quinta-feira, 28 de julho de 2011

Apaixonado por uma puta!!!

Era mais um dia triste e sofrido de trabalho indo embora.  – Diabos. Perdi 10 horas da minha maldita vida. - Pensei eu todo jururu. A minha única alegria naquele dia insuportavelmente quente era o meu bom e velho salário na conta, que como já era o quinto dia útil de dezembro se acumulara com o décimo terceiro. Uma das poucas e boas coisas que o governo brasileiro havia nos dado.

- Falou chefe. – disse para o porteiro do meu trabalho caminhando de forma sofrida.
- Falou Marlon, até amanhã, vai com Deus.
- Obrigado e amem chefe. Fiz um movimento de joia com minha mão esquerda.

Fui caminhando até a estação de metro Carrão, próximo à estação havia um bar horrível, mal cheiroso, deprimente, cheio de pessoas sofridas, velhos com unhas amarelas, dentes escassos, cabelos ralos, caras sofridas e olhos sem o menor brilho, enfim era uma pocilga sem igual, atravessei a rua e entrei no bar, às vezes ia lá comprar cigarros e tomar algum trago lá, mas sempre saia rápido o bastante para não me deprimir com aparência daqueles malditos seres sem dignidade que lá frequentavam.

- Chefe me manda um Lucky Strike branco e uma Skol.
- É pra já xodó. - Me respondeu um maldito de uma cabeça chata, com luzes no cabelo, pele morena de sol e cara sofrida, tinha uma orelha que com certeza o fazia voar feito uma andorinha em seus dias mais plenos de tristeza e ainda tinha coragem de usar um daqueles brincos de imitação de diamante. O cara era feio ao extremo, era o filho do dono, devia ter acabado de chegar do extremo do nordeste, pois tinha um sotaque ainda bem carregado, o pai dele era o dono do bar, um cara sofrido, com olhos miúdos e nada simpáticos, não estava no bar naquele momento por sorte, iria ficar mais deprimido se ele tivesse.

Fiquei olhando uma mulher passar do outro lado da rua, seu rabo era maravilhoso, pensei em meter com ela durante anos e viver uma boa vida, porem não tinha sorte e capacidade o bastante para traçar aquele cu, sendo um proletário da mais nobre classe trabalhadora, gráfico.

- Ta aqui xodó, sua cerveja e seu cigarro meu bacana.
- Ok, e estiquei minha mão lhe passando uma nota de dez reais toda amassada.

Acendi um cigarro, que alivio, dei uma tragada forte e despejei cerveja em meu copo, matei o primeiro copo em uma única talagada, foi bem agradável, me servi de mais cerveja enquanto expelia a fumaça do meu tabaco tostado e sorvia bons goles da minha cerveja. Enquanto tomava minha cerveja, que apesar de o bar ser um lixo estava extremamente gelada tomei um tapinha nas costas.

- Fala ai Marlon.
- E ai Roberto de boa.
- Suave man. - Me respondeu já olhando para o atendente cabeça chata e pedindo um maço de Marlboro vermelho.

Roberto trabalhava comigo, era um cara bacana, um dos poucos que trabalhavam naquele lugar, era um frustrado no emprego igual a mim, ganhava bem, mais não era nem de longe feliz, rezava todos os dias para ser mandado embora, talvez por isso tivéssemos certa afinidade, ele não tinha a cara cinzenta que nem a dos meus colegas de trabalho, seus olhos eram vivos, brilhantes. Éramos de setores diferentes, eu era da área comercial e ele do financeiro, tínhamos uma afinidade musical muito grande e fumávamos tomando café durante a tarde sempre falando de nossas bandas e influencia musicais, minha banda favorita era Rolling Stones a dele era Doors, às vezes saímos para tomar cervejas e sempre bebíamos além da conta e ficávamos de ressaca no outro dia no trabalho e isso era uma tortura, Roberto era um dos caras mais feios que eu já havia conhecido, ele tinha uma cabeça engraçada, orelhas pequenas e nariz grande, seu queixo se misturava ao pescoço de forma melancólica, mas tinha um brilho nos olhos de quem vive, eu também não era lá essas coisas, por isso criamos um respeito mutuo, apesar de eu ter poucos amigos, considerava ele um amigo, pelo menos enquanto trabalhasse lá.

- E ai seu verme o que vai fazer hoje, qual o babado? – ele me perguntou com uma cara de sabedoria milenar.
- Porra nenhuma. Vou tomar algumas e ir embora.
- Estou de carro hoje, temos dinheiro na conta que tal irmos para um cabaré.
- Haha cabaré é ótimo.
- Sério man. Vamos pra essa porra tomar uns drinks e comer alguma xoxota.
- Sossega seu facho cara, gastar dinheiro em cabarés é algo que não faço há muito tempo.
- Vai tomar no seu cu porra, larga de ser frouxo, vai e pronto, mata logo esse copo e vamos pra lá.
- Caralho homem, depois para ir embora é um pé no caso.
- Você mora na Vila Mariana não é?
- Isso.
- Então pronto, te deixo lá depois, e outra hoje já é quinta, só vamos ter que trabalhar de ressaca mais um dia apenas.
- Quero mais é que se foda, vamos nesta merda então. – virei meu copo, acendi mais um cigarro e puxei uma longa e bela tragada do meu Lucky e saímos do bar.

Entramos no carro, ele ligou o som e fomos ouvindo Kansas.

- Você tem 170 pratas ai man? – ele me perguntou.
- Sim por quê?
- Porque esse é o valor da multa pela falta de cinto de segurança, então se você não quiser pagar isso coloca a porra do cinto.
- Pega leva paizinho, já vou colocar, e não me ofenda. – disse apertando o acendedor de cigarros e me preparando para fumar mais um tabaco enrolado e tostado.

Chegamos ao nosso destino em menos de quinze minutos, deixamos o carro no estacionamento e fomos entrando. Na entrada o segurança pegou nossos nomes, anotou em uma prancheta estúpida e sem fundamento e nos deu um cartão, nele havia um número de comanda, o nome do lugar era Castelo Bar e no verso do cartão em letras garrafais um aviso dizendo que a perda da comanda acarretaria no pagamento imediato de 600 reais. Enfim, entramos e chegamos a uma área de lazer, com mesas e cinzeiros, já que depois da lei antifumo, os fumantes tinham que fumar em locais abertos.

