêbado em casa entrar no apartamento dormir e descobrir no outro dia de manhã que o carpete do quarto estava marcado pela bosta pisada na noite anterior, e que o cheiro de merda canina demoraria dias ou até semanas para sair.
Fui andando em direção a gazeta, iria ficar em algum bar perto do Black Dog.
Quem sabe encontro umas tiriças e arranjo uma foda esta noite. Pensei.
Cheguei a um bar, estava bastante vazio, também ainda era cedo, sentei olhei para a televisão que estava sintonizada na globo e vi que passava a novela, merda como eu queria que às televisões de bares só tivessem jogos para passar, infelizmente às novelas tomam conta do nosso país. Veio um garçom com cara de bichona e com um cheiro bem desagradável de loção pós barba e parou na minha frente com cara de manequim de defunto, olhei para ele e pedi.
- Uma Skol campeão!
- Bem gelada amigo?
Não pega a garrafa mais quente seu merda filho de uma puta amazonense e enfia no teu cu. – pensei, mas não falei nada, não tinha culhão aquela noite para uma briga, apenas sorri e assenti com a cabeça.
Uns dois minutos, e já estava bebendo e fumando um cigarro. Fiquei observando às pessoas passarem e quando já estava no final da minha cerveja avistei de longe um rosto conhecido.
- Andrei! E ai amor de boa?
- Sim!E ai baby, o que pega?
Era à Flavinha, uma bagunçada total que eu conhecia, até que bonita, mas bem acabada para os seus 25 anos.
- Então chuchu, vai ter uma festa na casa da Ângela.
- Quem é Ângela?
- A mina que sempre fica na Paulista bebendo, você a conheceu da última vez que bebemos juntos!
- Não me lembro baby.
- Deixa pra lá! Você está a fim de ir?
- Pode ser, onde é?
- Fica no paraíso.
- Hehe bem sugestivo o lugar.
- Precisa levar um Drink.
- Claro você está indo para lá agora?
- Estou sim.
- Já comprou o drink para levar?
- Ainda não chuchu!
- Vamos passar no extra da Brigadeiro então!
- Claro porque não, lá é bem mais barato.
Virei o restante da cerveja em uma única talagada e dei cinco pratas para o garçom.
- Vou buscar seu troco senhor. Disse-me o garçom com cara de bichona.
- Pode ficar com o troco campeão.
Pronto fiz minha ação do dia, deixei o troco para aquela bixa comprar preservativo para o seu macho e não pegar AIDS.
Fomos para o extra, conversando algumas trivialidades, entramos e fomos direto na direção das bebidas, peguei uma garrafa de Vodca e ela pegou uma de conhaque, pronto à noite estaria ganha, iria beber o suficiente para defecar mole uns dois dias, passamos no caixa e pagamos nossa compra, saímos e fomos em direção a estação de metro.
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Chegamos ao Bairro do Paraíso, Flavinha me disse que a Ângela era tudo de bom, que era uma mulher que lia Kerouac, Norman Mailer e Bukowski, que trabalhava com publicidade, que era Bissexual, e que ouvia desde Television até Chico Buarque, realmente pelo que a Flavinha me falou essa devia ser a mulher mais interessante do mundo, mas tudo tem um porem, e com certeza ela devia ser feia e gorda.
Descemos até a Rua Pelotas passamos pelo Multi Shopping e pelo Sesc Vila Mariana, e paramos em frente a uma casa próxima a um colégio.
- É aqui chuchu!
Flavinha logo tocou a campainha ficamos esperando, saiu um homem de uns 30 anos com uma barba gigante e o cabelo bem curto, um alargador gigante na orelha, tatuagens no braço, e deveria ter uns dois metros, olhou para mim com uma cara nada simpática, mas assim que viu a Flavinha abriu um sorriso.
- Rafão, tudo bem com você meu querido.
- Tudo boneca, você chegou cedo!
- É, resolvi chegar cedo para preparar uns drinks.
- Quem é seu amigo?
- Este é o Andrei.
Apertamos a mão, ele tinha um aperto de mão forte, mas logo abriu um sorriso e disse para eu ficar a vontade, mais tarde descobri que ele era dono de uma loja de camisetas na galeria do Rock e dividia a casa com a Ângela.
Entramos e a Flavinha pegou às garrafas e foi direto para a cozinha.
- E ai cara, vai uma cerveja. Ele me perguntou.
- Claro brother.
Bebemos sem nos falar, ficamos apenas sentados, e a cada minuto chegava mais gente, A casa estava lotada e cada vez mais bebidas chegando.
Ângela desceu às escadas, era linda, como aquilo era possível, alguém inteligente, com bom gosto e linda, vestia um vestido roxo que valoriza cada curva do seu corpo e deixava a mostra suas belas pernas. Usava um sapato melissa preto, com desenho da mulher maravilha, tinha algumas tatuagens, seus cabelos lisos e castanhos até a altura dos ombros e olhos escuros, grandes e profundos, donos talvez de toda a sabedoria do universo.
Flavinha nos apresentou, e Ângela elogiou minha camiseta, ficamos conversando sobre música, filmes e bandas de rock, alguém colocou para tocar Cold War Kids.
- Conhece essa banda? Ela me perguntou!
- Claro, eles são muito foda.
- Vejo que você tem um bom gosto e que conhece bastante de música.
- Curto muito ouvir boa música, qualquer coisa que eu faça com música sai melhor.
- Excelente filosofia, o que você faz para viver?
- Trabalho na área de marketing, sou designer gráfico.
- Interessante heim! Você me parece bem novo.
- Só aparência baby!
- Qual o seu escritor favorito? Ela me perguntou.
- Bukowski com certeza, curto muito ler esse cara.
- Ele é ótimo. Você escreve também?
- Nem um pouco.
Ficamos em silencio um minuto e ao fundo tocava God, Make Up Your Mind, a noite estava boa, minha cerveja acabou.
- Vou buscar uma cerveja, você quer? Perguntei.
- Não hoje estou bebendo só quente.
Fui até a cozinha, peguei uma garrafa de Rum na geladeira, preparei um copo, e virei em uma única talagada, peguei uma cerveja e voltei para sala, procurei Ângela e não a encontrei, estava uma bela bagunça e a musica já era outra, agora tocava Repulsion do Dinosaur Jr., virei minha cerveja e voltei à cozinha, logo atrás de mim veio o Rafão, peguei uma cerveja para mim e outra para ele, ele me pediu a garrafa de Vodca que estava no congelador, peguei e ele preparou dois drinks de vodca com Pepsi, bebemos.
- Você parece uma esponja cara. Ele me disse.
- Curto beber.
- A Flavia me disse que você bebe demais.
- Gosto muito de beber, abre sua mente, te deixa bem e faz com que você seja verdadeiro.
- Estou vendo, você nunca passa mal.
- Diabos é claro que sim, todas às vezes que bebo passo mal, bebo demais.
- Você é alcoólatra?
- Não tenho resposta para isso. O que é isso uma entrevista?
- Estou me sentindo bêbado com este drink que tomamos.
- Vou preparar outro para a gente.
- Não para mim já basta.
- Diabos é claro que não basta, vamos beba. Disse lhe dando o copo.
Ele virou e vi que segurou o vomito, porem não conseguiu por muito tempo, virou e vomitou na pia da cozinha mesmo.
- Meu Deus, só tinha vodca, você não colocou quase nada de refrigerante. Ele falou com a voz mole, reparei que do seu nariz saia algo.
- Coloquei apenas o suficiente.
- Meu Deus. Espero nunca mais beber com você!
Fiquei com o olhar fixo no seu nariz e aquele treco estranho saindo, vi que caiu em sua boca e ele passou a língua, realmente ele não devia beber muito.
Ele saiu da cozinha cambaleando e subiu às escadas para o piso superior da casa, reparei que ele quase caiu às escadas ao menos três vezes.
Preparei mais um drink de Vodca com Pepsi, virei em uma única talagada, matei também o restante da lata de cerveja e peguei mais uma, voltei para sala, que estava totalmente escura, apenas luz de velas e um som baixo que eu não consegui distinguir prevaleciam naquele ambiente, havia alguns movimentos estranhos em alguns pontos da sala, eram casais trepando por todos os lados, aquele lugar devia ser algum tipo de inferno na terra, um pedaço da luxuria do ser humano, o que sobrou de Sodoma.
Avistei Ângela encostada em um sofá, de pernas abertas, ela me olhou com uma cara do tipo de quem quer levar uma pirocada, sentei ao seu lado e a beijei.
- Eu amo você baby. Eu disse.
Continuei a beija - lá, coloquei minha mão no meio das suas pernas e afastei sua calcinha com meus dedos, ela ficou molhada assim que a penetrei com meus dedos e soltou um gemido em meu ouvido, enquanto a penetrava com os meus dedos, com a outra mão pegava em seus seios e com a boca a beijava.
- Vamos subir para o seu quarto?
- Não dá, hãaaa tem muita gente lá em cima trepando, vamos ficar aqui mesmo.
- Ela abriu o zíper da minha calça e me deu uma belíssima chupada, chupou até eu gozar, e depois engoliu até a última gota, levantou a cabeça e me beijou, montou em cima de mim e trepamos ali mesmo no sofá, gozamos juntos, ela me mordeu a orelha, gritou, gemeu, me aranhou e assim como montou em cima de mim, saiu e deitou em meu colo, dormiu, peguei minha lata que havia deixado no chão quando sentei no sofá, estava quente, tomei mesmo assim, fiquei olhando para o teto e dormi também.
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Acordei com o sol batendo na minha cara e aquele cheiro de pão na chapa, olhei para baixo e estava coberto com uma manta azul e amarela. Levantei e fui à cozinha. Olhei no relógio e já eram mais de 9 horas da manhã, Ângela estava preparando pão na chapa e café com leite, assim que me viu pulou em meu colo e me deu um longo beijo, eu estava com um hálito horrível, mas ela nem se importou, enfiou a língua na minha garganta e me deu um abraço, ela vestia apenas uma bermuda jeans e uma camiseta do Pearl Jan, seus seios estavas ouriçados, pois pude perceber o volume de seus mamilos através da camiseta, fui ao banheiro joguei uma água no rosto e arrumei o cabelo.
