quinta-feira, 27 de abril de 2023

Haikai

Histórias cruas, rudes,

Vidas em desalinho expostas,

Contos Grunges são.

terça-feira, 11 de outubro de 2022

Era sábado (Não finalizado)

Era sábado, eu havia acordado com uma ressaca dos diabos, estava completamente pelado em minha cama e ao meu lado, também completamente nua uma amiga minha. Havíamos fodido uma boa parte da noite, eu era um garotão... Virei-me na cama e fiquei olhando seu rosto, ela dormia tranquilamente, levemente coberta por um lençol, eu não tinha dúvida olhando aquele rosto que eu havia lascado com mais uma boa amizade, esse era eu, fodia com tudo no final das contas, isso me tornava um perito em foder e foder cada dia mais com a minha vida, se eu não me afastasse das pessoas pela minha grosseria eu me afastava de outros modos, e com a Laura eu iria me afastar pela Copulada que tivemos na noite anterior. A noite anterior... Eu trabalhava longe pra burro do mundo, morava na nove de julho, perto de tudo e de todos os empregos do mundo, menos do meu é claro, alguém que nasce e vive uma vida sofrida, não pode querer benefícios aos 30 anos, pois bem, trabalhava longe pra cacete, mas meu telefone naquela sexta não parava de tocar, vibrar e tudo que uma bosta de telefone móvel pode fazer, desci para fumar, tendo meus 10 minutos de paz do escritório... Vários amigos iriam se encontrar no Green Bar, um bar na Consolação em pleno cérebro da Avenida Paulista, eu vivia indo aquele bar, e ver meus amigos iria me fazer um bem danado, não tinha tido tempo, vida, e estava totalmente cinza nos últimos meses, minha vida não tinha a menor graça, eu estava completamente algemado em um trabalho que não gostava, em uma rotina que me consumia completamente e que estava acabando com a pouca saúde que me restava, vivia de mal humor, ficando doente e meu corpo implorava por descanso enquanto minha mente suplicava por liberdade. Enfim, resolvi responder as mensagens dizendo que iria. Sai o mais perto do meu horário, peguei o fretado que me deixava na paulista e encontrei os amigos, não via quase ninguém já fazia um bom tempo, entre abraços, conversas, risadas e cervejas, acabei ficando com a minha amiga Laura, bebemos, fumamos e rimos e fomos embora para minha casa e não teve outro jeito que não foder, fodemos como se não houvesse mais sexo no mundo, como seres primitivos e agora, olhando para o rosto da Laura, eu sabia que, muito provavelmente nunca mais seria a mesma coisa entre a gente, ela era o tipo de pessoa que não conseguia viver com aquela situação e eu sabia disso no momento que lhe dei um beijo e há levei para meu apartamento, troquei a amizade pelo mais puro instinto animal, o acasalamento. Laura, abriu os olhos, me olhou eu olhei de volta, ela sorriu. - Bom dia. Ela me disse. - Bom dia. - Que horas são? - Não faço ideia, acabei de acordar. - Mentiroso, hihi, estava me velando seu puto! - Meus olhos abriram agora Diabos, acho que era você quem me velava. - Besta, para de ser mentiroso. Deu-me um beijo. - Nada como beijos matinais, bafinho tremendo e carinho, gosto disso. Ela riu e se levantou, estava nua, era linda, começou a vestir a calcinha, pegou a bolsa e foi ao banheiro, eu estava com o pau em riste, pensei em bater uma punheta, mas aquilo seria depreciar a minha noite, optei por apenas ficar olhando o teto e esperar minha piça sossegar. Ela voltou, eu continuava deitado, começou a se vestir e tagarelar sobre algo que eu não tinha certeza, sabia que aquele seria um nos nossos últimos bons momentos juntos, queria apenas ver o seu sorriso, éramos amigos e eu gostaria que apenas continuasse da mesma forma. Levantei, nu, deprimente, homens são terrivelmente feios perto de mulheres nuas, aquele troço pendurado, pelos, barriga, bunda geralmente negativa, tudo isso era muito feio, vesti minha cueca e fui ai banheiro, fiz quase todo o ritual, lavei o rosto, escovei os dentes, dei uma bela cagada, me limpei e dei descarga olhando para o vaso, vendo meus dejetos irem embora de forma melancólica, lavei minhas mãos e sai do banheiro. Fui direto para sala, precisava de um cigarro, Laura já estava totalmente vestida e falava ao celular, acendi meu Lucky Strike e tossi, uma tosse forte, pensei que meu pulmão poderia abandonar o meu corpo a qualquer momento, o catarro subiu e eu quase vomitei, fui mais forte e engoli tudo, respirei e dei mais um tragada, pronto, novamente venci meu pulmão... Troxa! Laura foi embora, fumei mais uns três ou quatro cigarros. Fiz café e tomei banho, eram 14hr30, havia faltado no trabalho e foda-se, precisava viver e estava muito cansado, iria para casa de um amigo na nove de julho mesmo, o Escobar, colega do meu antigo trabalho, ruivo e com uma bela barba, bebíamos muito quando juntos e nos tornamos muito amigos depois que passamos a morar na mesma avenida. Convivemos por quase dois anos somente falando o básico, trabalhávamos na mesma empresa, ele continuava lá, eu não. Éramos de setores diferentes, andares diferentes e nos encontrávamos geralmente no fumódromo, sabia onde ele morava, e quando me mudei, passamos a fazer visitas frequentes um para o outro, a intenção era deixar o tempo passar e bebericar o que pudéssemos, ele salvava os meus domingos e fodia minhas segundas, pois bebíamos como se o outro dia fosse ainda um dia de folga e repouso. Naquele dia iriamos beber feito adultos maduros em pleno sábado e meu domingo poderia ser do mais belo e justo repouso, iria fazer meu corpo descansar, palavra! Fui ao mercado, peguei uma garrafa de Vodca e uma caixa de cerveja, coisa justa para o caralho para iniciarmos. Fui caminhando em passos lentos, era sábado, havia matado o trabalho e não estava com pressa, iria beber e precisava ter os meus minutos, fui caminhando de forma sutil a avenida, olhando os mendigos, os carros, os ônibus indo sentido Terminal Bandeira, tudo ali cheirava a vida e a urina, eu amava o centro de Sampa. Cheguei em frente ao prédio do Escobar, estava fumando, o frio era o dominante daquele dia, estava bom, eu tinha em minhas mãos, cervejas, vodca e 2 maços de cigarros, a vida realmente estava sendo boa comigo naquele sábado, iria beber para esquecer o emprego, esquecer que perdi uma boa amiga, esquecer minhas contas, meus relacionamentos que deram merda, e foram vários, minha saúde e todo o diabo que pudesse apagar, toquei no apartamento dele, a porta se abriu adentrei o saguão, chamei o elevador e em instantes o elevador chegou, subi. - Alou – disse o Escobar ao ver eu entrando. - Como está meu velho? - Bem, estava com saudade da sua cara feia e do seu pessimismo - Vai se foder. – Eu disse com o dedo em riste. - Você está com uma cara de ressaca da porra. - Man, não vou entrar em detalhes sobre ontem, só caguei algo que não deveria cagar. - De novo né! - Sempre meu velho. Guardei às cervejas na geladeira e abri uma lata, acendi um cigarro e fui para sua sacada, ele morava no 13º andar, fui para sua sacada, à vista era sensacional, fiquei fumando e vendo o centro de São Paulo por cima, eu era o baluarte da sabedoria, era quem podia tudo e nada ao mesmo tempo, eu era o sim e o não, era a confusão, a desgraça e a vida, por mais que sabia que havia cagado e caído por cima me rolando, me sentia bem, me sentia muito vivo. Havia algumas pessoas na casa do Escobar, todos bebiam e riam, todos estavam felizes, era sábado, e o sábado é definitivamente um dia de felicidade, todos estavam ali para conversas e para se embriagar, todos queriam viver e esquecer suas vidas, suas contas, seus problemas, essa era a grande vantagem dos sábados, fingimos que nada acontece para que aconteçam coisas boas. - Escobar. – disse uma menina do sofá. - Fala ai, Monica. - O que você acha sobre a crise no país? - Ao diabo com a crise, tenho tudo que preciso, estou pouco me fodendo. - Você não se importa com os outros? - Ele não se importa com nada desde que seu bigode continue apontando para lua. – eu disse interferindo na conversa. – Vou pegar mais cerveja, alguém quer? Todos responderam que sim, praguejei por ter oferecido. Fique por lá mais umas 4 horas, resolvi voltar para casa, já havia bebido quase tudo que podia um ser humano beber por uma vida e não estava nem um pouco disposto a cair de bêbado ou vomitar, me despedi de todos, Escobar foi comigo até a porta. - Meu velho, ainda quero saber o que aconteceu, você não chegou aqui me contando tudo. - Relaxa, eu te falarei sim, só que hoje não, deixa para outro dia. - Você sabe que sempre estarei por perto. - Sim, somos alma gêmeas do álcool. Ele fechou a porta, chamei o elevador, esperei uns 2 minutos, e desci, caminhei pela nove de julho sentido meu apartamento, ainda era sábado e eu não estava mais nem ai para porra nenhuma.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Roupas pretas, meias pretas e mostarda.