- Maldito José Serra. – praguejei.
- Você já vai começar?
- Porque, você me pergunta isso? Diabos você não está vendo, os fumantes são mais perseguidos hoje em dia do que os Judeus na 2ª guerra, isso é absurdo, tenho certeza que se o Serra fosse eleito presidente da republica, ele iria nos fazer andar com uma faixa no braço, só que ao invés de ter uma maldita estrela judia, teria um maço de cigarros e uma frase dizendo que fumar causa câncer.
- Hahaha, queria saber de onde você tira todas essas ideias. Relaxa e aproveita. No quarto você pode fumar, e outra, cigarro será a ultima coisa que você irá pensar no meio de todas essas mulheres gostosas.
- Esse lugar, caso Deus resolva fazer o apocalipse será um dos primeiros a ser queimado man, aqui iniciaria a faxina dos céus. – Disse apontando para os céus.
- Haha tomara então que ele não resolva fazer isso hoje, se bem que se é para morrer no Apocalipse que eu morra trepando feito um animal.
- Haha, tem a ver, que sucesso.

Descemos uma escada para o andar de baixo, o lugar era pouco iluminado mais bem agradável, havia uma mesa de sinuca em um canto, várias mesas de madeira, telões de LCD espalhados no ambiente, e um extenso e bom bar, com um garçom com uma cara bem simpática. Estava acostumado a lixos, mas esse puteiro era bem bacana.
Acomodamo-nos em uma mesa no canto, veio um dos garçons e anotou nosso pedido, duas doses de vodca pura e duas latas de cerveja e uma porção de salame com azeitonas, em poucos instantes já estávamos desfrutando de nossos drinks, pedimos mais duas latas de cerveja e mandamos trazer uma garrafa de vodca, sairia mais barato do que ficar pedindo em doses, bebemos e comemos e rimos. A ideia aquele dia era ficar bêbado.

- Chefe como é o seu nome? – perguntei ao garçom.
- Haroldo.

Roberto esboçou um sorriso ao ouvir o nome e o sotaque do garçom, mas quando ia fazer algum comentário uma das meninas da casa, se aproximou de nós, nos cumprimentou disse que seu nome era Carol e sentou-se ao lado dele, a garota tinha uma beleza fantástica, pequena, mas um corpo extremamente bem desenhado, cabelos lisos e pretos até a altura dos ombros, uma barriga maravilhosa e tinha uma tatuagem de dragão cobrindo toda a costela do lado direito do corpo, um sorriso fascinante.

- Vamos subir os três? - Carol nos perguntou.

Roberto me olhou com um olhar que já dizia tudo sem que qualquer palavra fosse pronunciada.

- Acho que vou ficar aqui em baixo bebericando meu drink, suba você com a Carol.
- Vamos velho, vai ser muito louco.
- Nem fodendo, não irei pagar para meter, meu dinheiro é para bebidas, somente para bebidas paizinho, se alguém quiser me dar levo para meu apartamento. – eu disse dando uma boa talagada em meu drink com um olhar de classe.
- Vamos cara, deixa disso!
- Sou um bom vivant, quero beber, se depois de beber me der vontade eu subo.

Roberto balbuciou alguma coisa que eu não entendi e me disse que eu era muito chato quando queria, um sorriso de escárnio brotou no canto da minha boca e o mandei tomar no centro do cu, ele puxou a xinoca perversa e os dois subiram para o quarto, dei mais um trago na minha vodca e pedi mais uma cerveja, aquela noite estava apetitoso, mas não para foder e sim para beber. Fiquei bebericando durante uns cinco minutos sossegados até que chegou uma garota ao meu lado com um perfume bem característico de garota da vida, um cheiro doce, cabelos castanhos e enrolados, uma mini saia que deixava suas belas pernas amostra, uma blusa bastante decotada, um batom vermelho, um salto altíssimo e um sorriso belo, me cumprimentou e me olhou com os olhinhos pequenos e verdes.

- Oi amor, meu nome é Rosa.
- Olá coração, Marlon muito prazer. Disse dando um beijo em seu rosto.
- Todo meu. Anjo me fala o que você procura hoje?
- Não procuro nada baby, apenas um bom drink e um pouco de dignidade.
- Quer diversão hoje?
- Já estou me divertindo, bebendo!
- Vamos subir e namorar um pouco vai.
- Não posso fazer isso coração. Estou apenas querendo drinks, toma alguma bebida?
- Sim tomo uma cerveja.
- Ok. – Acenei com um braço para o garçom, ele se aproximou e eu pedi uma cerveja para a Rosa, ele deu um sorriso amarelo que enrugou toda sua cara feia e virou às costas.
- Quero subir com você!
- Baby, estou bebendo, tem meia garrafa de vodca e já te disse que provavelmente não irei subir, quando terminar essa garrafa, talvez nem consiga andar, quanto mais foder.
- Você tem um olhar misterioso.
- Veja bem boneca... – fui interrompido pelo garçom trazendo a cerveja ainda com aquele sorriso imbecil no rosto. - Obrigado chefe. – me dirigi ao garçom. - Então boneca, voltando ao que estava dizendo, veja bem, não sei se devo subir, acho que não sou muito fã da ideia de pagar por sexo, se quiser ficar aqui comigo, eu te pago bebidas, mas se depois de uma boa conversa você continuar com a ideia de ir para cama comigo, iremos para meu apartamento, fora daqui.
- Vou te convencer a subir comigo amor.
- Pode tentar, mas creio que não irá conseguir. - Matei mais um copo de vodca numa talagada. Fiz careta com certeza, desceu queimando, joguei cerveja por cima, uma mosca começou a me incomodar, e a música que começou a tocar não me agradou, era uma dessas novas modinhas de pop com sertanejo, quis ficar bêbado o mais rápido possível, enchi meu copo de vodca e entornei metade goela adentro.
- Você bebe muito né?
- Bebo mais do que fodo pode ter certeza coração.
- Nossa seu linguajar é brega, mas vejo classe em você.
- É claro que tenho classe coração, sou um gênio, infelizmente hoje somente eu sei sobre isso, mas um dia serei descoberto, mesmo que for depois da minha morte, ou seja, algo que não tardara muito a acontecer.
- Que horror anjo. Não diga essas coisas, atrai má sorte. Mas me diga o que você faz da vida?
- Sou gráfico por necessidade de trabalho para pagar minhas contas, mas nasci mesmo escritor e gênio.
- Você é escritor, sério?
- Sou sim boneca e dos bons, modéstia a parte o melhor que eu conheço dessa geração que só tem pederastas cretinos e emos.
- Escreve sobre o que?
- Sobre tudo, sobre a vida, sobre bebidas, fracassos e dividas e relacionamentos ruins e tudo mais.
- Tipo Bukowski e Kerouac?
- Você conhece Bukowski?
- Claro é o meu escritor favorito, gosto também de Norman Mailer, Hunter Thompson, Celine e Fante.
- Puta que pariu! – exclamei com a boca entreaberta e de queixo caído, aquela garota tinha os gostos muito próximos aos meus.
- Não esperava né, uma prostituta que sabe e conhece muito bem os escritores marginais.
- Sinceramente não baby. Acho que me apaixonei por você.
- Hahahaha bobinho. Faço letras, adoro ler esses caras, acho que eles transmitem a vida da forma mais realista possível, Shakespeare que se lasque.
- Um brinde a você – Disse levantando o copo. - E porque trabalha nisso, tendo que abrir às pernas para vários homens? – Virei o restante da minha vodca.
- Primeiro que aqui eu ganho umas dez vezes mais do que no meu antigo emprego, segundo porque adoro sexo, e às vezes conheço pessoas bem interessantes, assim como você.
- Na minoria das vezes, eu não sou nada interessante, estou um caco pra minha idade, bebo feito uma esponja, e estou bem barrigudo baby. E sabe ainda tem o lance do tamanho do meu pinto.
- Qual o problema do teu pinto?
- É apenas pequeno!
- Duvido você tem um brilho nos olhos que fazia tempo que eu não via, parece ter um membro grande.
- Quem dera. Eu sou vivo, boneca eu sou um gênio, tenho dignidade, não me tornei e nem me tornarei cinza manja?
- Haha você é engraçado, mas acho que você tem até uma boa aparência.
- Não sou não, sou triste, tenho que levantar cedo e fico preso num emprego de dez horas dia, e sempre sou obrigado a fazer mais quatro horas de extra, sou um infeliz.