- O café está pronto, fiz pão na chapa e café com leite para você.
- Obrigado. Cadê todo mundo?
- Foram embora faz tempo.
- Porque você não me acordou antes?
- Tentei, mas você estava dormindo tão gostoso, que deixei você dormir.
Sentei a mesa e tomamos café ela me falou tudo sobre sua vida, sobre seu trabalho e de como foi suas experiências com homens e mulheres, disse que eu havia sido o melhor nos últimos tempos e que agora queria sossegar.
- Você mora sozinho Andrei?
- Sim, gosto da solidão e de fazer o que eu bem entender.
- Vem morar comigo.
- Uh, não sei, acabamos de nos conhecer baby, e se você enjoar da minha cara e me mandar embora?
- Sabe o Rafão?
- Sim o que tem ele?
- Era meu namorado, veio morar aqui comigo e depois de um tempo nos separamos, ele ficou aqui em casa para ajudar a pagar o aluguel e viramos amigos, caso nós dois não de certo, você fica aqui como meu amigo.
- Juro que vou pensar boneca.
- Acho que nos daríamos bem, temos gostos bem parecidos.
- Pode ser baby, agora preciso ir embora.
- Ok. Ela se levantou pegou um pedaço de papel e anotou seu telefone, disse para eu ligar para ela, eu disse que ligaria.
Ela me acompanhou até o portão me lascou um beijo e deu tchau, fui embora sem nem ao menos passar um pouco de pasta de dente na boca, na certa, mesmo depois de ter comido devia ainda estar com um hálito repugnante.
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Cheguei em casa, tirei toda a minha roupa, fui até a instante peguei o disco The Rise And Fall of Ziggy Stardust and The Spiders From Mars e senti minha barriga me alertar para uma iminente cagada, coloquei o CD para tocar, fui até minha cozinha, peguei na geladeira uma lata de Itaipava, abri e dei um gole, soltei um peido, senti que o próximo seria fatal, fui ao banheiro, sentei na latrina e fiquei pensando na minha vida.
Diabos amanhã é segunda, e terei que trabalhar, mas que merda de vida.
Soltei um peido "acompanhado", senti uma forte dor abdominal e prometi que não iria mais misturar bebidas para não ter mais essas dores na barriga, olhei para a lata de cerveja que tinha levado para o banheiro e pensei em não beber, mas não fiz isso, tomei toda a cerveja durante minha estadia na latrina, é claro que não cumpri a promessa de nunca mais misturar bebidas, no outro final de semana misturei tudo e sim tive dor de barriga no outro dia de novo, quanto a ir morar com a Ângela, isso seria uma coisa a se pensar.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Um alvo para merda de pombo
Olhei para o céu e tudo já estava ficando azul claro, estava caído no chão e os trabalhadores que levantavam cedo para ir suar a camisa passavam próximos a mim e ficavam me olhando com um ar de reprovação, continuei deitado por mais alguns minutos rezando para que o sol não aparecesse, pois meus olhos estavam doloridos e não iria agüentar tanta claridade depois de uma noite de bebedeira, ouvi uma mulher com o filho pequeno passar e ouvi seu filho perguntar.
- Mamãe este moço está morto?
- Ele está é bêbado, é um safado sem vergonha.
Virei, ou melhor, joguei minha cabeça para o lado e fiquei olhando uns sacos de lixo preto empilhados no canto da parede, estava em uma viela suja e triste, às pessoas passavam e me olhavam e quanto mais me olhavam mais sentia vontade de continuar deitado. Porra um homem não tem o direito de ficar bêbado e dormir na rua por acaso, não pago meus impostos? Tentei me levantar não consegui, a cabeça parecia que pesava uns 100 quilos, tentei novamente desta vez me agarrando em umas caixas de madeira que estavam prostradas ao meu lado, e com muito esforço consegui ficar de pé, senti um enjôo muito forte abaixei minha cabeça, o chão começou a rodar e vomitei, me senti melhor e senti até uma leve brisa no meu rosto, olhei para baixo meu tênis estava coberto de vomito, e no meu blue jeans estava uma mancha, diabos havia mijado nas calças, sai caminhando, Subi a Barão de Iguape, cruzei uma parte da Avenida Liberdade e fui sentido a Brigadeiro Luiz Antonio, cheguei ao prédio em que morava, entrei esperei o elevador e subi, cheguei ao meu apartamento, fui para o banheiro tirei minhas roupas dei uma cagada, me limpei e tomei um banho, deixei a água cair por uns vinte minutos, sai enrolado na toalha peguei uma bermuda coloquei, calcei minhas Havaianas, liguei o som e comecei a escutar Crown of Love do Arcade Fire, fui a cozinha preparei um sanduiche e abri uma lata de cerveja estava fazendo justamente o que algum gênio havia dito, que para evitar a ressaca mantenha-se bêbado e esse era meu lema. Terminei de comer meu sanduiche e virei minha cerveja em uma única talagada.
O restante da tarde foi tão ruim que não merece ser contado.
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Acordei, eram quase 23 horas, levantei vesti um jeans surrado e calcei meu tênis que ainda estava com a mancha do vomito, procurei uma camiseta e achei uma que era uma das minhas favoritas, ela era vermelha e era da banda Dinosaur Jr., apaguei todas às luzes do apartamento e esperei o elevador, a porta se abriu e dentro tinha uma mulher maravilhosa, com um vestido verde colado, um decote gigante que deixava totalmente amostra o rego dos seios, uma salto muito alto e em seu colo ela segurava um cachorro pequeno e muito feio.
- Boa noite. Ela disse
- Boa Noite. Eu disse
- Sou nova no prédio.
- Oh que bacana, seja bem vinda se precisar de uma xícara de açúcar moro no 216.
Ela ficou muda, pensei no tamanho da merda que disse. Diabos uma xícara de açúcar que merda que eu disse, que maldito conquistador barato eu sou. Sai, subi toda a Brigadeiro até chegar a Paulista, neste horário havia muitas pessoas estranhas caminhando e com uns drinks na mão, passaram alguns garotos de no máximo 10 anos por mim cheirando cola, deus o mundo esta perdido, Emos sorridentes e com aquela carinha de quem desde o nascimento nunca parou de chorar, aquilo era deprimente demais, deveria me mudar para a Bolívia, mascar coca, trabalhar fazendo tecidos e passar minhas noites em uma rede no meio da mata coberto de insetos. Avistei coisas sinistras, que somente a Avenida Paulista pode lhes oferecer, todos os tipos de tribo se reúnem lá, pois bem continuei no meu caminho cheguei até a Rua Augusta e desci demoradamente observando como o mundo estava fudido, uma rua que ao cair da noite se tornava o lar favorito das pessoas que provavelmente iriam sentar no colo do capeta, continuei descendo até ser parado por um rapaz com o nariz completamente torto, sobrancelhas grossas e um cabelo partido ao meio totalmente oleoso.
- E ai "brotherzinho"! Ta afim de diversão hoje irmão?
- Uh. Quanto é para entrar na casa?
- 7 pratas,te dou uma cerveja e vai ter 3 shows de striptease.
- Uh. Ok pode ser.
O lugar se chamava Cantinho do Paraíso Bar, meu Deus está virando uma nova Sodoma esse mundo todo, entrei no puteiro paguei às 7 pratas, abri uma porta e adentrei o canto da perdição, fui direto para o bar, peguei a cerveja que tinha direito e a cerveja além de ser Bavária estava quente, sentei em um dos bancos e fiquei vendo uma gorda rebolando com às tetas para fora e quase chegando no umbigo, que vida maldita, qual o motivo de eu sempre dar tiro na minha própria testa, porque diabos eu sou um alvo do azar. Virei minha cerveja fui até o bar novamente e pedi uma dose dupla de Vodca com energético, sentei novamente no banquinho e uma garota se aproximou, era muito feia com uns dentes de cavalo, sentou ao meu lado, cruzou às perna. Tinha belas pernas.
- Você quer gozar gostoso? Ela disse.
- Depende de quanto vai sair da minha carteira boneca!
- R$ 100,00 pratas 1 hora.
- Ok vamos baby, vou rasgar você ao meio.
Fui até o balcão da entrada e paguei pela garota, ela me levou de mãos dadas até um corredor escuro soltou minha mão e segurou “nele”, foi me puxando por “ele” até uma escada e descemos. Lá embaixo havia vários quartos, tinha garotas saindo dos quartos somente de toalha e caras saindo suados com cara de patética felicidade, entramos no quarto 24 ela acendeu as luzes e foi tirando a roupa bem devagar, tinha belas pernas e um bom quadril.
- Tira sua roupa gostosão, vamos gozar bem gostoso.
Virei mais um gole do meu drink calmamente.
- Calma baby, paguei por você 1 hora e tenho tempo para apreciar minha bebidinha, relaxa que sou bem rapidinho.
- Ok você quer que eu faça alguma coisa? Ela disse já abrindo a camisinha e encaixando na boca.
- Faça o que deve ser feito boneca.
Terminei meu drink e ela estava me chupando de forma alucinada, apesar de ser muito feia, se você não olhasse para o seu rosto veria uma mulher bem metelona e gostosa, eu estava sentado na cama, com as calças na altura das canelas e ela estava de joelhos, a puxei deitando na cama e mandando que ela viesse por cima, ela veio e começou a cavalgar feito uma amazona, jogava seus cabelos para frente e para trás como a Joelma do Calypso e falava sujeiras que deixariam até o Diabo de queixo caído, depois de alguns minutos a mandei sair de cima de mim, levantei, tirei toda a minha roupa e perguntei se ela dava o cu. Ela disse que pelo cu iria ser mais R$50,00, eu ofereci R$25,00 e ela aceitou, mas pediu que eu não contasse para ninguém, pois se não ela iria ter que dividir o dinheiro com o cafetão do bordel, ela pegou KY em sua bolsa e se lubrificou, meti com tudo e com toda força ela iria ter que agüentar, estava pagando para isso, fiz o movimento de vai e vem durante uns 15 minutos até que gozei, depois abaixei e deu uma chupada em sua xoxota, ela ficou maravilhada e gozou na minha cara, como forma de agradecimento me deu mais uma chupada e me deixou gozar nos seus peitos, gozei nos peitos mas acabou que um pouco foi na cara, levantei, coloquei minhas roupas abri minha carteira paguei às R$ 25,00 pratas pelo cu e fui embora, sai do Cantinho do Céu rejuvenescido.