Havia sido um porre monumental, o dia todo bebendo, iniciando os trabalhos às 11 da matina, já se aproximando da meia noite, alguns dos guerreiros da manhã continuavam de pé, eu era um deles. Jogávamos Poker, a maioria já havia ido embora, restavam cinco de nós, eu bebericava vodca e cerveja, alternava e estava levando de forma totalmente incrível, havia bebido feito um animal, mas aquele era o meu dia, eu estava bem, estava vivo e aquele dia em especial, havia algo que me deixava sóbrio independentemente da quantidade de álcool que mandasse para o meu organismo.

Fizemos uma reunião na casa do Jorge, havíamos combinado com um mês de antecedência, seria uma reunião como nos velhos tempos... Andrei, Fernando, Bruno, Vitor, Carlos, Gabriel, Theo, Pedro, Elias, Paty, Rafaela, Jana, Deise, Cris, Roberto Toda a turma, algumas namoradas, namorados, Theo e Jana casados, afinal ela tirou a virgindade dele e ele acabou ficando com ela até hoje, quase 9 anos e eu. Marlon, beirando a idade de Cristo, sabendo das coisas, sendo um franco atirador no ápice de sua mira. 

O dia seguiu de uma forma como há muito não rolava, citávamos Bukowski, Kafka, Max Wilson e outros, riamos, bebíamos, fumávamos e ouvíamos música. Só havíamos ficado eu, Fernando, Elias e o Jorge que era o dono da casa. Jogávamos e ouvíamos Husker Du.