De repente vi a cafetina da casa vindo em nossa direção com a cara fechada de poucos amigos, ela era um desastre, gorda e tinha um cabelo engraçado, sorri e esperei que ela se pronunciasse. Devo ter esperado por mais de um minuto, até que não me aguentei e proferi o seguinte.

- Coração, você quer fazer amor comigo? Pois já está prostrada na minha frente a mais de um minuto, posso lhe ajudar? – disse sorrindo e me servindo de mais vodca.
-Eu quero saber se você vai pro quarto com minha menina ou vai ficar enrolando e amaciando a carne?
- A proposta é boa, porem no momento só estou querendo tomar meu drink para decidir quando irei subir manja?
- Uh sei eu manjo muito bem seu tipo rapaz.
- Sossega teu facho e me manda duas cervas, uma para mim e uma para a boneca ao meu lado, e não me faça ficar com sentimento de coito interrompido.

Ela saiu bufando e mandou que o garçom me trouxesse mais duas cervejas, eu e Rosa demos risada e continuamos no bom papo.

- Estou afim de você anjo, e vou fazer uma coisa que nunca fiz, saio às onze horas, se você me esperar, eu te pego de carro e te levo pra sua casa.
- A proposta é ótima, eu topo.

A cerveja chegou, bebemos de leve conversando sobre várias coisas, olhei no relógio e vi que já eram mais de nove e meia, falamos sobre música, filmes e livros, ela me disse que tinha que ir andar para que não encanassem na dela, se levantou e pediu para eu esperá-la na esquina e me mandou um beijo, aquele dia seria com certeza um dia de sorte pra mim, caso não ficasse completamente bêbado.
Roberto desceu, os cabelos molhados, um sorriso idiota e sentou-se ao meu lado.

- Man, essa mina é muito foda. Quero come-la mais vezes cara.
- Pronto, vi que você vai falir nesse lugar!
- Claro que não. – Ele me disse olhando para o nada e se servindo de vodca.

Matamos a garrafa em dez minutos, e ele me propôs de ir embora, concordei, pagamos nossas comandas que deram bastante alta, principalmente a de Roberto e saímos, deixamos a comanda com o segurança e fomos em direção ao carro, acendi um cigarro e lhe disse que não iria com ele, lhe expliquei e ele me saudou, fumamos um cigarro juntos e ele se foi, fui pra esquina, acendi mais um cigarro e olhei no relógio, faltavam dez minutos pras onze, puxei uma boa tragada e soltei olhando pra cima, um pouco tonto é claro, um carro parou ao meu lado, a janela desceu e era ela, entrei no carro e lhe disse onde morava, ela ligou o GPS e me deu um beijo, um beijo quente, doce, um beijo que passava tesão a cada mexida de sua língua em minha boca. Ela estava linda, estava de saia, mais uma um pouco maior, os cabelos estavam presos e usava óculos, estava deslumbrante, fiquei pensando em como a vida daquela mulher poderia ser diferente ao meu lado, a cada sinal fechado, nos agarrávamos com sofreguidão, nos querendo amar ali mesmo, sem pudores, naquele momento nos amávamos, nos queríamos, queríamos sentir nossos corpos suados, e dormir abraçados e enrodilhados feito um casal de recém-casados.
Estávamos chegando, pedi para paramos no mercado, falei pra ela ficar no carro que jpá voltava, peguei alguns frios e azeitonas, uma garrafa de vinho tinto suave, uma Pepsi de dois litros para a ressaca do próximo dia, parei no caixa que estava livre, passei os produtos e pedi um maço de Lucky Stryke Silver, paguei e voltei para o carro.

Deixamos o carro dela na minha vaga no estacionamento e subimos nos beijando no elevador, morava no terceiro andar, entramos acendi às luzes, liguei meu iPod e coloquei Beatles para tocar, deixei às compras na cozinha, peguei o vinho e coloquei para gelar, peguei duas latas de cerveja e levei pra sala onde ela estava dançando ao som de Come Togheter, a beijei e abrimos nossas latas, disse que precisava tomar um banho, entrei no banheiro tranquei a porta, abri o chuveiro e sentei na privada, soltei um peido e na sequencia dei uma boa cagada, me limpei e entrei debaixo do chuveiro, tomei um banho rápido e sai, ela estava mexendo em meu iPod e vendo os sons que tinha, sai só de calça, abaixei e beijei sua boca, nos beijamos loucamente, levantei e fui em direção da área de serviço, pendurei minha toalha e coloquei às roupas sujas no cesto. Matei minha lata que já estava quente, e nos beijamos novamente, fizemos amor, não foi sexo e nem muito menos trepada, foi amor, a todo momento fazíamos carinho um no outro e nos beijávamos, foi lindo, a chupada foi fantástica, ela sabia usar a língua, mais foi uma chupada suave e apaixonada, terminamos, gozamos juntos e nos abraçamos, ela começou a chorar, disse que nunca tinha feito amor daquele jeito e me abraçou, adormeceu no meu peito e eu também adormeci, acordei com o despertador barulhento, eram sete horas da manhã, desliguei o despertador.

- Você já tem que ir né?
- Sim, mais não vou, quero ficar com você mais um pouco, vou faltar no trabalho. - Voltamos a dormir abraçados.