Procurei um bar próximo, estava com sede e achei uma lanchonete, entrei e me sentei.
- Uma Skol vencedor.
Minha cerveja chegou trincando de tão gelada bebi com um prazer imenso, meu Deus havia gastado quase R$ 170,00 em um puteiro, beberia durante umas 2 semanas com esse dinheiro em algum boteco, mas dane-se estava recebendo seguro desemprego e estava com muita sorte no jogo do bicho. Bebi minha cerveja com uma alegria e depressão ao mesmo tempo, terminei a primeira garrafa e pedi outra, percebi uma garota gorda, com o cabelo todo bagunçado me olhando, peguei minha cerveja, meu copo e fui até a mesa em que ela estava sentada.
- Olá. Eu disse.
- Olá. Ela disse
- O que você está bebendo?
- Maria Mole.
- Ei vencedor, trás duas Maria Mole para mim.
Em poucos segundos ele trouxe às bebidas, levantei o copo e disse:
- A sujeira da vida. Brindamos e viramos nossas bebidas.
- Vamos para minha casa? Perguntei.
- Claro. Ela me respondeu sem titubear.
Paguei minha conta e a dela e pegamos um táxi, no caminho pedi ao motorista do táxi para parar em uma loja de conveniência, não demorou ele viu um posto de gasolina no caminho, parou o táxi, eu entrei na loja e comprei uma garrafa de vodca e uma pepsi de 2 litros, alguns salgadinhos torcida e um maço de Hollywood, não havia fumado o dia todo mais a situação era favorável para um cigarrinho, paguei a conta, o caixa tinha uma cara de lesma com sal e isso me deixou deprimido, voltei ao táxi. O taxista nos deixou na frente do prédio em que eu morava, paguei a corrida e entramos, chamei o elevador, a porta se abriu entramos, eu a beijei ela tinha bafo de rola.
- Qual o seu nome? Eu perguntei.
- Isso importa?
- Acho que não.
Voltei a beija - lá, o elevador parou, abriu a porta e descemos, peguei a chave do apartamento nos meus bolsos e abri a porta, entramos, fechei a porta e nos beijamos novamente, fui à cozinha que estava coberta por pratos e copos sujos, preparei dois drinks, bebemos sem falar uma só palavra, preparei mais um para cada e bebemos novamente sem nos falar, terminei meu drink, levantei e fomos para o quarto, trepamos, foi estranho não conseguia gozar, mas por fim consegui, levantei preparei mais dois drinks deitei na cama e bebemos sem falar nenhuma palavra. Fiquei deitado com o meu drink na mão olhando para o nada e pensando em como o Sarney era um sacana de merda.
- Tenho que trabalhar amanhã. Eu disse
- Mas amanhã é domingo!
- Eu trabalho de domingo.
-Você está me chutando?
- Não é isso boneca, mas preciso que você vá embora. Ela levantou emburrada, colocou suas roupas e se foi, eu aguardei algum tempo e levantei, tranquei a porta e preparei mais um drink, liguei o som e estava tocando Bloc Party, a música era Price Of Gas, virei meu drink em uma talagada deitei no sofá e fiquei ouvindo o som, lembrei que tinha que pagar o condomínio, levantei e fui procurar minha carteira para ver quanto ainda tinha, não a encontrei, dei um sorriso, Diabos a filha de uma puta daquela gorda havia me roubado, no momento em que saiu provavelmente ela pegou minha carteira, dei um sorriso, praguejei até a última geração da minha família, fui até a cozinha e preparei mais um drink, a garrafa já estava no fim, abri o maço de cigarro, peguei um, acendi e observei a fumaça azulada subir em círculos, lembrei que daqui a pouco seria domingo e que não tinha dinheiro nem para beber, vai ser um dia longo até chegar segunda feira. Às vezes uma vida de libertinagem faz com que sejamos alvos mais fáceis de merda de pombo.
- Mamãe este moço está morto?
- Ele está é bêbado, é um safado sem vergonha.
Virei, ou melhor, joguei minha cabeça para o lado e fiquei olhando uns sacos de lixo preto empilhados no canto da parede, estava em uma viela suja e triste, às pessoas passavam e me olhavam e quanto mais me olhavam mais sentia vontade de continuar deitado. Porra um homem não tem o direito de ficar bêbado e dormir na rua por acaso, não pago meus impostos? Tentei me levantar não consegui, a cabeça parecia que pesava uns 100 quilos, tentei novamente desta vez me agarrando em umas caixas de madeira que estavam prostradas ao meu lado, e com muito esforço consegui ficar de pé, senti um enjôo muito forte abaixei minha cabeça, o chão começou a rodar e vomitei, me senti melhor e senti até uma leve brisa no meu rosto, olhei para baixo meu tênis estava coberto de vomito, e no meu blue jeans estava uma mancha, diabos havia mijado nas calças, sai caminhando, Subi a Barão de Iguape, cruzei uma parte da Avenida Liberdade e fui sentido a Brigadeiro Luiz Antonio, cheguei ao prédio em que morava, entrei esperei o elevador e subi, cheguei ao meu apartamento, fui para o banheiro tirei minhas roupas dei uma cagada, me limpei e tomei um banho, deixei a água cair por uns vinte minutos, sai enrolado na toalha peguei uma bermuda coloquei, calcei minhas Havaianas, liguei o som e comecei a escutar Crown of Love do Arcade Fire, fui a cozinha preparei um sanduiche e abri uma lata de cerveja estava fazendo justamente o que algum gênio havia dito, que para evitar a ressaca mantenha-se bêbado e esse era meu lema. Terminei de comer meu sanduiche e virei minha cerveja em uma única talagada.
O restante da tarde foi tão ruim que não merece ser contado.
---------------------------------------------------------
Acordei, eram quase 23 horas, levantei vesti um jeans surrado e calcei meu tênis que ainda estava com a mancha do vomito, procurei uma camiseta e achei uma que era uma das minhas favoritas, ela era vermelha e era da banda Dinosaur Jr., apaguei todas às luzes do apartamento e esperei o elevador, a porta se abriu e dentro tinha uma mulher maravilhosa, com um vestido verde colado, um decote gigante que deixava totalmente amostra o rego dos seios, uma salto muito alto e em seu colo ela segurava um cachorro pequeno e muito feio.
- Boa noite. Ela disse
- Boa Noite. Eu disse
- Sou nova no prédio.
- Oh que bacana, seja bem vinda se precisar de uma xícara de açúcar moro no 216.
Ela ficou muda, pensei no tamanho da merda que disse. Diabos uma xícara de açúcar que merda que eu disse, que maldito conquistador barato eu sou. Sai, subi toda a Brigadeiro até chegar a Paulista, neste horário havia muitas pessoas estranhas caminhando e com uns drinks na mão, passaram alguns garotos de no máximo 10 anos por mim cheirando cola, deus o mundo esta perdido, Emos sorridentes e com aquela carinha de quem desde o nascimento nunca parou de chorar, aquilo era deprimente demais, deveria me mudar para a Bolívia, mascar coca, trabalhar fazendo tecidos e passar minhas noites em uma rede no meio da mata coberto de insetos. Avistei coisas sinistras, que somente a Avenida Paulista pode lhes oferecer, todos os tipos de tribo se reúnem lá, pois bem continuei no meu caminho cheguei até a Rua Augusta e desci demoradamente observando como o mundo estava fudido, uma rua que ao cair da noite se tornava o lar favorito das pessoas que provavelmente iriam sentar no colo do capeta, continuei descendo até ser parado por um rapaz com o nariz completamente torto, sobrancelhas grossas e um cabelo partido ao meio totalmente oleoso.
- E ai "brotherzinho"! Ta afim de diversão hoje irmão?
- Uh. Quanto é para entrar na casa?
- 7 pratas,te dou uma cerveja e vai ter 3 shows de striptease.
- Uh. Ok pode ser.
O lugar se chamava Cantinho do Paraíso Bar, meu Deus está virando uma nova Sodoma esse mundo todo, entrei no puteiro paguei às 7 pratas, abri uma porta e adentrei o canto da perdição, fui direto para o bar, peguei a cerveja que tinha direito e a cerveja além de ser Bavária estava quente, sentei em um dos bancos e fiquei vendo uma gorda rebolando com às tetas para fora e quase chegando no umbigo, que vida maldita, qual o motivo de eu sempre dar tiro na minha própria testa, porque diabos eu sou um alvo do azar. Virei minha cerveja fui até o bar novamente e pedi uma dose dupla de Vodca com energético, sentei novamente no banquinho e uma garota se aproximou, era muito feia com uns dentes de cavalo, sentou ao meu lado, cruzou às perna. Tinha belas pernas.
- Você quer gozar gostoso? Ela disse.
- Depende de quanto vai sair da minha carteira boneca!
- R$ 100,00 pratas 1 hora.
- Ok vamos baby, vou rasgar você ao meio.
Fui até o balcão da entrada e paguei pela garota, ela me levou de mãos dadas até um corredor escuro soltou minha mão e segurou “nele”, foi me puxando por “ele” até uma escada e descemos. Lá embaixo havia vários quartos, tinha garotas saindo dos quartos somente de toalha e caras saindo suados com cara de patética felicidade, entramos no quarto 24 ela acendeu as luzes e foi tirando a roupa bem devagar, tinha belas pernas e um bom quadril.
- Tira sua roupa gostosão, vamos gozar bem gostoso.
Virei mais um gole do meu drink calmamente.
- Calma baby, paguei por você 1 hora e tenho tempo para apreciar minha bebidinha, relaxa que sou bem rapidinho.
- Ok você quer que eu faça alguma coisa? Ela disse já abrindo a camisinha e encaixando na boca.
- Faça o que deve ser feito boneca.