- Porra, cansei de jogar, vamos só beber! – Disse Jorge

Assenti com a cabeça, Fernando se levantou e quase caiu, sentou no sofá gargalhando e dormiu.

- Jorge, como você está? – Perguntou Elias, que ainda se mantinha inteiro.

- Estou bem mano, 1 mês solteiro, sem chateações, festas e bocetas novas.

- Porra, isso é ótimo, mas eu pensei que você estava zoado, eu pensava que você gostava dessa.

- Mano, eu gosto de quem eu estou, algumas suporto mais tempo, outras menos, mas no geral, eu sou o amor e amo todas!

- E você Marlon?

- Na mesma mano, eu continuo solteiro e estou bem comigo, só gostei uma vez e me destruiu totalmente. – Respondi.

- Era aquela mina do Telemarketing, de anos atrás? Ainda essa?

- Sempre essa mano, ainda me lembro todos os dias.

- Caralho mano, como assim? Não desencanou?

- Claro que desencanei, hoje em dia se ela aparecesse, não iria querer nada, iria dar um oi e ir embora, ela me quebrou duas vezes, não tenho mais culhão para uma terceira.

- Mas então como você diz que lembra dela todos os dias?

- Sempre que eu vejo o verde, lembro dos olhos dela, vejo cabelos cacheados, lembro dos cabelos dela, calço minhas meias e roupas pretas, me lembro dela, como mostarda, lembro dela.

- Como assim?

- Como assim o que?

Jorge dormia, sentado na cadeira, a bituca do cigarro havia caído no chão, o copo de vodca, pela metade estava ao seu lado, me levantei e peguei, virei numa talagada, fui a cozinha e peguei duas latas de cerveja, dei uma para o Elias.

- Anda mano, me explica!

- Explicar o que?

- Qual o motivo da meia e roupa preta te lembrar ela!

- Eu sempre curti roupa, meia preta e mostarda, eu mostrei para ela como isso era um dos ápices de vida.

- Caralho mano, você realmente ama essa mina.

- Vou amar sempre, isso que me quebra, mas já percebi que isso nunca vai acontecer.

- Você nunca mais falou com ela?

- Depois do fim, duas vezes, uns 3 anos depois de terminarmos, nos falamos por 1 mês, nos vimos 
duas vezes, mas ela namorava e optou por ficar com o namorado, depois de uns 2 anos, me ligou para pedir desculpas, disse que precisa saber se eu iria desculpar.

- E o que você fez?

- Desculpei, diabos, era a única coisa a fazer, ela foi importante demais, eu vivi um grande amor, que durou pouco, foi rápido demais, eu penso o porquê deixei isso acontecer, que merda, puta merda... Que raiva.

- Cara, eu pensei que estava fodido, mas você. Bem foda.

- Pode crer. Virei a minha lata em uma única talagada, levantei e fui buscar outra.

Aproveitei para calibrar mais um copo de vodca. Voltei para sala e o Elias estava apagado, só eu havia resistido, fui para sacada, acendi um Lucky Strike, traguei e soltei. Pensei nela, no seu sorriso e em seu cheiro, às músicas sempre em sintonia, as conversas, as risadas, as passadas de mão o sexo, senti falta de tudo isso, será que um dia eu vou descobrir como é viver ao lado dessa pessoa? Talvez eu nunca descubra. Eu vivo, vivo bem, passei 6 meses com ela, já passei 3 décadas sozinho. Fiquei ruim durante muito tempo, um dia me levantei e voltei a viver, simples assim.

terça-feira, 22 de março de 2016

Todo dia

Todo dia durmo, ou na maioria dos dias.
Todo dia como, ou quando tenho dinheiro.
Todo dia cago, se eu não estiver com prisão de ventre.
Todo dia fodo, ou quando arrumo alguém.
Todo dia mijo, mais de uma vez por dia.
Todo dia leio, mesmo se não for algo importante.
Todo dia tenho medo, mesmo quando estou sorrindo.
Todo dia clamo Deus, mesmo se for metaforicamente.
Todo dia respiro, isso faço o dia todo, toda hora.
Todo dia vivo o dia todo, ou enquanto eu estiver vivo.

terça-feira, 15 de dezembro de 2015

Nunca comi uma oriental!

Estava meio assim sem jeito, me sentia desconfortável na minha vida. Um estranho na minha mente. Nunca tive ambição, sempre me importei o mínimo possível que alguém precisa se importar para ter uma boa vida, o mínimo de dignidade e uma justa e pacifica calma sempre me bastou. Estava vivendo, havia perdido alguns bons anos da minha vida entre namoros, ganhei nos namoros alguns anos a mais, mas pouco me importa isso agora, estou bebendo e fumando pelo tempo que fiquei amansado para compensar o que deixei de fazer e vou retomar minha expectativa de vida, ou seja, viver pouco.

Aquele dia estava uma merda, chuvoso, frio e eu estava deitado na cama ouvindo radio, tocava Eyes Of The Sky do Jeferson Airplane, eu piro nesse som, eu era a personificação do brega, eu era o Reginaldo Rossi , eu podia viver e morrer como um cantor brega, eu sou brega e muito bem resolvido com isso. Meu celular tocou.