Acordamos às dez horas, nos beijamos, me levantei nu, e fui até a cozinha, preparei um café, ela se levantou nua e foi até a cozinha me abraçou por trás, senti seus seios roçarem nas minhas costas, ela beijou meu pescoço, nos servi de café, ela bebia de forma linda, fui até a sala e liguei para o meu chefe.

- Marcelo, oi é o Marlon.
- Pô Marlon o que aconteceu cara¿
- Fui assaltado e estou numa delegacia, hoje não vou trabalhar.
- Você está bem?
- Agora sim, mas estou limpo de tudo, carteira, dinheiro, cartões, tudo mesmo, tenho que desligar, qualquer coisa te ligo.
- Tudo bem Marlon, boa sorte.

Me virei e ela estava com um sorrido de pura malicia, algo maroto, demos risada da minha invenção, e fizemos amor novamente, foi mágico, a pedi em namoro, ela riu, eu disse que queria tê-la em meus braços pelo resto da vida, estava apaixonado por uma garota de programa, no fundo da minha cabeça vinha um aviso de cuidado, mas ignorava e me permitia viver aquele dia, viveria aquele dia seria mágico, seria um dia para se recordar, bebemos o vinho juntos, eu fiz uma porção de frios diversos e azeitonas e comemos e ouvimos música, Chico Buarque foi a trilha da tarde, passavam das quatro horas quando ela disse que tinha que ir, nos abraçamos e nos beijamos intensamente, ela se arrumou e descemos o elevador calados, chegamos ao subsolo.

- Vamos nos ver novamente?
- Sim, nos veremos com toda certeza, adorei ter te conhecido, e com certeza quero te ver de novo. – Ela me disse com voz sincera e apaixonada,  passei meu telefone pra ela, e não peguei o numero dela para não ficar que nem aqueles caras chatos que ligam a cada cinco minutos.

Nos beijamos e ela se foi, subi novamente para o meu apartamento e bebi umas cervejas, deitei no sofá ouvindo Los Hermanos e fiquei pensando na Rosa, meu celular vibrou, era um SMS, estava escrito o seguinte: ADOREI A NOITE, MEU NOME VERDADEIRO É FERNANDA, PASSO AI MAIS TARDE SE VOCÊ QUISER, É SÓ ME LIGAR, UM BEIJO CORAÇÃO.
Levantei do sofá de um pulo só, rindo e cantarolando Frank Sinatra, enfim a vida era bonita pra mim.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Que Chato!

Já estava em casa  fazia mais de 3 meses, desempregado, duro, passando necessidades, estava fumando feito uma chaminé russa, bebendo feito um irlandês ruivo e dormindo menos do que um cão no cio. Mas enfim de resto estava numa boa, a conta de luz estava aumentando, o gás estava aumentando e o cara que dividia apartamento comigo estava começando a ficar puto, dizia que não era justo pois ele ficava o dia todo fora e todo aquele blá blá blá de quem nunca faz sexo, pelo menos não sexo com seres humanos, mas enfim, eu sempre tomava a melhor das atitudes, o mandava fazer um belo CUVOLTS, que consiste simplesmente em enfiar um dedo no cu e outro na tomada e me sentia bem melhor por essa atitude.

Aquele dia havia ido dormir quase de manhã e acordei umas 8 horas com o sol batendo forte em minha cara, minha boca estava seca, a cabeça pesava como se eu tivesse com macrocefalia, meu estomago revirava, minha respiração era descompassada, estava acabado, com a barba de uma semana e em total frangalho. Constatei que estava dormindo no sofá da sala me levantei, fui ao banheiro, acendi a luz, peguei a pasta, coloquei na escova, abri a torneira, escovei os dentes, lavei o rosto, sequei o rosto, apaguei a luz, sai do banheiro, dei meia volta, dessa vez nem deu tempo de acender a luz, abri a tampa da privada e vomitei, vomitei muito, dei descarga, coloquei pasta na escova, abri a torneira, escovei os dentes novamente, desliguei a torneira, sequei o rosto e sai.
Sentei no sofá bem tranquilo, liguei a televisão e fiquei vendo noticias sobre radiação no Japão, terremotos em países de terceiro mundo, assaltos em saídas de bancos, assassinatos. Televisão definitivamente me deprime, peguei um cigarro e o acendi, dei uma bela e longa tragada, tossi, veio uma bola de catarro do meu pulmão, quase me engasguei, levante e cuspi, pensei em parar de fumar vendo o aspecto do meu cuspe escorrendo na pia até chegar ao ralo, mas infelizmente não tinha dignidade e culhão suficiente pra isso, então levantei minha cabeça com toda a pompa e classe possível e puxei mais uma bela tragada, dessa vez meu pulmão aceitou de boa, não tive como não soltar um sorriso desejando ironizar o meu pulmão que havia perdido pra mim e para o meu Lucky Strike filtro vermelho.

Sentei no sofá, fumando alguns cigarros por cima de outros e deixando toda a sala do apartamento empesteado pela boa e velha nicotina. Meu telefone tocou, levantei e atendi.

- Marlon.

- E ai sujão.

- Qual é a boa Fernando?

- A boa é eu ir ai pra sua casa e tomarmos uns drinks.

- A noite?

- Não agora!

- Como assim? Não vai trabalhar?

- Mandei aquela merda de empresa ir tomar no centro do olho do cu e pedi para ser mandado embora!

- Mas e ai, te mandaram de boa?

- Na verdade não, mas eu os ameacei de processos por assédio moral e talz.

- Deu certo cara?

- Na verdade não, mas quero mais é que se foda!

- Hahaha que sucesso. Tá pensando em chamar alguém?

- Não.

- E o Nelson?

- Está viajando.

- Comprei um LP do Serge Gainsbourg, ele iria gostar.

- Com certeza, ele é fanático pelo cara, ele sairia na mão com qualquer um por causa do cara.

- Isso tem a ver man, então okay gajo, pode vir a hora que quiser.

- Beleza pépe.

Desliguei o telefone, abri a geladeira e conferi que tinha apenas 3 latas de cervejas e uma garrafa de vodca no fim, praguejei, teria que sair e comprar cervejas, peguei uma lata de cerveja e um ovo, abri a lata dei uma bela talagada, peguei uma panela, enchi de água e coloquei o ovo para cozinhar, precisava me alimentar, e nada melhor para o meu colesterol do que um belo ovo estilo de boteco.

Depois que comi e matei às 3 latas de cervejas deitei no sofá e estiquei minhas pernas pigarreando bastante, cochilei, acordei com minha porta abrindo, detalhe é que não tenho chave, a porta fica 24 horas aberta, vi que Fernando entrava com uma garrafa de de vinho e já ia deixando sua mochila na sala, o porteiro já o conhecia, então sempre o deixava entrar sem anunciar.