Terminei meu drink e ela estava me chupando de forma alucinada, apesar de ser muito feia, se você não olhasse para o seu rosto veria uma mulher bem metelona e gostosa, eu estava sentado na cama, com as calças na altura das canelas e ela estava de joelhos, a puxei deitando na cama e mandando que ela viesse por cima, ela veio e começou a cavalgar feito uma amazona, jogava seus cabelos para frente e para trás como a Joelma do Calypso e falava sujeiras que deixariam até o Diabo de queixo caído, depois de alguns minutos a mandei sair de cima de mim, levantei, tirei toda a minha roupa e perguntei se ela dava o cu. Ela disse que pelo cu iria ser mais R$50,00, eu ofereci R$25,00 e ela aceitou, mas pediu que eu não contasse para ninguém, pois se não ela iria ter que dividir o dinheiro com o cafetão do bordel, ela pegou KY em sua bolsa e se lubrificou, meti com tudo e com toda força ela iria ter que agüentar, estava pagando para isso, fiz o movimento de vai e vem durante uns 15 minutos até que gozei, depois abaixei e deu uma chupada em sua xoxota, ela ficou maravilhada e gozou na minha cara, como forma de agradecimento me deu mais uma chupada e me deixou gozar nos seus peitos, gozei nos peitos mas acabou que um pouco foi na cara, levantei, coloquei minhas roupas abri minha carteira paguei às R$ 25,00 pratas pelo cu e fui embora, sai do Cantinho do Céu rejuvenescido.
Procurei um bar próximo, estava com sede e achei uma lanchonete, entrei e me sentei.
- Uma Skol vencedor.
Minha cerveja chegou trincando de tão gelada bebi com um prazer imenso, meu Deus havia gastado quase R$ 170,00 em um puteiro, beberia durante umas 2 semanas com esse dinheiro em algum boteco, mas dane-se estava recebendo seguro desemprego e estava com muita sorte no jogo do bicho. Bebi minha cerveja com uma alegria e depressão ao mesmo tempo, terminei a primeira garrafa e pedi outra, percebi uma garota gorda, com o cabelo todo bagunçado me olhando, peguei minha cerveja, meu copo e fui até a mesa em que ela estava sentada.
- Olá. Eu disse.
- Olá. Ela disse
- O que você está bebendo?
- Maria Mole.
- Ei vencedor, trás duas Maria Mole para mim.
Em poucos segundos ele trouxe às bebidas, levantei o copo e disse:
- A sujeira da vida. Brindamos e viramos nossas bebidas.
- Vamos para minha casa? Perguntei.
- Claro. Ela me respondeu sem titubear.
Paguei minha conta e a dela e pegamos um táxi, no caminho pedi ao motorista do táxi para parar em uma loja de conveniência, não demorou ele viu um posto de gasolina no caminho, parou o táxi, eu entrei na loja e comprei uma garrafa de vodca e uma pepsi de 2 litros, alguns salgadinhos torcida e um maço de Hollywood, não havia fumado o dia todo mais a situação era favorável para um cigarrinho, paguei a conta, o caixa tinha uma cara de lesma com sal e isso me deixou deprimido, voltei ao táxi. O taxista nos deixou na frente do prédio em que eu morava, paguei a corrida e entramos, chamei o elevador, a porta se abriu entramos, eu a beijei ela tinha bafo de rola.
- Qual o seu nome? Eu perguntei.
- Isso importa?
- Acho que não.
Voltei a beija - lá, o elevador parou, abriu a porta e descemos, peguei a chave do apartamento nos meus bolsos e abri a porta, entramos, fechei a porta e nos beijamos novamente, fui à cozinha que estava coberta por pratos e copos sujos, preparei dois drinks, bebemos sem falar uma só palavra, preparei mais um para cada e bebemos novamente sem nos falar, terminei meu drink, levantei e fomos para o quarto, trepamos, foi estranho não conseguia gozar, mas por fim consegui, levantei preparei mais dois drinks deitei na cama e bebemos sem falar nenhuma palavra. Fiquei deitado com o meu drink na mão olhando para o nada e pensando em como o Sarney era um sacana de merda.
- Tenho que trabalhar amanhã. Eu disse
- Mas amanhã é domingo!
- Eu trabalho de domingo.
-Você está me chutando?
- Não é isso boneca, mas preciso que você vá embora. Ela levantou emburrada, colocou suas roupas e se foi, eu aguardei algum tempo e levantei, tranquei a porta e preparei mais um drink, liguei o som e estava tocando Bloc Party, a música era Price Of Gas, virei meu drink em uma talagada deitei no sofá e fiquei ouvindo o som, lembrei que tinha que pagar o condomínio, levantei e fui procurar minha carteira para ver quanto ainda tinha, não a encontrei, dei um sorriso, Diabos a filha de uma puta daquela gorda havia me roubado, no momento em que saiu provavelmente ela pegou minha carteira, dei um sorriso, praguejei até a última geração da minha família, fui até a cozinha e preparei mais um drink, a garrafa já estava no fim, abri o maço de cigarro, peguei um, acendi e observei a fumaça azulada subir em círculos, lembrei que daqui a pouco seria domingo e que não tinha dinheiro nem para beber, vai ser um dia longo até chegar segunda feira. Às vezes uma vida de libertinagem faz com que sejamos alvos mais fáceis de merda de pombo.
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Dia Mundial do Rock
Muitos tentam explicar o inicio do rock 'n' roll, mas isso é uma coisa que nunca vão conseguir, o rock é para ser escutado e não explicado, o que sabemos é que em 1954 um rapaz branco e topetudo com um gingado fantástico fez uma mistura de boogie-woogie e rhythm & blues e dai surgiu o rock, rebeldia, topete, calças de couro, motocicletas, bebidas e drogas, mais a frente surgiram o bons moços de Liverpool com cabelos na testa, terninho e um som contagiante, quase juntos nascem uns garotos sujos com músicas mais pesadas de londres e ai se inicial a invasão britânica, dai para frente vieram muitas lendas como Hendrix, Eric Clapton, Pink Floyd, Led Zeppelin, Black Sabbath, AC-DC, Queen, Guns 'N Roses e Nirvana.
Cresci ouvindo Creedence Clearwater Revival, Beatles e Stones, sempre gostei da sonoridade, mas a primeira coisa que realmente me deixou com aquela expressão de "que foda" foi Queen, vocal perfeito, sonoridade e musicalidade incrível, não podia ir para outro lado, sou bastante eclético, mas pagodeiros que me desculpem, música boa é rock 'n' roll, tenho certeza que o dia mundial do rock não deveria ser 1 dia mas sim 1 mês.
Muitos já disseram que o rock morreu em várias ocasiões mas sempre resurgi com uma super banda estourando no cenário músical mundial, não creio e nem tampouco acho possível que a era da música digital acabe com o rock, mas sim que vai vir uma nova transformação como aconteceu nesses 50 anos de existencia do rock 'n' roll.
Nunca mais haverá beatles, Stones, Queen, Nirvana novamente mas que venham novas bandas.
Feliz 13 de julho para todos e Rock 'n' Roll na veia.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Max Wilson
Max Wilson sempre foi um fudido na vida, sempre recebeu fora das garotas, era sempre o penúltimo a ser chamado para o time de futebol, tinha muitas espinhas pelo rosto e apanhava constantemente de seu pai, isso quando não apanhava na escola também. Porem quando cresceu a coisa melhorou, pois encontrou na bebida sua salvação. Foi a partir deste momento que começou a se achar um homem especial, começou a pintar e a escrever poesias e se achar um gênio. Após alguns anos em um emprego ruim e bebendo como uma esponja conheceu uma mulher de seus 43 anos ele tinha 31, e a convidou para morar com ele, ela foi, no começo eles bebiam fumavam, trepavam, ela tinha até um belo corpo para a idade e ela sempre fazia torradas com manteiga no café da manhã, mas isso só nos primeiros meses depois Max Wilson passou pelos piores dias de sua vida ao lado daquela mulher.
- Você sabe fazer outra coisa alem de ler esse jornal e beber?
- Sim, sei fazer sexo. Ele disse.
- Isso é o que você pensa!
Outro dia.
- Será que você um dia vai trocar às lâmpadas queimadas?
- Por deus Valéria!
- Você é um inútil, não troca nem às lâmpadas de sua casa.
- Quem sabe eu troco um dia boneca.
- Quem sabe eu arrumo outro para trocar!
- Faça isso!
- Você não sente ciúmes de mim? Você me trata mal, eu lavo suas cuecas borradas de merda e tenho que agüentar você pintando e escrevendo lixos e você não sente ciúmes de mim.
Outro dia.
- Você nunca me ajuda a lavar esses pratos.
- O dia em que a mulher for obrigada a se alistar no exército usar coturnos dois números menor, eu lavo os pratos de bom grado.
- O dia que homem tiver um filho e tiver que arregaçar a xoxota para o médico eu paro de pedir para você ajudar em casa!
E isso se estendeu durante 11 meses. Até que um dia ela resolveu ir embora, começou a gritar de forma grotesca, pegou todos os objetos que estavam ao seu redor e jogou tudo contra ele gritando coisas estúpidas, fazendo acusações e gritando bem alto que ele era ruim de cama, depois te espatifar todos os pratos e copos que tinha, pegou suas coisas e às colocou dentro de algumas sacolas de supermercado e foi embora cantarolando. Ele se sentiu bem, a solidão o confortava e ela não era tão boa assim para fazê-lo sentir sua falta. Um dia desses qualquer Max Wilson estava em seu apartamento deitado depois de uma noite de bebidas quando o telefone tocou, Max Wilson se levantou apenas de cueca coçando sua bunda e atendeu ao telefone.
- Max?
- Sim sou eu!
- Sou eu, Pietro, preciso de uma grana emprestada meu querido!
Pietro era um artista de rua, pintava retratos de casais e se achava o maior cartunista da face da terra, eu sabia que não era mas com certeza ele também me achava ruim e ele já estava devendo dinheiro de outro empréstimo, não poderia novamente cair neste conto.
- Droga cara, o bicho me ferrou ontem estou liso.
- Nada mesmo meu querido?
- Nada.
- Então ok meu querido.