- Alo.
- E ai Marlon, é o Pedro, o que está fazendo além de nada?
- Deitado.
- Vamos chapar?
- Está chovendo, uma merda de dia!
- Porra, larga de ser fedo de cu, cola aqui em casa e vamos beber, você mora ao lado do metro, eu também, breja dentro de casa sai barato.
- Quem está ai?
- Todo o pessoal!
- Sua irmã está ai?
- Vai se foder Marlon, deixa minha irmã de fora.
- Está ou não está, pergunta simples e resposta monossilábica, é só o que eu quero.
- Está, mas você sabe que não pega ela.
- Com todos os demônios, você acha que eu não sei disso! Em 30 anos de vida eu nunca peguei uma oriental, mas é bom olhar para sua irmã, corpo de gueixa man.
- Eu também nunca peguei uma, todas parecem minha irmã.
- Hahahahahaha, pode crer. Bem, vou tomar um banho e sair, chego ai já já.
- Boa man.

Desliguei o celular e levantei, separei uma camiseta, cueca e jeans e fui ao banheiro, dei uma boa cagada fumando um cigarro, cuspia no cesto e batia a cinza por cima. Joguei meu cigarro na privada e dei descarga, me limpei, abri o chuveiro e tomei uma ducha rápida...

Já estava descendo no metro Ana Rosa, passei no Pão de Açúcar, comprei um fardo com 18 Skol e desci sentido ao prédio do Pedro. Cheguei,  me identifiquei ao porteiro e em poucos minutos já estava em frente ao seu apartamento tocando a campainha, o som estava alto, tocava Stone Temple Pilots. A Porta se abriu e lá estava a irmã do Pedro.

- Oi Carol, tudo jóia?
- Marlon... Entra...

Aquela garota me amava, havíamos sido feitos um para o outro, ela só não sabia disso ainda, iria foder aquela boceta horizontal todos os dias da minha vida, iria levar suco de laranja e temaki na cama para ela. Iria lavar seus cabelos lisos e pretos e iria beija-la com todo o amor do universo. Nossa vida seria boa e honesta, levantaríamos cedo, tomaríamos café, daríamos um beijo, iriamos sair juntos para trabalhar, voltaríamos quase na mesma hora, ela iria fazer Sopa de missoshiro para janta, tomaríamos banho e treparíamos, dormiríamos abraçados e daria um beijo tenro em sua testa. Nossas vidas estariam entrelaçadas e felizes para todo o sempre.

- Marlon, seu grande verme. - Pedro gritou, já um pouco alterado quebrando meu sonho.
- Sua irmã não gosta nada de mim.
- Esquece minha irmã man.
- Mas o que eu fiz?
- Porra, o que você fez? Tá de sacanagem, na ultima vez que veio aqui, ficou completamente bêbado, saiu do banho pelado, tentou abraçar ela e babou e suou por todo o sofá!
- Pelo menos não me mijei, né.
- Você é o cara mais repulsivo e escroto que já conheci na vida!
- Pode apostar que já ouvi isso há uns anos atrás.
- Não aposto. Não tenho dúvida.
- Toma, coloca essas cervas na geladeira, estão geladas, mas podem melhorar.
- Beleza, paizinho, só chegou o Wagner e o Luciano.
- Vem quem?
- Chamei uma galera, mas com esse tempo fodido, vai saber quem vem!
- Existe alguma possibilidade desse seu caralho pequeno ter chamado algumas garotas?
- Não, hoje são só homens falando merda.
- Tenho impressão às vezes que você sonha em ser enrabado por mim.
- Vai se foder! Não quero ter sífilis.

Dei um abraço no Wagner e troquei uns socos no ar com o Luciano, já não os via há algum tempo, e isso me deixou mais animado do que olhar para a cara amarela do Pedro.

- O que tem feito Wagner?
- Cara, só chapando, doce, maconha e bebidas.
- Da pesada heim.
- Que nada, estou leve, maneiro, sou meninão de novo.
- E você Luciano?
- Eu estou trabalhando para caralho, minha namorada me deu um chute na bunda.
- Namoradas veem e vão, fique sozinho e transe com o máximo de garotas que sua pica permitir.
- Não tenho mais 20 anos amigão, estou bem sofrido.
- Vai ao prostibulo. Garanto que alivia.
- Nem fodendo dar 200 pratas para foder.
- Mano você dá muito mais do que 200 pratas quando está namorando e ainda recebe cobranças, escuta acusações, desculpas para não trepar e toda a lenga a lenga de mulheres.

A Irmã do Pedro estava passando nessa hora, me olhou com um olhar cheio de ódio, eu sorri e acendi um cigarro ela saiu com cara de tartaruga.

- Ela me odeia senhores!

O riso foi geral, o Pedro entrou na sala com uma lata de cerveja e um copo de 1 litro desses de combo de cinema, abarrotado de Vodca com uma leve lembrança de Schweppes, dei um gole e por muito pouco não vomitei tudo, respirei, dei um trago na minha cerveja e uma tragada no cigarro, pronto, eu podia dominar o mundo.