- Que sucesso morar na mesma rua que você pépe!

- Total. Então tenho uma péssima noticia, estamos sem cervejas.

- Imaginei isso pépe, por isso peguei 4 latas na minha casa e trouxe pra cá manja?

- Porra como você é legal man.

- Eu sei que sou, e resolvi já que estou te vendo sofrido fazer um almoço pra você, pois sei que você é um desastre na cozinha, então vou cuidar de você como se fossemos casados.

- Hahaha que sucesso, eu amo você man, que Deus o abençoe e te faça feliz.

- Amém!

- Catolicismo é o que pega gajo.

- Tem muito a ver. - disse Fernando sorrindo. - Porra cadê o som na porra dessa casa?

- Estava com uma maldita de uma preguiça, por isso nem levantei e acabei cochilando, tenho dormido pouco.

- Você está pegando pesado com a tua vida.

- Essa é minha realidade.

- Pépe, você não vai viver muito nesse ritmo.

- Eu sei, mas enfim estou quase falido já, então se não conseguir algum emprego, terei que voltar pra casa da minha mãe manja?

- Isso te faria viver mais com certeza.

- Não sei se quero voltar pra lá!

- Porra man, sua mãe é style!

- Eu sei disso man, mas essa não é a questão, quero continuar a morar no centro do mundo manja? Morar longe é uma merda cara.

- Tá tá.

- O que você vai fazer de almoço.

- O que tem ai?

- Ovos, salsicha, macarrão, massa de tomate e queijo.

- Caralho man, não tem carne, frango e nada do tipo.

- Eu não moro com minha mãe, já é uma glória ter alguma comida.

- Haha podia ser pior, vou fazer um macarrão. Coloca uma porra de uma música pra rolar.

- Tá, tá, vou colocar.

Enquanto Fernando estava na cozinha, separando os ingredientes para começar o preparo do almoço, acendi um bom cigarro e comecei a passar o dedo pelos meus discos atrás de algo bom para o momento, peguei o Dark Side of the Moon que era um dos discos mais foda do mundo para o Fernando e coloquei para tocar, ele me deu um grito de alegria e me abençoou como um bom cristão.

O almoço estava excelente, macarrão com salsichas e cerveja gelada, comemos e bebemos bem, infelizmente às cervejas haviam acabado fomos ao mercado buscar cervejas e fomos conversando trivialidades do tipo mais trivial possível, música e bons livros e textos. Passamos por um boteco bem sujo e resolvemos parar, o bar estava animado, era sexta feira, mais de 6 da tarde e o bar já tinha algum movimento, o dono do bar era um cara bastante simpático, nos apresentamos, e sentamos em uma mesa, pedimos uma Skol e alguns amendoins e ficamos bebendo de leve total, o bar estava com bastante pessoas, animadas com o final de semana que finalmente havia chegado, um bom forro bastante brega, dávamos risadas, e falamos cada vez mais alto devido ao volume da música.

- Finalmente o final de semana chegou heim man, olha a animação dos trabalhadores!

- Finais de semana não fazem sentindo quando se é desempregado man.

- Larga de ser frustrado porra.

- Não é frustração é realidade man.

- Realidade o caralho, isso pra mim é frustração.

- Tá tá tá!

- O que você precisa é voltar a trabalhar e parar de se embebedar.

- Eu já estou reduzindo cara.

- Mas e ontem¿

- Adoro sair de quinta feira, tomar umas boas cervejas do bar roxo da Augusta.

- Bem, isso você tem razão, de quinta é de boa mesmo.

- Com certeza, estou reduzindo man, pode acreditar. Perai vou buscar um shot de Maria-mole, você quer¿

- Por enquanto estou bem de leve de shots.

Levantei e fui em direção ao balcão, pedi um shot. Enquanto aguardava a dose ser preparada, me virei e fiquei olhando ao redor do bar, risos e bebidas, tudo isso era muito digno e eu particularmente havia gostado muito de ter conhecido aquele boteco, seria uma boa solução, perto de casa, com bebidas baratas, e muita gente boa, havia uma mulher na faixa dos 50 anos dançando e sorrindo, fiquei olhando pra ela, meu olhar foi correspondido, fiquei com nojo de mim mesmo por ter olhado aquela mulher que estava um caco, mas eu também não estava lá essas coisas, ela tinha um rosto bastante sofrido, uma barriga saliente, quando sorria podia se notar que faltavam alguns dentes, mas ela tinha uma bela bunda, e estava precisando trocar meu óleo, virei meu shot e voltei pra mesa, Fernando estava ao celular com a namorada, acendi um cigarro e dei uma boa talagada na minha cerveja. Fernando desligou.

- Man, minha garota é muito style.

- Todas às garotas são style no começo, depois mudam, ou nós que somos cegos no começo, enfim, no final das contas dá na mesma.

- Você está à frustração em pessoa man, você precisa de um bom rabo pra currar.

- Já vi um bom rabo neste bar man!

- hahaha que piada man, aqui só tem velhas sofridas.

- Quero mais é que se lasque man. Olha aquela mulher dançando ali. Disse apontando para a mulher sofrida.

- Meu Deus man, bate punheta porra, essa mulher é horrível.

- Man, não existem pessoas horríveis, existe pessoas que bebem pouco isso sim.

- Que frase de banheiro de buteco porra.

- Hahaha, pode crer mais isso é realidade man, eu já peguei minas boas e desgraças completas, e na hora de meter minha piça da tudo na mesma.

- E qual é o segredo para ter uma ereção¿

- Pensa na Angelina Jolie.

- Hahaha, vou ter que ir embora, você vai ficar ai com a Jolie¿

- Mas é claro, ainda é cedo.

- Beleza então vou pagar a conta.

Fernando jogou a bituca no chão, pisou e vou em direção ao balcão, fiquei olhando a mulher que agora não estava mais dançando e sim numa mesa tomando pinga e cerveja. Fernando voltou.

- Bem, vou nessa man, paguei toda a conta, esta zerada, agora o que vier é seu.

- Beleza pépe, valeu.

Cumprimentamos-nos e Fernando foi embora, pedi mais uma cerveja e fiquei bebericando sozinho, começou a tocar samba, agora o som estava melhor, bebi com mais gosto, peguei minha cerveja me levantei e fui em direção da mesa da mulher.

- Posso me sentar¿

- Nos conhecemos¿

- Ainda não mais pretendo te conhecer mulher!

- Sério¿

- Sim, posso me sentar¿

- Claro, fique a vontade.