Max Wilson desligou o telefone foi até a cozinha, pegou duas salsichas na geladeira colocou uma panela com água no fogo, acendeu e colocou para cozinhar, pegou uma lata de cerveja abriu e deu uma talagada acendeu um Hollywood vermelho enquanto aguardava a água ferver, soltou um peido, virou sua cerveja e desligou o fogo, pegou um pão cortou e passou maionese, mostarda e colocou às salsichas dentro, comeu na cozinha mesmo. Sentou em seu sofá velho com as molas saindo pelo forro e acendeu mais um Hollywood, observou a fumaça espessa subir em círculos azuis e pensou em pássaros fumantes com ressaca. Ouviu um bater de leve em sua porta, levantou-se, vestiu suas calças, camisa, calçou suas pantufas de elefante e foi atender.
- Olá. Disse uma mulher gorda e com uma verruga imensa na ponta no queixo.
- Oi. - Você é Max Wilson o pintor e escritor? Valéria me mandou vir aqui buscar suas roupas.
- Sim sou Max Wilson o gênio, entre!
Ela entrou devia pesar uns 100 quilos, a cada passo sentia que o piso do apartamento iria ceder, ela usava um vestido abobora com flores desenhadas, um salto alto verde suas pernas eram repletas de varizes e usava um brinco de penas estúpido, assim como sua cara.
- Às roupas estão dentro daquela caixa no canto da parede, é só levar. Apontou Max Wilson para uma caixa velha e rasgada.
- Você não vai me perguntar como a Valéria está?
- Acho que não, na certa deve estar dispondo seu rabo para qualquer um.
- Oh, meu senhor não diga assim. Enquanto a gorda se abaixava para pegar a caixa, Max Wilson lhe ofereceu um drink, ela logo aceitou, ela disse que seu nome era Márcia, que era dona de um confecção de costura no Bom Retiro e que era viúva fazia dois anos, Max Wilson virou seu drink pegou a garrafa preparou outro para ele e para ela e lhe perguntou:
- Você chupa pica?
- Oh. O que é isso meu senhor? Ela disse com cara de quem não gostou do atrevimento.
- Valéria realmente me disse que você era um escroto, não sei por que ainda fui dar atenção a sua conversa e tomar um drink com você.
- Deixa disso dona, sou apenas um homem que sabe apreciar beleza, você é linda, agora responde você chupa? Engole ou cospe?
- Oh! Não diga isso meu senhor, vou embora desse jeito.
Max Wilson chegou perto com passos bem lentos e com um sorriso no canto dos lábios.
- Não se atreva. Ela disse A puxou contra seu corpo olhou no fundo dos seus olhos e lascou um beijo, sua língua era áspera e o gosto era de um rato morto, não houve reação, ele continuou.
- Oh. Isso não é certo meu senhor, Valéria te ama!
- Aquela puta ama dinheiro e isso eu não tenho, já experimentou 12 centímetros de prazer?
- Oh, não diga isso meu senhor, não iremos fazer nada.
- Cala a boca. Disse enquanto a beijava e apalpava seus seios, ela gemeu, ele enfiou a língua em sua garganta e ela soltou o corpo.Max Wilson passou a mão em sua bunda e peitos, eram flácidos, mas ele estava excitado e continuou. Ela tirou o salto e o vestido, não usava nada por baixo, seu corpo era medonho, suas pernas e bunda eram flácidas e com muitas estrias e celulites. Mas ele continuava excitado, tirou às roupas e se deitou na cama, foi por cima.
- Você tem camisinha?
- Não, vai ser no pelo.
- Não quero engravidar.
- Fiz vasectomia boneca, agora fica quieta. Meteu, na primeira estocada ela peidou.
- Desculpe.
- Relaxa baby. A cada bombada um pouco mais forte que ele dava, ela peidava, Sua barriga atrapalhava um pouco a situação e ele fazia o que podia até encontrar um bom jeito de meter com ela. Imagina ele devia pesar uns 70 quilos e tinha um metro e oitenta, ela pesava uns 115 em pouco mais de um metro e meio, enquanto bombava pegou um de seus seios que estava de lado e chupou, foi deprimente e se culpou por ainda estar ereto. Ela falava palavrões, ria apertava a xoxota e agradecia por aquela foda que estava dando, até que terminaram, Max Wilson se sentou e pegou seus cigarros que estavam jogados no chão e totalmente amassados, ela o puxou pelos cabelos e levou seu rosto até a sua xoxota, esfregou seu rosto como se fosse uma toalha, quase foi sufocado pelo odor insuportável que estava em sua xota, o cheiro era de fossa e podia sentir o cheiro daquele cu que tanto peidava, mais acabou fazendo o serviço proporcionando prazer aquela mulher, finalmente acabou, Max Wilson se levantou e acendeu seu cigarro respirando rapidamente. Ela se levantou com os olhos marejados de felicidade e se vestiu.
- Você me fudeu!
- Com toda a força boneca.
- Boa noite meu senhor.
- Boa noite dona.
Ela deu um risinho e foi em direção a porta, abriu e foi embora sem nem ir ao banheiro se limpar do sêmen que estava em suas coxas. Max Wilson se limpou no lençol, colocou sua cueca rasgadas e foi até a cozinha, pegou uma lata de cerveja, abriu e tomou uma golada, pegou uma garrafa de Cynar, abriu e a misturou com guaraná, acendeu um cigarro, foi até o banheiro e lavou o rosto e suas mãos que estavam com um odor insuportável de urubu morto em lixão. Ligou a Televisão, estava passando Brasil Urgente, via às tragédias da vida cotidiana e ficou bebendo sem tirar os olhos da tela, viu uma noticia de um comerciante coreano que foi assaltado e morto dentro de sua casa, agradeceu por não ser coreano e nem comerciante. Olhou para o canto da parede e lá estava a caixa de roupas da Valéria.
- Diabos, ela vai ter que voltar para pegar às roupas. Ouviu um estalar seco na porta, a dona de 100 quilos e um metro e meio voltou, virou seu Cynar com Guaraná, abriu a porta.
- Esqueci às coisas da Valéria. disse com um risinho.
- Entre. A dona gorda entrou e o piso do apartamento desta vez realmente parecia que iria ceder realmente, ele a olhou e ficou excitado.
- Eu te amo baby!
- Oh.
- Vou sorver até sua última gota de prazer boneca!
- Oh, não diga isso. Ela entrou e ele a agarrou, começaram a se beijar e ela tirou o vestido teve a mesma visão do inferno daquele corpo flácido e mole, mas ainda sim estava excitado e pensou: Quem sabe a vida não é tão fudida assim.
- Você sabe fazer outra coisa alem de ler esse jornal e beber?
- Sim, sei fazer sexo. Ele disse.
- Isso é o que você pensa!
Outro dia.
- Será que você um dia vai trocar às lâmpadas queimadas?
- Por deus Valéria!
- Você é um inútil, não troca nem às lâmpadas de sua casa.
- Quem sabe eu troco um dia boneca.
- Quem sabe eu arrumo outro para trocar!
- Faça isso!
- Você não sente ciúmes de mim? Você me trata mal, eu lavo suas cuecas borradas de merda e tenho que agüentar você pintando e escrevendo lixos e você não sente ciúmes de mim.
Outro dia.
- Você nunca me ajuda a lavar esses pratos.
- O dia em que a mulher for obrigada a se alistar no exército usar coturnos dois números menor, eu lavo os pratos de bom grado.
- O dia que homem tiver um filho e tiver que arregaçar a xoxota para o médico eu paro de pedir para você ajudar em casa!
E isso se estendeu durante 11 meses. Até que um dia ela resolveu ir embora, começou a gritar de forma grotesca, pegou todos os objetos que estavam ao seu redor e jogou tudo contra ele gritando coisas estúpidas, fazendo acusações e gritando bem alto que ele era ruim de cama, depois te espatifar todos os pratos e copos que tinha, pegou suas coisas e às colocou dentro de algumas sacolas de supermercado e foi embora cantarolando. Ele se sentiu bem, a solidão o confortava e ela não era tão boa assim para fazê-lo sentir sua falta. Um dia desses qualquer Max Wilson estava em seu apartamento deitado depois de uma noite de bebidas quando o telefone tocou, Max Wilson se levantou apenas de cueca coçando sua bunda e atendeu ao telefone.
- Max?
- Sim sou eu!
- Sou eu, Pietro, preciso de uma grana emprestada meu querido!
Pietro era um artista de rua, pintava retratos de casais e se achava o maior cartunista da face da terra, eu sabia que não era mas com certeza ele também me achava ruim e ele já estava devendo dinheiro de outro empréstimo, não poderia novamente cair neste conto.
- Droga cara, o bicho me ferrou ontem estou liso.
- Nada mesmo meu querido?
- Nada.
- Então ok meu querido.
Max Wilson desligou o telefone foi até a cozinha, pegou duas salsichas na geladeira colocou uma panela com água no fogo, acendeu e colocou para cozinhar, pegou uma lata de cerveja abriu e deu uma talagada acendeu um Hollywood vermelho enquanto aguardava a água ferver, soltou um peido, virou sua cerveja e desligou o fogo, pegou um pão cortou e passou maionese, mostarda e colocou às salsichas dentro, comeu na cozinha mesmo. Sentou em seu sofá velho com as molas saindo pelo forro e acendeu mais um Hollywood, observou a fumaça espessa subir em círculos azuis e pensou em pássaros fumantes com ressaca. Ouviu um bater de leve em sua porta, levantou-se, vestiu suas calças, camisa, calçou suas pantufas de elefante e foi atender.
- Olá. Disse uma mulher gorda e com uma verruga imensa na ponta no queixo.
- Oi. - Você é Max Wilson o pintor e escritor? Valéria me mandou vir aqui buscar suas roupas.
- Sim sou Max Wilson o gênio, entre!
Ela entrou devia pesar uns 100 quilos, a cada passo sentia que o piso do apartamento iria ceder, ela usava um vestido abobora com flores desenhadas, um salto alto verde suas pernas eram repletas de varizes e usava um brinco de penas estúpido, assim como sua cara.
- Às roupas estão dentro daquela caixa no canto da parede, é só levar. Apontou Max Wilson para uma caixa velha e rasgada.