Ficamos jogando Poker e matamos umas 47 latas em 4 pessoas e 2 garrafas de Smirnoff, eu fiquei maluco. Acordei com o sol batendo em minha cara, estava jogado no chão, sem camiseta e tênis, o Wagner estava no sofá, roncava feito um porco, nem sinal do Luciano. Levantei, fui para a sacada, a porta havia ficado aberta, estava sol, mas de noite deve ter feito um puta frio, eu estava congelante, peguei meu cigarro e acendi, a fumaça subia de forma compassada, um milagre de DEUS, minha cabeça dava pontadas horríveis, minha voz eu sentia que estava totalmente cagada, estava vivenciando uma ressaca daquelas e tentava lembrar algo da madrugada, não conseguia me lembrar de nada, fui em direção a cozinha, abri a geladeira, dei uma golada na garrafa de agua até me babar, foi um alivio, ainda tinha 1 lata a salvo, peguei, abri e matei em uma única talagada. Voltei à sala, calcei meu tênis e vesti minha camiseta, não achava minha jaqueta, fui dar uma olhada no quarto do Pedro. Ele estava apagado, barriga para cima, ronco, achei minha jaqueta, peguei, sai e fechei a porta, a porta do quarto da irmã do Pedro ficava em frente, resolvi dar uma espiada, abri e me deparei com ela totalmente nua, seus seios, rosto nipônico, seus pelos da xota. Dormia profundamente e ao seu lado, sem roupa alguma e também dormindo estava o Luciano com sua pica mole de 20 centímetros. Fechei a porta e resolvi ir embora, não acordei o Wagner que ainda roncava feito um porco no cio.
Alguns caras tem toda a sorte do mundo, eu vou me virando com minha voz rouca, minhas ressacas e meu subemprego, não se pode ter tudo. Mas uma coisa eu tenho certeza, nunca comi uma oriental e nunca irei comer.




sábado, 28 de novembro de 2015

Talvez um pouco de cada coisa

Um homem que bebe.
Um homem que fode.
Um homem que vai a igreja.
Um homem que vive de ressaca.
Um homem que trabalha em um emprego de merda e assiste telejornal noturno.
Um homem que caga.
Um homem que tem fome.
Um homem infeliz.
Um homem cinza.
Um homem que se tornou o que não queria.
Um homem em um subemprego.
Um homem ateu.
Um homem sem dinheiro.
Um homem que mente.
Um homem que viaja.
Um homem que mata.
Um homem amarelo, branco, negro.
Um homem que finge estar tudo bem.
Um homem que não tem certeza de nada.
Um homem com câncer.
Um homem morrendo.
Um homem sofrendo.
Um homem subnutrido.
Um homem com falta de culhão.
Um homem que não é assim tão homem.
Um homem que não faz sexo oral.
Um homem que tem nojo.
Um homem que se mija, se caga, vomita... Quando está bêbado.

Conheço alguns desses homens,
me vejo em alguns deles.
Somos todos um pouco de tudo.
Existe problema nisso?

Viva e faça o que achar que é o certo!

sábado, 20 de junho de 2015

Sufoco

Se desejar algo, vá atrás
Se quiser algo, vá atrás
Se almeja algo, vá atrás
Se sonha com algo, vá atrás

Eu gozo com a vida, quero a vida
Eu cometo erros
Eu sempre estou bêbado
Eu estava adormecido quando pensei em mudar
Eu estava chapado quando acordei
Eu precisava somente de mim mesmo
Eu era a minha própria reliquia
Eu coloco minha cabeça no travesseiro e tudo roda
Eu cometo erros
Todos cometem, e assim a Terra segue o seu curso
Que DEUS me abençoe.

Ninguém vive como Charles Bukowski hoje em dia.

Era tudo um pedaço de merda,
Levantar, escovar os dentes, cagar, tomar banho.
Tudo que sempre praguejei me tornei,
Já tinha virado cinza, não sabia quando e nem como,
Mas havia me tornado tudo que sempre repudiei.

Eu sempre fui o dono da verdade, minha verdade,
Eu sempre prometi não fracassar,
Contas chegam, bebida e cigarro aumentam.
Vamos viver, vamos pagar e vamos votar e entrar na dança.
Ninguém vive como Charles Bukowski hoje em dia.

Eu queria ter mais tempo.
Eu queria beber mais, viver mais, fumar mais, cagar mais.
Eu sempre prometi não fracassar.
Contas chegam, bebida e cigarro aumentam,
Eu Fracassei.
Eu não vivo como Charles Bukowski hoje em dia.

sexta-feira, 22 de maio de 2015

CENTRO

Eu gosto do Centro, vivo nele, caminho nele
Gosto daqui, isso me faz bem, eu voltei a viver.
Mendigos e cheiro de urina, gosto dessa vida!

Em muita coisa eu acredito, e o centro me faz bem
Andar pelo Anhangabaú, acender um cigarro e tossir.
Mendigos e cheiro de urina, gosto dessa vida!

Viciados em crack me abordam, querem me roubar
Não tenho nada, e continuo a caminhar.
Mendigos e cheiro de urina, gosto dessa vida!

Minha vista é espetacular, aqui eu quero pra sempre morar
No Centro de São Paulo eu vou ficar.
Mendigos e cheiro de urina, gosto dessa vida!
Mendigos e cheiro de urina, já me acostumei...