- Obrigado com licença.

Me sentei, acendi um cigarro, virei minha cerveja.

- Você bebe o que¿

- Rabo de Galo.

- Adoro mulher de atitude.

Pedi duas doses de rabo de galo e mais uma cerveja, a dose chegou virei em uma única talagada e mulher também virou a dose dela, conversamos sobre música, ela me disse que seu maior ídolo era Odair José, eu ri, ela riu, rimos juntos, nos beijamos, foi nojento, mas meti minha língua com muita vontade, nem estava tão bêbado, mas iria usar isso como desculpa a bebedeira, e tudo ficaria certo. A convidei pra ir a minha casa, ela topou, pagamos nossas contas e saímos, antes de sair percebi que o dono do bar havia me olhado de soslaio e dado um risinho, mas pouco estava me importando, fomos para o meu apartamento, entramos, peguei o vinho que o Fernando havia levado, a garrafa estava na metade, bebemos e nos beijamos, tiramos nossas roupas, ela me chupou, e foi uma boa chupada, coloquei a camisinha e cavalguei em cima dela, transamos muito e depois dormimos enrodilhados e quentinhos, aquela havia sido uma boa trepada, de manhã ela acordou e disse que tinha que ir embora, iria cuidar do neto aquele dia, nos beijamos e ela se foi.

Dei uma risada por ser tão desgraçado, ela tinha netos e isso era a coisa mais bizarra que já havia feito, definitivamente eu era um lixo de ser humano, fui ao banheiro, acendi a luz, peguei a pasta, coloquei na escova, abri a torneira, escovei os dentes, lavei o rosto, sequei o rosto, abri a tampa da privada, sentei, dei uma boa cagada, me limpei, dei descarga, fechei a tampa, abri o chuveiro, tomei banho, fechei o chuveiro, me sequei, apaguei a luz e sai.
Deitei no sofá, liguei a televisão e passei o restante da tarde com uma baita coceira nos culhões, diabos peguei chatos.

PONTO IMPORTANTE: NÃO ESCREVO PRA NINGUEM, NÃO FAÇO QUESTÃO QUE NINGUEM GOSTE, NÃO QUERO APLAUSOS!

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Finalmente um pouco de liberdade!

Ultimamente estava meio chateado com tudo, meio para baixo me sentindo fraco e cinza, estava cansado da minha vida de trabalhador sofrido, precisava de uma garota para me sustentar, iria ser seu cafetão, aceitaria ficar pegando fiapos no tapete, lavaria as roupas sujas e limparia a casa e bem provavelmente iria ter forças para manter uma boa relação sexual com a minha "sustentadora", precisava de uma boa vida ao lado de uma mulher disposta a me bancar, bancar meus luxos, minha cervejinha, meus ovos cozidos e meu amendoim de todos os dias, mas é ai que está o problema, não tinha muita capacidade de arrumar uma mulher assim manja? Estava muito derrotado, tendo problemas de relacionamento no meu trabalho e talz, qualquer dia iria mandar que todos tomassem em seus cus sofridos de puxa saco.


Havia acabado de me mudar para Vila Mariana, estava de volta ao centro da terra, ao centro do mundo, morava ao lado do metrô, estava bem confortável desta forma, pagava barato, tinha um quarto pequeno, mas morava em um bom apartamento, bebia todos os dias, fumava feito uma chaminé. Estava tudo de acordo no seu devido lugar, dividia apartamento com um cara que acabara de conhecer, ele parecia bacana, não entrava na minha vida e eu não iria entrar na vida dele, um acordo justo e de cavalheiros, arrumei uma amiga colorida que transava com um talento especial, ela era simplesmente fantástica na cama, nos dávamos bem, quando não transavamos, bebíamos e assim a nossa vida ia seguindo de forma bem honesta, chegava em casa depois de um dia fodido de trabalho, conectava o meu iPod no aparelho de som e sempre colocava algo brega para tentar me animar, ouvia Air Supply, Abba, Marvin Gaye e me sentia um pouco menos pior, entrava no banho e tomava um bom banho, cozinhava ovos, abria uma lata de sardinha e cortava tomates e na grande maioria das vezes esse era meu jantar, me sentia bem e aliviado por estar em meu lar, computadores nem chegava perto, televisão nem fodendo que ligava, abria uma boa lata de cerveja e ficava na sacada me embebedando, começava pela cerveja, depois vodca e cigarros atrás de cigarros, não me orgulho disso, mas é isso que sei sobre a vida, aprendi com o maior gênio da literatura que bebe-se para celebrar, bebe-se para esquecer, e que quando não temos motivo para beber, bebemos para que aconteça algo, e essa era a filosofia, ultimamente bebia apenas para esquecer o quanto ruim era o meu trabalho, algumas pessoas já não conseguia mais nem ao menos olhar na cara, rostos medonhos, cara de preocupação, reclamações por contas atrasadas, IPTU, IPVA, gás, telefone, internet, luz, supermercado, escola dos filhos, transporte escolar, pedágios, preço do pão francês e uff não aguento nem lembrar.

Já estava na casa nova havia quase 2 longos meses, desse tempo se havia chegado no horário no trabalho ao menos 3 vezes era muito, estava na maciota, querendo descansar e beber e a última coisa que estava preocupado era com meu horário de trabalho sendo cumprido. O dia seguia da mesma forma dos outros, lento e cruel, era muito melhor estuprar o pai do que trabalhar naquela empresa, levantei naquele dia umas boas 10 vezes para tomar café e fumar cigarros, quando já estava faltando pouco tempo para o fim do dia de trabalho fui chamado na sala do gerente.

- Marlon, boa tarde, pode se sentar por gentileza.

- Claro sr. Walmir. Disse me sentando e cruzando às pernas.

Ficamos uns bons 5 minutos quietos um olhando para o outro, minha boca já dava sinais de secura até que ele disparou de uma vez.

- Você está com problemas pessoais?

- Creio que não, tudo na maior tranquilidade.

- Não parece isso, olhei teu cartão de ponto e pude reparar que você se atrasou todos os dias este mês, e quase todos do mês passado.

- Foram apenas atrasos, fatalidades eu diria.

- Recebi também teu relatório de conduta e profissionalismo de seus superiores.

- Uh?

- E diz aqui que você anda dormindo em horário de trabalho, que vai ao banheiro a todo momento, que sai toda hora para fumar e que seu trabalho está em declínio além do que mais que você chega exalando bebida alcoólica. Você quer perder esse emprego é isso?

- É o seguinte, eu não durmo apenas tiro cochilos, vou ao banheiro, pois tenho que ir e pronto, fumar eu saio porque sou fumante, e se às pessoas não estão satisfeitas com meu cheiro que me comprem perfumes.