- Você não vai me perguntar como a Valéria está?
- Acho que não, na certa deve estar dispondo seu rabo para qualquer um.
- Oh, meu senhor não diga assim. Enquanto a gorda se abaixava para pegar a caixa, Max Wilson lhe ofereceu um drink, ela logo aceitou, ela disse que seu nome era Márcia, que era dona de um confecção de costura no Bom Retiro e que era viúva fazia dois anos, Max Wilson virou seu drink pegou a garrafa preparou outro para ele e para ela e lhe perguntou:
- Você chupa pica?
- Oh. O que é isso meu senhor? Ela disse com cara de quem não gostou do atrevimento.
- Valéria realmente me disse que você era um escroto, não sei por que ainda fui dar atenção a sua conversa e tomar um drink com você.
- Deixa disso dona, sou apenas um homem que sabe apreciar beleza, você é linda, agora responde você chupa? Engole ou cospe?
- Oh! Não diga isso meu senhor, vou embora desse jeito.
Max Wilson chegou perto com passos bem lentos e com um sorriso no canto dos lábios.
- Não se atreva. Ela disse A puxou contra seu corpo olhou no fundo dos seus olhos e lascou um beijo, sua língua era áspera e o gosto era de um rato morto, não houve reação, ele continuou.
- Oh. Isso não é certo meu senhor, Valéria te ama!
- Aquela puta ama dinheiro e isso eu não tenho, já experimentou 12 centímetros de prazer?
- Oh, não diga isso meu senhor, não iremos fazer nada.
- Cala a boca. Disse enquanto a beijava e apalpava seus seios, ela gemeu, ele enfiou a língua em sua garganta e ela soltou o corpo.Max Wilson passou a mão em sua bunda e peitos, eram flácidos, mas ele estava excitado e continuou. Ela tirou o salto e o vestido, não usava nada por baixo, seu corpo era medonho, suas pernas e bunda eram flácidas e com muitas estrias e celulites. Mas ele continuava excitado, tirou às roupas e se deitou na cama, foi por cima.
- Você tem camisinha?
- Não, vai ser no pelo.
- Não quero engravidar.
- Fiz vasectomia boneca, agora fica quieta. Meteu, na primeira estocada ela peidou.
- Desculpe.
- Relaxa baby. A cada bombada um pouco mais forte que ele dava, ela peidava, Sua barriga atrapalhava um pouco a situação e ele fazia o que podia até encontrar um bom jeito de meter com ela. Imagina ele devia pesar uns 70 quilos e tinha um metro e oitenta, ela pesava uns 115 em pouco mais de um metro e meio, enquanto bombava pegou um de seus seios que estava de lado e chupou, foi deprimente e se culpou por ainda estar ereto. Ela falava palavrões, ria apertava a xoxota e agradecia por aquela foda que estava dando, até que terminaram, Max Wilson se sentou e pegou seus cigarros que estavam jogados no chão e totalmente amassados, ela o puxou pelos cabelos e levou seu rosto até a sua xoxota, esfregou seu rosto como se fosse uma toalha, quase foi sufocado pelo odor insuportável que estava em sua xota, o cheiro era de fossa e podia sentir o cheiro daquele cu que tanto peidava, mais acabou fazendo o serviço proporcionando prazer aquela mulher, finalmente acabou, Max Wilson se levantou e acendeu seu cigarro respirando rapidamente. Ela se levantou com os olhos marejados de felicidade e se vestiu.
- Você me fudeu!
- Com toda a força boneca.
- Boa noite meu senhor.
- Boa noite dona.
Ela deu um risinho e foi em direção a porta, abriu e foi embora sem nem ir ao banheiro se limpar do sêmen que estava em suas coxas. Max Wilson se limpou no lençol, colocou sua cueca rasgadas e foi até a cozinha, pegou uma lata de cerveja, abriu e tomou uma golada, pegou uma garrafa de Cynar, abriu e a misturou com guaraná, acendeu um cigarro, foi até o banheiro e lavou o rosto e suas mãos que estavam com um odor insuportável de urubu morto em lixão. Ligou a Televisão, estava passando Brasil Urgente, via às tragédias da vida cotidiana e ficou bebendo sem tirar os olhos da tela, viu uma noticia de um comerciante coreano que foi assaltado e morto dentro de sua casa, agradeceu por não ser coreano e nem comerciante. Olhou para o canto da parede e lá estava a caixa de roupas da Valéria.
- Diabos, ela vai ter que voltar para pegar às roupas. Ouviu um estalar seco na porta, a dona de 100 quilos e um metro e meio voltou, virou seu Cynar com Guaraná, abriu a porta.
- Esqueci às coisas da Valéria. disse com um risinho.
- Entre. A dona gorda entrou e o piso do apartamento desta vez realmente parecia que iria ceder realmente, ele a olhou e ficou excitado.
- Eu te amo baby!
- Oh.
- Vou sorver até sua última gota de prazer boneca!
- Oh, não diga isso. Ela entrou e ele a agarrou, começaram a se beijar e ela tirou o vestido teve a mesma visão do inferno daquele corpo flácido e mole, mas ainda sim estava excitado e pensou: Quem sabe a vida não é tão fudida assim.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Sucção
Aquela garoa fina estava me atormentando. Umedecia meus cabelos, e como eu estava com o tênis furado já sentia a catástrofe que iria acontecer às minhas meias, e por mais que eu quisesse parar em algum lugar para me proteger do frio e da chuva, não conseguia. Parecia um robô andando pelas ruas de São Paulo, com os cabelos longos umedecidos, jaqueta de couro preta camisa branca estampando a minha banda favorita Beatles calça jeans preta e um tênis adidas que um dia pode ter sido branco, enfim estava totalmente andrógeno.
Já estava acostumado com à vista cinzenta que tinha da cidade. Com às garoas constantes em tarde ensolaradas que mudam em minutos e com a poluição, que pelo menos quando chovia não se sentia tanto, definitivamente o rotulo de cidade da garoa estava mais do que certo, eu andava de forma lenta sem preocupação sendo ultrapassado por pessoas que perante ao temporal iminente saiam correndo em direção a ônibus, metrô e lojas para se protegerem do "banho forçado", fiquei pensando em como seria legal se nevasse em São Paulo e me perdi em alguns pensamentos por alguns instantes, eu estava indo em direção a casa de uma amiga, na verdade estava sem vontade nenhuma de sair de casa, porem iria ter breja na faixa e isso não é algo que se tem a todo momento, portanto iria para lá sem pestanejar, iria beber, ouvir uma boa música e talvez descolar um broto para transar. A noite caia devagar sobre o céu da Avenida Paulista. Olhei para cima e uma gota grossa e forte caiu em meu olho, fiquei puto e xinguei até meus pais por fazerem sexo e ter me concebido.
Antes de chegar ao Trianon desci a Alameda Campinas, parei em uma padaria e comprei uma garrafa de vinho barata, iria fazer uma preza, desci até a Pamplona e me vi diante do prédio, toquei o interfone.
- Por favor, a Rafaela, bloco B apartamento 206.
- Quem é?
- Marlon. - disse.
- Um segundo - me respondeu uma voz fria sem felicidade e parecendo que vinha do alem.
Aguardei uns instantes, e logo a portão principal se escancarava a minha frente, entrei olhei para a cabine da portaria, acenei, sem resposta, dei um sorriso amarelo, sem resposta, continuei andando, quando estava na porta de entrada do bloco, a chuva havia estiado, dei um sorriso de agradecimento por ter estiado logo agora que iria entrar no apartamento, apertei o botão do elevador e aguardei.
A porta estava aberta, às luzes em sua maioria apagadas e um som leve e baixo vinha em minha direção.
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Aquilo me animou, Chico Buarque em um inicio de sábado a noite sempre me deixava animado.
Fui entrando e indo direto para a cozinha. Abri a geladeira e coloquei a garrafa de vinho para gelar, enquanto pegava uma cerveja e abria a lata com bastante vontade dei uma golada.
Fui para sala e já estava rolando outra música, que também me deixava bastante feliz e que era tão boa quanto a que estava tocando anteriormente.
Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?
Quem se atreve a me dizer?
Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?
Quem se atreve a me dizer?
Não, eu não sambo mais em vão
O meu samba tem cordão
O meu bloco tem sem ter e ainda assim
Sambo bem à dois por mim
Bambo e só, mas sambo, sim
Sambo por gostar de alguém, gostar de...
...Me lava a alma, me leva emboraDeixa haver samba no peito de quem...
- Essa eu sei que você gosta Marlon. Disse-me a Rafa só de toalha e com um sorriso nos lábios.
- Nossa essa é excelente, demais.
Olhei em volta e não tinha ninguém.
- Cadê todo mundo?
- Ninguém chegou chuchu.
- Marlon, espera um pouco que vou me trocar.
- Ok, mas não demora baby, vamos beber.
- Ta bom chuchu hihi. Disse enquanto se virava e ia em direção ao quarto se trocar rebolando aquele rabo lindo só coberto por uma toalha fina e branca que deixava suas curvas bem amostra.
Virei à cerveja em uma única talagada, sentei no sofá fiquei ouvindo o som, e aguardando, olhei para o lado e vi que a porta do quarto estava aberta, estiquei minha cabeça um pouco para trás e fiquei olhando ela se trocar, seios maravilhosos, ela estava apenas de calcinha, com a toalha enrolada em seus cabelos lisos e pretos, seus seios eram pequenos e os bicos rosados, sua barriga era trincada e tinha algumas tattoos pelo corpo, tive uma ereção, levantei e fui até a cozinha pegar mais uma cerveja para esquecer a visão que tive, diabos mulheres não foram feitas para mim, sempre entravam na minha via e tiravam até a última gota da minha dignidade, espremiam os meus culhões em espremedores de frutas e iam embora, queria apenas ser um homem solitário, durante algum tempo, apenas algum tempo.
Levantei fui até a zozinha e peguei duas latas e fui para a sala, sentei no sofá e aguardei mais um pouco enquanto a música rolava, abri mais uma lata e começei a beber.