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Max Wilson parte III

Olha ele novamente, com seu charme a zero, sua cara continuava parecendo areia mijada, seu humor continuava seco, seu olhar era duro, olhar de quem sabia de alguma coisa, sua barriga pendendo para frente de forma melancólica, através da camiseta notava-se peitinhos mais parecidos com uma menina de 13 anos do que de um homem que havia vivido bem, muito bem. O cabelo penteado para trás de forma descompassada. Viam-se falhas de quem estava a um passo da calvície. Ele estava destruído, os anos haviam sido bastante cruéis com ele, não à toa, ele havia pegado pesado com bebidas, cigarros, drogas e algumas mulheres. Ele era o rei da DST, gonorreia era o seu baluarte.
Max Wilson havia acabado de lançar seu ultimo livro, e estava vendendo mais do que nunca, ele continuava odiando o que escrevia... Não pintava mais fazia alguns anos, Max Wilson só fazia aquilo que tinha vontade, a escrita fluía, pois tudo que ele fazia era algo que pode se escrever, vender e ser bom.
Max Wilson acordou às 10hr00 da manhã, nunca acordava antes dessa hora, ele dizia que isso era a fonte de sua vida, socou o dedinho na beira da cama, perdeu a unha, praguejou, uma lagrima escorreu de seu olho esquerdo. Foi ao banheiro, abriu a torneira, deixou a água corrente cair por suas mãos calejadas durante alguns bons segundos. Lavou o rosto, abaixou a cueca, levantou a tampa da privada e cagou, na hora de se limpar percebeu um pouco de sangue, seu estomago embrulhou, vomitou na pia, o vômito era pura água, ele estava se desfazendo do resto de vida e dignidade que tinha. Sua cara estava amarelada, se sentia quente e com o estomago retorcido. Max Wilson sabia que isso não era normal, mas ele jamais ia ao médico, ele não era o tipo de pessoa que se cuidava, ele estava sempre se automedicando de bebidas alcóolicas, sempre que se sentia mau, virava algum destilado qualquer e podia se sentia melhor, dessa vez não foi diferente, preparou um bom gin com tônica e virou em uma talagada. Seu telefone tocou, antes de ir atender, abriu a geladeira e pegou uma lata de cerveja.

- Alô!

- Max Wilson, sou eu, tenho novidades. Disse Luiz seu editor.

- O que é?

- Você foi convidado para uma entrevista na Rolling Stones.

- Não dou mais entrevistas!

- Max Wilson, para com isso homem, aquele rapaz não morreu por sua causa.

- Eu havia gostado dele, ele me visitou algumas vezes, bebericamos juntos, jogamos conversa fora, e ele saindo bêbado daqui bateu a porra do carro.

- Ele era um bom garoto Max Wilson.

- Era sim, por isso não quero jornalistas nunca mais!

- Mas isso vende livros, Max Wilson!

- Porra, mas que diabos, sou um gênio, não preciso de entrevistas para vender livros, estou me lixando se eu vender livros, tenho dinheiro como nunca tive, não gosto de ter tanto dinheiro, não gosto de ser cool para essa molecada estupida que ouve músicas ruins, que é descolada só para pegar menininhas e que pensa que sabe tudo sobre a vida. Eu sei sobre a vida, eu vivo, eu penso e eu bebo.

- Max Wilson, você precisa rever seus conceitos, você precisa se integrar aos novos tempos.

- Luiz, seu sacana de merda, você acha que pode me vender assim¿ Eu sou o talento, você é só o relações publicas, todo o trabalho pesado, às bebidas ruins, as bocetas gordas e fedidas são a minha parte mais lúcida. Eu fodo a merda para te dar o mínimo de dignidade na vida, seu carro, sua casa, o silicone da vaca da sua sua chupadora, vulgo mulher, suas viagens para a Europa, sou eu que pago tudo, e agora você me vem com essa merda. Vai tomar no seu cu sua lêndea! SOU EU QUE ME FODO SEU PUTO.

- Okay, okay, eu desito.

- Passar bem!

Max Wilson desligou o telefone, acendeu um cigarro e deu um peido, finalmente se sentiu bem aquele dia.
A lata de cerveja acabou, preparou mais um gin, acendeu mais um cigarro e pensou em ligar para alguma vagabunda sem classe para meter, mas logo desistiu da ideia, suas forças não eram bastante limpas para o sexo, resolveu usar a carga que tinha aquele dia para beber, talvez escrevesse muito provável que não aconteceria, Max Wilson não estava legal aquele dia.

A tarde foi passando, comeu dois ovos cozidos com páprica, bebeu um suco de laranja com vodca e foi para sacada, estava pouco ligando de estar apenas de cueca, ficou olhando para o transito da rua durante mais de 1 hora, estava se sentindo estranho, tentava saber o motivo, mas estava com medo de ir a fundo nesse pensamento, olhou para os seus pés, estava sem uma das unhas quebradas, o sangue estava pisado, seu dedo roxo. Acendeu um cigarro, tossiu sangue, se sentiu tonto e caiu para trás, bateu a cabeça no trilho da porta de correr, um corte logo se abriu, levantou após alguns minutos tonto, largou a bituca do cigarro no chão, respirou e começou a enxergar melhor, iria tomar um banho, deitar e descansar, aquele dia não estava bom, e finalmente Max Wilson havia percebido, tirou a cueca, jogou em cima do sofá deu dois passos e sentiu seu corpo adormecer, tentou gritar, sua voz não saiu, sua boca estava torta, caiu de lado, ao lado da bituca do seu cigarro, a cabeça sangrando, o dedinho do pé roxo, seu corpo dormente, começou a ter espasmos e a visão ficou enegrecida, sabia que a morte estava lhe dando a mão, se cagou e mijou, começou a engasgar com o próprio vomito. Max Wilson pensou em sua vida, em suas pinturas, em bocetas, em seus textos, enquanto estava tendo um derrame pensou em um cigarro, suspirou e seu coração parou de bater... Aos 36 anos Max Wilson morreu!