- E quanto a perder o emprego?

- Tá tá, tanto faz, faça o que tiver que ser feito manja?

- Está demitido!

- Posso ir agora?

- Passe no departamento pessoal, já está tudo pronto!

- Quanta eficiência heim. haha - Passar bem sr. Walmir.

Finalmente tinha liberdade, estava me sentindo muito bem, se naquele momento estivesse tocando alguma música, com certeza essa música seria Pulled Up do Talking Heads, sai feliz da vida, passei no departamento pessoal, assinei tudo, aviso prévio indenizado e tals, só teria que voltar lá qualquer dia para fazer o maldito exame médico e deixar minha carteira de trabalho, porem isso é o de menos, finalmente estava livre de toda a aquela merda maldita e cruel, finalmente receberia o devido descanso e mamaria facilmente nas tetas do governo por algum tempo.

domingo, 23 de janeiro de 2011

escolhas!

escolhas estranhas, vida bagunçada, caminhos distintos, medo, comodismo.
algumas vezes tomamos o caminho mais fácil, esqueçemos o que realmente
queremos.
algumas vezes, nos sentimos escravos de nossas obrigações, e esqueçemos do que realmente queremos, temos medo de errar e quebrar a cara, mas hoje prefiro quebrar a cara, do que viver frustrado, prefiro viver sonho, viver intensamente, beber, ouvir músicas, dar boas risadas!!!
prefiro me arrepender do que fiz do que viver arrependido do que não fiz.
sempre fico decepcionado, mas vivo intensamente!!!

sábado, 30 de outubro de 2010

Dor de barriga e boa música.

Tudo começou naquela tarde em que lia Norman Mailer no sofá da minha sala com trilha sonora do maior gênio musical que existe (exagero meu, às vezes sou exagerado mesmo), o garboso Frank Sinatra. Ao fundo o som de The girl from Ipanema num dos duetos mais geniais que eu já houve na história musical (olha eu exagerando de novo), Sinatra e Jobim, na verdade acho que é o segundo melhor dueto que já houve na música (percebem, mais uma vez hehe), só atrás de David Bowie e Fred Mercury em Under Pressure...

Tall and tan and young and lovely
The girl from Ipanema goes walking
And when she passes, each one she passes goes "a-a-ah!"
When she walks she's like a samba that
Swings so cool and sways so gentle,
That when she passes, each one she passes goes "a-a-ah!"

Senti uma dor abdominal insuportável, o barulho de Titanic afundando, soltei um peido de leve. – Jesus que cheiro de enxofre é esse. – Me senti em uma área vulcânica ou até mesmo na hipótese mais sonhadora, morto e no inferno, o cheiro era insuportável até mesmo para mim, que era o dono daquela flatulência. Estava claro que estava com uma destruição interna horripilante. - Talvez meu apêndice tenha estourado e tenha fezes por todo o meu organismo, mas isso não é possível, operei de apêndice há uns bons quinze anos, no mínimo. Levantei e fui dar uma cagada, sentei no meu vasinho e comecei a minha jornada, ao fundo a música já havia mudado, tocava agora Theme from New York, New York.

Start spreading the news
I'm leaving today
I want to be a part of it
New York, New York
These vagabond shoes
Are longing to stray
Right through the very heart of it
New York, New York

Terminei depois de alguns minutos, fiquei sentado mais um algum tempo pensando na minha vida, pensando em como a maioria das pessoas no mundo já estavam mortas, os sintomas de que uma pessoa já está morta são claros, olhos sem brilho, cabeça abaixada, sorriso para coisas estúpidas, cobiça ganância, e geralmente o único desejo dessas pessoas e conseguir guardar o máximo de dinheiro possível, ou no pior dos casos doarem malditos dez por cento de tudo que ganham para alguma igreja inescrupulosa e que irá lhe sugar todo o culhão dizendo o que você deve ou não fazer na sua maldita existência. Veja bem, não sou contra religião, igrejas nem nada do tipo, somente acho ridículo, um homem que peca tanto (ou mais na maioria das vezes, pois são hipócritas) quanto qualquer outro sujeito impor regras em nome de um Deus... Eu sou vivo, e bem na verdade conheço poucos que são vivos, aproveito, bebo, trepo, escrevo, ouço Marvin Gaye , trepo novamente com alguma sorte e jamais, jamais mesmo olho para os lados quando estou na rua, isso pode me consumir energia, pode derrubar qualquer cara vivo, e te transformar em mais um morto vivo das metrópoles, já pensei muitas vezes em me mudar para o interior, viver uma vida tranqüila, ter um trabalho digno, arrumar alguma boa mulher e ter três filhos sapecas, mas infelizmente o celular já chegou ao interior, haveriam ligações, algumas amigas minhas, que estão no meio termo entre a vida e a morte, sempre me perguntam porque esse meu preconceito com às pessoas, sempre respondo que nada tenho contra às pessoas, o problema é que quando passo tempo demais ao lado de um morto fico deprimido e não consigo escrever durante dias e dias, não como, não trepo, não bebo, ou seja, acabo quase entrando no mundo dos mortos, pensando em guardar dinheiro, em comprar coisas caras, em diminuir com o cigarro e às bebidas, diabos não sou o dono da verdade, não quero e nem muito menos tenho a pretensão de dar conselhos há quem quer que seja, mas porra, são os excessos que me mantém vivo. Limpei meu traseiro e resolvi tomar um banho, tomei uma ducha rápida, não tinha nada programado para aquela noite de verão de sábado, tinha um espelho enorme no meu banheiro, me olhei nu enquanto me secava, vi que estava acabado, minha barriga havia crescido muito nos últimos meses, estava com a barba rala e triste de uns dez dias, minhas unhas sem cortar, estava sofrido, mas ainda sim vivo. – Vou fazer dieta e cortar as unhas, a barba deixa crescer livremente. – Meus cabelos estavam sem corte, terminei de me secar e fui para o quarto colocar uma roupa, passei antitranspirante, vesti uma samba canção furada, um Black Jeans desbotado e fui procurar uma camiseta, se tem algo que me dou ao luxo de comprar sempre, é camiseta, minhas cuecas, meias e calças estão em sua grande maioria furadas velhas, não que às camisetas não estejam, porem sempre compro camisetas, acho algo agradável usar uma camiseta de uma de minhas bandas favoritas ou Hering simples sem estampa, mas enfim vesti uma camiseta branca do Black Flag e fiquei de chinelo de dedos, bastante agradável ficar tranqüilo em casa, sozinho, sem pentelhação, sem obrigação nenhuma com ninguém, estava velho demais para qualquer tipo de saída, estava cansado de muitas coisas, estava envelhecendo, e quando se envelhece, se cansa do mundo, meus cabelos, estavam estranhos, percebia um sinal de calvície às vezes quando me olhava no espelho, coloquei Elton John para tocar, a música era Skyline Pigeon, sempre me emociono como uma menina quando tem a primeira menstruação quando escuto essa música, tirei minhas calças e resolvi ficar só de cueca, deitei no sofá escutando a música e tentando não pensar em nada, dei um peido, levantei correndo e fui para o banheiro, havia me cagado. – Diabos, o cheiro ta uma droga de agüentar.