Rafa sentou ao meu lado estava linda com aquelas calças que parece que a pessoa está cagada, usava havaianas e uma camiseta branca do Sonic Youth, cruzou às pernas e pegou a lata que eu havia lhe trazido, abriu a deu uma bela golada.
Começamos a conversar sobre escritores, música e os RockStars que morreram aos 27 anos, enquanto o papo seguia de forma descontraída olhei para a mesa de canto e lá se iam mais de 12 latas de cerveja e um cinzeiro repleto de bitucas, havíamos conversado tanto que nem tinha notado a hora passar, por Deus por que fumamos tanto quando bebemos, sei que peguei meu maço de Lucky Strike e acendi mais um cigarro ela também acendeu, ficamos nos olhando e senti que naquele momento poderia com certeza beija - lá, a campainha tocou.
Eram duas amigas, uma devia medir 1,80 facilmente, olhos verdes, seios grandes, usava saia e tinha belas pernas, a outra era baixinha e gordinha, com o cabelo muito estranho e estava com uma mini blusa, um desastre de Deus.
Às garotas entraram e na mão de cada uma havia um drink, com a bela havia Vodca, com a gorda havia Contini, no final das contas bebia qualquer coisa depois de 18 latinhas e nem saberia distinguir o que eu estava bebendo, elas entraram e todas às garotas começaram a falar ao mesmo tempo, senti que a gordinha me olhava, e pois bem ela realmente me olhava, diabos porque que eu havia cuspido na cara da sorte.
Enquanto elas falavam, eu bebia e ouvia música, fui até o porta CDs e coloquei o melhor disco POP de todos os tempos, Thriller que começa com uma música pederasta mas no geral é excelente, às garotas se sentaram e Rafa às apresentou como sendo Jane e Lika, Lika era a gorda, claro, elas até que enxugavam muito bem principalmente a gorda que preparava drinks com Vodca e entornava em uma só talagada, fiquei assustado, Lika soltou um peido deu um risinho e aquele cheiro podre de enxofre se instalou no ambiente, quase vomitei, às garotas riam e à chamavam de porca eu não dei a mínima, minha cerveja estava gelada.
- Que tal um pocker stripe? - Perguntou Jane.
- Diabos não. Vamos beber.
- Concordo com ele Jane. - Disse Lika e deu uma golada no Contini.
Estava começando a ficar bêbado e a gorda queria transar comigo, sentia isso, merda.
Às bebidas estavam começando a secar meu cigarro havia terminado e eu estava cerrando da Jane, que já estava bêbada o suficiente para falar um monte de bobagens sem sentindo sobre a criação e sobre os dinossauros, não dei a minima. O CD acabou, o silêncio invadio o ambiente e neste exato momento Jane e Rafa começaram a se beijar, eu não acreditava no que estava vendo e aquilo estava com certeza me deixando louco e muito excitado, quando olhei para baixo vi que a gordinha havia aberto a minha calça ela arqueou o corpo e estava me chupando de forma animal, nunca havia sido chupado de forma tão boa quanto aquela, ela me sugava até eu achar que meu pinto iria ficar fino.
Glup, Glup, Glup, a chupada estava tão boa que não conseguia nem me virar para ver a Rafa e a Jane se chupando, enfiei o dedo no cu da Jane.
- Filho da puta, tira essa merda de dedo do meu rabo.
- Desculpa!
Coloquei na buceta, ela não reclamou.
Enquanto eu era chupado, enfiava meu dedo na buceta da Jane que por sua vez metia a língua no meio das pernas da Rafa, era bacana a cena.
- Vou gozarrrr.
Glup, Glup, Glup.
- Ai eu vou gozarrrrr...
Glup, Glup Glup.
- Ahhaaaaaaaaaa.
Gozei e ela continuava sem tirar a boca, engoliu tudo enquanto chupava, iria ficar sem pau com certeza, iria afinar ou sumir feito picolé e no outro dia sairia nas manchetes de algum jornal estúpido.
GAROTO FICA COM O PAU ATROFIADO DE TANTO SER CHUPADO.
Estava com dois dedos dentro da Jana, que rebolava e molhava minhas mãos.
Bati uma para ela até que meus dedos ficassem ensopados e dormentes, senti ela gozar na minha mão, devia estar com toda a mão dentro dela.
- Vou gozar de novoooo.
Glup, Glup, Glup, ela parecia um desentupidor, era uma sucção impressionante.
- Ahhhh diabossss.
Gozei, foi tudo novamente na boca, vi tudo descer guela abaixo, ela passou a língua NELE durante algum tempo se levantou sorrindo e saltitante com um ar de quem manja do assunto e a boca cheia de porra, caminhou tranquilamente até o banheiro, deitei com o pau mole e pingando. Dormi.
Acordei, e já estava ficando claro, com exceção da gordinha às garotas estavam nuas, peitos para um lado bunda para outro xanas amostra e meu pau fino e mole caído para a esquerda, os bagos coçando.
- Tomara que ela não tenha chatos na boca. Pensei!
Levantei olhando para todas soltei um peido, cocei os bagos e fui ao banheiro, lavei o rosto e comecei a procurar minha cueca, a gordinha acordou e foi tomar banho, pensei em ir também mas mudei de idéia, achei um maço de L&M em uma mesa de canto na sala, e acendi um olhando para a rua, estava pelado, liguei a TV e estava passando um programa sobre Vacas, fiquei deprimido, terminei o cigarro e joguei pela janela, fiquei observando ele cair quase em cima de uma velha, desliguei a TV.
Lika saiu do banheiro, nua, era uma visão do inferno, colocou suas roupas na minha frente, outra visão do inferno, os bicos do seus seios estavam apontados para baixo. Às garotas acordaram e Jane e Lika começaram a pegar suas coisas para irem embora, Jane deu um beijo em Rafa e Lika aproveitando o embalo me lascou um beijo, o gosto era horrível, tinha mal hálito e sua língua era áspera e seca, me deu vontade de vomitar cada vez que ela enviafa sua língua em minha garganta, aquela língua só servia para outra coisa, pois bem o beijo acabou e elas foram embora.
Coloquei minhas calças mesmo sem achar a cueca.
- Toma café comigo? Perguntou Rafa.
- Não Baby. Tenho que ir.
- Tudo bem garanhão, beijos.
- Tchau boneca.
Sai do prédio e fui andando tranquilamente, o sol aparecia e minha cabeça começava a doer, estava com vontade de cagar, e a cagada que se dá depois de uma noite de bebidas é maravilhosa, parei na primeira padaria que encontrei e comprei um Lucky Strike, comprei chicletes também, acendi o cigarro, fui até o balcão.
- Vencedor, me dá uma Coca!
Ele trouxe aquela garrafinha de 290 ml e bebi em um único gole, pensei que meu peito ia estourar por causa do gás, mas passou. Coca é a melhor coisa para depois de uma noite de bebidas e cigarro, paguei a conta e fui para casa, precisava evacuar rapidamente.
Cheguei em casa e dei uma bela cagada, uma cagada depois de um monte de cervejinhas é maravilhosa, tomei um banho, enrolei a toalha e fui para meu quarto, peguei meu A Hard Days Night dos Beatles e coloquei para tocar, lindo, deitei na cama nu e fiquei olhando para o teto, o telefone tocou, não atendi, levantei fechei todas às cortinas e voltei a deitar com o cobertor até o queixo em meio aquela escuridão.
O resto do dia foi tão péssimo que nem vale a pena falar.
Já estava acostumado com à vista cinzenta que tinha da cidade. Com às garoas constantes em tarde ensolaradas que mudam em minutos e com a poluição, que pelo menos quando chovia não se sentia tanto, definitivamente o rotulo de cidade da garoa estava mais do que certo, eu andava de forma lenta sem preocupação sendo ultrapassado por pessoas que perante ao temporal iminente saiam correndo em direção a ônibus, metrô e lojas para se protegerem do "banho forçado", fiquei pensando em como seria legal se nevasse em São Paulo e me perdi em alguns pensamentos por alguns instantes, eu estava indo em direção a casa de uma amiga, na verdade estava sem vontade nenhuma de sair de casa, porem iria ter breja na faixa e isso não é algo que se tem a todo momento, portanto iria para lá sem pestanejar, iria beber, ouvir uma boa música e talvez descolar um broto para transar. A noite caia devagar sobre o céu da Avenida Paulista. Olhei para cima e uma gota grossa e forte caiu em meu olho, fiquei puto e xinguei até meus pais por fazerem sexo e ter me concebido.
Antes de chegar ao Trianon desci a Alameda Campinas, parei em uma padaria e comprei uma garrafa de vinho barata, iria fazer uma preza, desci até a Pamplona e me vi diante do prédio, toquei o interfone.
- Por favor, a Rafaela, bloco B apartamento 206.
- Quem é?
- Marlon. - disse.
- Um segundo - me respondeu uma voz fria sem felicidade e parecendo que vinha do alem.
Aguardei uns instantes, e logo a portão principal se escancarava a minha frente, entrei olhei para a cabine da portaria, acenei, sem resposta, dei um sorriso amarelo, sem resposta, continuei andando, quando estava na porta de entrada do bloco, a chuva havia estiado, dei um sorriso de agradecimento por ter estiado logo agora que iria entrar no apartamento, apertei o botão do elevador e aguardei.
A porta estava aberta, às luzes em sua maioria apagadas e um som leve e baixo vinha em minha direção.
Amou daquela vez como se fosse o último
Beijou sua mulher como se fosse a única
E cada filho como se fosse o pródigo
E atravessou a rua com seu passo bêbado
Subiu a construção como se fosse sólido
Ergueu no patamar quatro paredes mágicas
Tijolo com tijolo num desenho lógico
Seus olhos embotados de cimento e tráfego
Sentou pra descansar como se fosse um príncipe
Comeu feijão com arroz como se fosse o máximo
Bebeu e soluçou como se fosse máquina
Dançou e gargalhou como se fosse o próximo
E tropeçou no céu como se ouvisse música
E flutuou no ar como se fosse sábado
E se acabou no chão feito um pacote tímido
Agonizou no meio do passeio náufrago
Morreu na contramão atrapalhando o público
Amou daquela vez como se fosse máquina
Beijou sua mulher como se fosse lógico
Ergueu no patamar quatro paredes flácidas
Sentou pra descansar como se fosse um pássaro
E flutuou no ar como se fosse um príncipe
E se acabou no chão feito um pacote bêbado
Morreu na contra-mão atrapalhando o sábado
Aquilo me animou, Chico Buarque em um inicio de sábado a noite sempre me deixava animado.