Seu corpo foi achado alguns dias depois, nu, com uma aparência terrível, seu editor deu algumas entrevistas, mostrou algumas fotos e lançou edições de colecionador de seus textos. Max Wilson, uma lenda vida, agora morto valia muito mais. E onde quer que Max Wilson esteja, sempre lembraremos dele.



terça-feira, 19 de novembro de 2013

Aos 28 anos, senti inveja!

O relógio marcava 18hr17, eu estava sofrido em frente ao mercado próximo do meu trabalho fumando um bom Lucky Strike, os tragos eram ao mesmo tempo nervosos e cansados. Era sexta-feira, havia trabalhado a semana inteira, estava em frangalhos, trabalhar das 08hr00 Às 18hr00 todos os dias e levar quase duas horas para ir e mais quase duas horas para voltar estava me matando. Dei o último trago daquele cigarro, joguei ao chão e pisei, pisei como se estivesse pisando na cabeça de todos aqueles que fodiam com a minha vida. Entrei no mercado para comprar uma cerveja.
Caminhava a passos lentos dentro do mercado, olhando todas às gôndolas, prateleiras e a merda toda que tem nesses lugares, o mercado estava vazio, Graças ao bom DEUS, odiava aglomerados de pessoas e odiava mercados, quando tinha que ir em um, quanto menos pessoas, melhor e mais saudável.
Estava no corredor das bebidas, fui direto ao freezer de cervejas, peguei duas latas de Skol, era tudo o que meu misero dinheiro pagaria, estava duro, mas pelo menos iria sentir um pouco do gosto da felicidade, alguns jovens de boa aparência entraram no corredor, eles sorriam homens e mulheres, com sorrisos brancos, cabelos bem cortados, roupas caras, estavam muito bem alimentados. Eram todos uns belos pedaços de carne. Instantaneamente me senti um completo trapo. Eles pareciam muito felizes, aqueles caras tinham tudo, dinheiro, mulheres, bons estudos, viagens, celulares da moda, automóveis. Tinham cara de que nunca haviam passado necessidade alguma, que tinham tudo de forma fácil, e pela primeira vez em 28 anos me senti com uma inveja. Eu era um caco, havia passado fome inúmeras vezes, nunca tinha dinheiro o suficiente para nada,  meus dentes estavam amarelados, meu cabelo precisava de um corte, minhas camisetas estavam manchadas no sovaco por causa de desodorante barato, minha barriga estava molenga e eu estava tão inchado que até a Pâmela Anderson teria inveja dos meus peitos, eu era a típica personificação da desgraça humana. Não me lembrava ao certo da época em que tinha uma boa aparência, garotas e vivia com minha mãe. Havia perdido todas às coisas boas que conquistei. Bebidas e cigarros me consumiam assim como cagalhões consomem o Rio Tiete. Aqueles jovens pegando cervejas importadas e whiskeys estavam me dando nos nervos, virei às constas e fui em direção ao caixa com a cabeça baixa.
“Diabos o que está acontecendo comigo? Sempre caguei para tudo e todos! O que mudou?” Pensei de forma triste, estava depressivo com certeza aquele dia, com certeza era a falta de dinheiro que me consumia.
Escolhi um caixa, relativamente vazio, uma pessoa passando no caixa e outra na minha frente, com um cesto com ovos, queijos, manteigas, torrada, alface, sucos e algumas maças. Fiquei olhando para o pacote com maças e tentando adivinhar quantas tinham para tentar distrair a minha mente, estava quase tendo êxito, já pensando em um bom som quando chegasse em casa, pensando em tirar minhas roupas, cagar, tomar uma chuveirada, e ficar deitado de cueca olhando para o teto  até pegar no sono. Meus pensamentos foram interrompidos por risinhos, olhei para trás e lá estavam os jovens bem alimentados, com alguns cestos com boas garrafas de bebidas, cervejas e falando sobre a faculdade de medicina, minha cabeça estava consumida por inveja, ódio e qualquer outro sentimento, qual era a justiça divina? Eu nunca tive as oportunidades de ter 1/3 da vida deles, eu nunca teria o conhecimento que lhes foi dado, eu nunca teria o dinheiro para ser um médico, fisioterapeuta, dentista. Talvez eu até fosse um excelente cirurgião se tivesse tido às chances, mas eu jamais saberia, nunca iria ter aquela vida, nunca teria um corte de cabelo tão descolado, bons jeans, automóveis do ano, o melhor estudo, experiências internacionais.
Minha vez de passar no caixa chegou.

- Nota fiscal paulista?
- Sim. - Respondi secamente.
- Pode digitar!

Digitei todos os números, apertei o enter e olhei os números novamente para confirmar, estava correto, iria faturar meu centavo do governo, apertei o enter novamente. A Caixa passou minhas duas latas.

- R$5,38, qual a forma de pagamento?
- Dinheiro.

Abri minha carteira, peguei uma nota de cinco e uma de dois e lhe entreguei.

- Seu troco, obrigado e boa noite!

Fiz um leve aceno com a cabeça e sai andando, deixando para trás os bem alimentados. Me restava na carteira R$1,60, ela não me devolveu 2 cents. Peguei um cigarro, acendi, traguei e expeli a fumaça azulada do meu cigarro, abri uma das latas e bebi numa talagada, abri a outra e fui em direção ao metro. O caminho ainda seria longo.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A pior perda do mundo

Já não era mais igual, havia perdido o que conhecia melhor na vida.
Perdi de forma inesperada, de forma brutal pra mim.
A morte havia peidado na minha cara.
Sinto-me fraco, meio perdido!