Fui entrando e indo direto para a cozinha. Abri a geladeira e coloquei a garrafa de vinho para gelar, enquanto pegava uma cerveja e abria a lata com bastante vontade dei uma golada.
Fui para sala e já estava rolando outra música, que também me deixava bastante feliz e que era tão boa quanto a que estava tocando anteriormente.
Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?
Quem se atreve a me dizer?
Quem se atreve a me dizer do que é feito o samba?
Quem se atreve a me dizer?
Não, eu não sambo mais em vão
O meu samba tem cordão
O meu bloco tem sem ter e ainda assim
Sambo bem à dois por mim
Bambo e só, mas sambo, sim
Sambo por gostar de alguém, gostar de...
...Me lava a alma, me leva emboraDeixa haver samba no peito de quem...
- Essa eu sei que você gosta Marlon. Disse-me a Rafa só de toalha e com um sorriso nos lábios.
- Nossa essa é excelente, demais.
Olhei em volta e não tinha ninguém.
- Cadê todo mundo?
- Ninguém chegou chuchu.
- Marlon, espera um pouco que vou me trocar.
- Ok, mas não demora baby, vamos beber.
- Ta bom chuchu hihi. Disse enquanto se virava e ia em direção ao quarto se trocar rebolando aquele rabo lindo só coberto por uma toalha fina e branca que deixava suas curvas bem amostra.
Virei à cerveja em uma única talagada, sentei no sofá fiquei ouvindo o som, e aguardando, olhei para o lado e vi que a porta do quarto estava aberta, estiquei minha cabeça um pouco para trás e fiquei olhando ela se trocar, seios maravilhosos, ela estava apenas de calcinha, com a toalha enrolada em seus cabelos lisos e pretos, seus seios eram pequenos e os bicos rosados, sua barriga era trincada e tinha algumas tattoos pelo corpo, tive uma ereção, levantei e fui até a cozinha pegar mais uma cerveja para esquecer a visão que tive, diabos mulheres não foram feitas para mim, sempre entravam na minha via e tiravam até a última gota da minha dignidade, espremiam os meus culhões em espremedores de frutas e iam embora, queria apenas ser um homem solitário, durante algum tempo, apenas algum tempo.
Levantei fui até a zozinha e peguei duas latas e fui para a sala, sentei no sofá e aguardei mais um pouco enquanto a música rolava, abri mais uma lata e começei a beber.
Rafa sentou ao meu lado estava linda com aquelas calças que parece que a pessoa está cagada, usava havaianas e uma camiseta branca do Sonic Youth, cruzou às pernas e pegou a lata que eu havia lhe trazido, abriu a deu uma bela golada.
Começamos a conversar sobre escritores, música e os RockStars que morreram aos 27 anos, enquanto o papo seguia de forma descontraída olhei para a mesa de canto e lá se iam mais de 12 latas de cerveja e um cinzeiro repleto de bitucas, havíamos conversado tanto que nem tinha notado a hora passar, por Deus por que fumamos tanto quando bebemos, sei que peguei meu maço de Lucky Strike e acendi mais um cigarro ela também acendeu, ficamos nos olhando e senti que naquele momento poderia com certeza beija - lá, a campainha tocou.
Eram duas amigas, uma devia medir 1,80 facilmente, olhos verdes, seios grandes, usava saia e tinha belas pernas, a outra era baixinha e gordinha, com o cabelo muito estranho e estava com uma mini blusa, um desastre de Deus.
Às garotas entraram e na mão de cada uma havia um drink, com a bela havia Vodca, com a gorda havia Contini, no final das contas bebia qualquer coisa depois de 18 latinhas e nem saberia distinguir o que eu estava bebendo, elas entraram e todas às garotas começaram a falar ao mesmo tempo, senti que a gordinha me olhava, e pois bem ela realmente me olhava, diabos porque que eu havia cuspido na cara da sorte.
Enquanto elas falavam, eu bebia e ouvia música, fui até o porta CDs e coloquei o melhor disco POP de todos os tempos, Thriller que começa com uma música pederasta mas no geral é excelente, às garotas se sentaram e Rafa às apresentou como sendo Jane e Lika, Lika era a gorda, claro, elas até que enxugavam muito bem principalmente a gorda que preparava drinks com Vodca e entornava em uma só talagada, fiquei assustado, Lika soltou um peido deu um risinho e aquele cheiro podre de enxofre se instalou no ambiente, quase vomitei, às garotas riam e à chamavam de porca eu não dei a mínima, minha cerveja estava gelada.
- Que tal um pocker stripe? - Perguntou Jane.
- Diabos não. Vamos beber.
- Concordo com ele Jane. - Disse Lika e deu uma golada no Contini.
Estava começando a ficar bêbado e a gorda queria transar comigo, sentia isso, merda.
Às bebidas estavam começando a secar meu cigarro havia terminado e eu estava cerrando da Jane, que já estava bêbada o suficiente para falar um monte de bobagens sem sentindo sobre a criação e sobre os dinossauros, não dei a minima. O CD acabou, o silêncio invadio o ambiente e neste exato momento Jane e Rafa começaram a se beijar, eu não acreditava no que estava vendo e aquilo estava com certeza me deixando louco e muito excitado, quando olhei para baixo vi que a gordinha havia aberto a minha calça ela arqueou o corpo e estava me chupando de forma animal, nunca havia sido chupado de forma tão boa quanto aquela, ela me sugava até eu achar que meu pinto iria ficar fino.
Glup, Glup, Glup, a chupada estava tão boa que não conseguia nem me virar para ver a Rafa e a Jane se chupando, enfiei o dedo no cu da Jane.
- Filho da puta, tira essa merda de dedo do meu rabo.
- Desculpa!
Coloquei na buceta, ela não reclamou.
Enquanto eu era chupado, enfiava meu dedo na buceta da Jane que por sua vez metia a língua no meio das pernas da Rafa, era bacana a cena.
- Vou gozarrrr.
Glup, Glup, Glup.
- Ai eu vou gozarrrrr...
Glup, Glup Glup.
- Ahhaaaaaaaaaa.
Gozei e ela continuava sem tirar a boca, engoliu tudo enquanto chupava, iria ficar sem pau com certeza, iria afinar ou sumir feito picolé e no outro dia sairia nas manchetes de algum jornal estúpido.
GAROTO FICA COM O PAU ATROFIADO DE TANTO SER CHUPADO.
Estava com dois dedos dentro da Jana, que rebolava e molhava minhas mãos.
Bati uma para ela até que meus dedos ficassem ensopados e dormentes, senti ela gozar na minha mão, devia estar com toda a mão dentro dela.
- Vou gozar de novoooo.
Glup, Glup, Glup, ela parecia um desentupidor, era uma sucção impressionante.
- Ahhhh diabossss.
Gozei, foi tudo novamente na boca, vi tudo descer guela abaixo, ela passou a língua NELE durante algum tempo se levantou sorrindo e saltitante com um ar de quem manja do assunto e a boca cheia de porra, caminhou tranquilamente até o banheiro, deitei com o pau mole e pingando. Dormi.
Acordei, e já estava ficando claro, com exceção da gordinha às garotas estavam nuas, peitos para um lado bunda para outro xanas amostra e meu pau fino e mole caído para a esquerda, os bagos coçando.
- Tomara que ela não tenha chatos na boca. Pensei!
Levantei olhando para todas soltei um peido, cocei os bagos e fui ao banheiro, lavei o rosto e comecei a procurar minha cueca, a gordinha acordou e foi tomar banho, pensei em ir também mas mudei de idéia, achei um maço de L&M em uma mesa de canto na sala, e acendi um olhando para a rua, estava pelado, liguei a TV e estava passando um programa sobre Vacas, fiquei deprimido, terminei o cigarro e joguei pela janela, fiquei observando ele cair quase em cima de uma velha, desliguei a TV.
Lika saiu do banheiro, nua, era uma visão do inferno, colocou suas roupas na minha frente, outra visão do inferno, os bicos do seus seios estavam apontados para baixo. Às garotas acordaram e Jane e Lika começaram a pegar suas coisas para irem embora, Jane deu um beijo em Rafa e Lika aproveitando o embalo me lascou um beijo, o gosto era horrível, tinha mal hálito e sua língua era áspera e seca, me deu vontade de vomitar cada vez que ela enviafa sua língua em minha garganta, aquela língua só servia para outra coisa, pois bem o beijo acabou e elas foram embora.
Coloquei minhas calças mesmo sem achar a cueca.
- Toma café comigo? Perguntou Rafa.
- Não Baby. Tenho que ir.
- Tudo bem garanhão, beijos.
- Tchau boneca.
Sai do prédio e fui andando tranquilamente, o sol aparecia e minha cabeça começava a doer, estava com vontade de cagar, e a cagada que se dá depois de uma noite de bebidas é maravilhosa, parei na primeira padaria que encontrei e comprei um Lucky Strike, comprei chicletes também, acendi o cigarro, fui até o balcão.
- Vencedor, me dá uma Coca!
Ele trouxe aquela garrafinha de 290 ml e bebi em um único gole, pensei que meu peito ia estourar por causa do gás, mas passou. Coca é a melhor coisa para depois de uma noite de bebidas e cigarro, paguei a conta e fui para casa, precisava evacuar rapidamente.
Cheguei em casa e dei uma bela cagada, uma cagada depois de um monte de cervejinhas é maravilhosa, tomei um banho, enrolei a toalha e fui para meu quarto, peguei meu A Hard Days Night dos Beatles e coloquei para tocar, lindo, deitei na cama nu e fiquei olhando para o teto, o telefone tocou, não atendi, levantei fechei todas às cortinas e voltei a deitar com o cobertor até o queixo em meio aquela escuridão.
O resto do dia foi tão péssimo que nem vale a pena falar.
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