Nada seria mais igual, havia perdido o que conhecia melhor na vida.
Perdi de forma inesperada, de forma brutal pra mim.
A bebida e o cigarro aumentaram,
A tristeza batia na porta a todo momento.

Só queria que não tivesse acontecido, perdi o que conhecia melhor na vida.
Perdi de forma inesperada, de forma brutal pra mim.
Ainda não entendo,
Não escrevo, não sorriu como antes, não sou mais o mesmo.

Porque quem mais me amou foi levada?
Perdi de forma inesperada, de forma brutal pra mim.
Acendo um cigarro, olho para uma foto e ainda acho irreal.
Sabemos que algo irá acontecer um dia, mas quando o dia chega, é muito difícil aceitar.

Ela foi a maior, me amou incondicionalmente, me fez ser o melhor possível.
Perdi de forma inesperada, de forma brutal pra mim.
Irei superar por ela, irei viver por ela, tomarei um drink por ela, serei grande por ela,
Obrigado por tudo MÃE.

quinta-feira, 11 de julho de 2013

Achaque

Estava tossindo feito um cão do inferno.
A tontura e o vomito eram meus melhores amigos, um de cada lado.
Me batiam, riam e peidavam na minha cara.
- Eu sou um grande apedeuta. – pensava

Alguma coisa mais se aproximou de mim,
Me cercou feito um animal faminto,
Senti seu cheiro podre, cheiro de carne queimada.
O hálito era quente,
Não estava me sentindo preparado.
A tontura e o vomito eram meus melhores amigos, sempre estavam ao meu lado.
Me batiam  e peidavam na minha cara.
Mas eu já estava acostumado.
Fechei os olhos, dormi e não acordei mais.

Mais uns anos de vida

Foi na noite que estava bêbado que há conheci.
Fomos apresentados.
Pensei que ela fosse inalcançável para mim, um bêbado e drogado.
Conversamos algo sobre Bowie, me sorriu, nos beijamos.
Diminui com os excessos!

Ganhei mais alguns anos de vida.
Cantamos, dançamos, fodemos e bebemos.
Ela é com certeza uma grande mulher, a melhor que eu jamais imaginei um dia conhecer,
Deu-me mais uns bons anos de vida.

A minha realidade

- Você sabe o que fazem na Índia? – Pedro me perguntou.
- Eu quero que a Índia e você se fodam! – respondi levantando o dedo indicador para o alto.

Não quero saber nada,
Sou alienado, estou farto.
Olho por olho, dente por dente.
Não existe melhor ditado.
A Vida sempre foi assim comigo, sempre me fodeu.
Nós lutamos, eu nunca ganho e já estou vacinado.
Peidei e virei meu conhaque.

Tudo que faço!

Sempre há emoção em cada drink.
Do primeiro ao último, me sinto bem.
Sou um beberão, subjulgo a minha vida.
Vivo, canto, danço, bebo, fumo, como, fodo, peido, cago, durmo...

Amanhã vou acordar cedo. Proletário.
Feliz?
Claro!

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Um cu como uma bomba H

Mike me disse que pode peidar como uma bomba H
Bebemos cerveja e nos olhamos
Mike falou novamente sobre a potência do seu peido
Bebemos mais cerveja e voltamos a nos olhar
Mike peidou
Alto, fedido, o peido mais fedido já registrado pelo meu olfato
Corri para o banheiro, vomitei.
Voltei, sentei, bebemos cerveja e pedimos conhaque
Voltamos a nos olhar
E Mike voltou a peidar com o cu de bomba H
Ele riu
Eu não
Quase vomitei, mas sabem o que dizem sobre seres humanos se acostumarem ao cheiro ruim,
A vida seguiu.

Nunca mais bebi com o Mike
Não sei se ele ainda está na ativa
Bebi mais cerveja e pensei na vida
Peidei...

terça-feira, 30 de abril de 2013

Tarde de calor

Suor, dor de cabeça e sol,
Cana
Sol na cabeça
Ressaca
Meu ultimo trocado foi gasto com cerveja e cigarro.
Sempre fui irresponsável
Mas vivo, e bebo.
Preciso de ódio, preciso de amor, preciso de aplauso.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Minhas companhias.

Uma garrafa de vinho barata,
Um cigarro queimando a cada tragada.
Bebo um trago do copo de vinho, dou uma tragada no meu cigarro e me sinto vivo.

A Solidão muitas vezes é melhor do que qualquer companhia.
Me faz pensar, me faz viver!
Nada de conversas curtas, papos chatos e olhares cinzas.
Medo de ficar sozinho, todos temos.
Mais o importante é ter classe para levar a vida da melhor maneira possível.

A minha vida, eu levo na bebida, no cigarro e na música.
Escrita, livros e escritores, no geral me enchem.
Mais ainda sim, noutro dia, torno a escrever.
E continuo sendo repetitivo e chato,
Talvez preciso de aplausos, talvez preciso de um tapinha nas costas;
Talvez preciso de mais uns tragos.

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Nada para fazer!

O tédio domina. Nada para fazer;
Cabeça vazia, vontade de beber.
Um único pensamento, bebida!

Levanto da cama, acendo um cigarro e penso em cerveja,
Desajustado, não manipulado, egocêntrico, degenerado.
Os pés suados se mostram preocupados.
A mente em qualquer outro lugar menos onde deveria estar!
Levanto a cabeça, pigarreio, me sirvo de um drink e vou me deitar.