Let me wake up in the morning
To the smell of new mown hay
To laugh and cry, to live and die
In the brightness of my Day

Caguei bastante, só liquido, o cheiro estava complicado de agüentar, a dor de barriga causada por uma noite de vodca, wisks e cervejinhas sempre me fode, prometi nunca mais beber na vida, mas sempre faço essa promessa, nunca cumpro, é igual a promessa de fim de ano, sempre prometo diminuir os excessos, mas nunca cumpro com minha palavra, sou um fiasco com promessas, dei um peido, e caguei mais um pouco, meu cu já estava começando a doer, mas eu tinha Elton John, bebidas e minha própria companhia, não precisava de mais nada no mundo, sou um cara de sorte. Que Deus seja louvado, Amém.

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Drinks, uma boa foda e uma assadura fodida.

Mais um dia frio em São Paulo, cheguei do trabalho de manhã cedo, estava exausto, com os culhões sofridos, virilha assada e tudo mais, mas não conseguia dormir de maneira alguma, resolvi tomar um banho para relaxar meu corpo de proletário sofrido deixando a água cair na virilha durante algum tempo, à água fria caia no meio das minhas pernas e a dor de uma assadura queimada e sofrida ia aos poucos sendo amenizada, praguejava contra todo o mundo e principalmente contra minha estupidez de ter comprado aquela cueca maldita que me havia fudido as coxas. Fechei a torneira do chuveiro e fui romper todo o resto da minha dignidade, ainda nu, abri o armário do banheiro peguei pomada de assadura, coloquei umas das minhas pernas em cima do vaso sanitário e a outra em posição comum para uma pessoa de pé, olhei para trás e pude deslumbrar meu cu e minhas bolas através do espelho, dei um sorriso de extremo desconforto pela situação e besuntei minhas mãos com hipoglós e lubrifiquei minha virilha sentindo um alivio imediato, quase gozei quanto terminei de passar à boa e velha pomada de assadura, sai do banheiro nu em direção ao quarto, andando com certa dificuldade e com as pernas mais abertas possíveis, pois cada vez que minhas coxas se encostavam sentia como se estivesse pegando fogo, andei parecendo até um compasso aberto em um ângulo de 180 graus de tão abertas que estavam minhas pernas, vesti uma bermuda velha de futebol sem cuecas deixando às bolas livres e andei com as pernas mais abertas possíveis em direção a cozinha. “Pela graça de Deus que melhore rápido” – eu pensei totalmente desanimado e desconfortável com a situação e com medo de que não ficasse recuperado da assadura até a noite. Peguei a garrafa de conhaque em cima do armário da cozinha e preparei um drink com mel e limão, tomei meu drink em uma única talagada e fui para sala, acendi meu Lucky Strike deitei no sofá com às pernas jogadas igual ao de uma mulher no ginecologista, dei uma tragada e apoiei o cigarro no cinzeiro, creio que dormi pois depois desse momento não me lembro de nada.


Acordei assustado, suando feito um porco na brasa num dia quente de verão, não me lembro se tive um pesadelo ou algo parecido, levantei e constatei que minha virilha já estava quase nova em folha, acendi um cigarro e fumei olhando a vista do meu apartamento na nove de julho, tudo estava escuro, já era noite, havia dormido por toda à tarde, e com a graça do Deus pai todo poderoso, aquela madrugada estava de folga, iria beber algo em algum boteco sujo do centro, algum maldito risca faca ou boteco GLS. Joguei a bituca pela janela, morava no quarto andar e fiquei olhando a ponta em brasa caindo em círculos na avenida movimentada, puxei uma bela catarrada e cuspi, percebi algo estranho, o cuspi parecia ter saído vermelho, resolvi não cuspir novamente para não constatar que estava expelindo sangue pela boca. Acendi a luz da sala e liguei a televisão, estava passando um programa sobre tragédias, e uma noticia sobre um homem louco católico que assassinou algumas pessoas que passavam em frente a uma igreja na zona sul de São Paulo me chamou a atenção, algumas testemunhas afirmavam que o homem falava sozinho e dizia ouvir vozes do Espírito Santo, da Virgem Maria ou algo do tipo, e que todos que passassem em frente à igreja e não fizessem o símbolo da cruz ele matava. – hihihi esse mundo esta enlouquecendo, malditos sejam esses fanáticos religiosos, vezes dez. Meu telefone tocou.

- Ei Marlon, é o Samuel cê tá de boa.

- Sim estou o que ta rolando?

- Nossa que barulho é esse?

- Estou vendo tragédias na Record em volume alto, meu iPod está me deixando surdo.

- Eu sou feliz por ser católico man, sai dessa vida credo, escuta música diabos, vendo essas porcarias.

- Vai tomar no seu cu, eu te ligo para dar palpite no que você deve ou não fazer seu bosta!

- Ei cara calma ai, sou eu, relaxa man.

- Vai se fuder, enfia sua calma bem no meio do cu, não pense que está falando com uma das suas vadias, sou um sujeito decente.

- Ta bom, ta bom, deixa eu te falar o motivo da minha ligação.

- Prossiga então boneca, mas vá com calma!

- Então meu bom homem, estou pensando em ir para o seu apartamento, vou chamar o pessoal para colar ai, levaremos bebidas e fumo. Ou você vem para cá, e podemos beber aqui.

-Nem no melhor dos seus sonhos eu me atreveria a sair de casa paizinho e outra, você mora com os teus avôs.

- Mas eles são bem bacanas.

- Essa não é a questão!

- Ok. Então irei para tua casa.

- Tem a ver manzote, te espero então seu maldito e traz VODCA.

- Beleza man, levarei.

Fui para a cozinha pegar uma cerveja, abri dei uma boa talagada e voltei para meu sofá para assistir tragédias, meu telefone tocou novamente.

-Alo.

- Oi Gracinha.

- Oi Angélica tudo bem coração?

- Tudo sim, o Samuca me mandou uma mensagem falando que vai rolar drinks na sua casa hoje. É vero amoré?

- Sim baby, vem pra cá. Você está em Sampa?

- Sim sim, estou na casa de uma amiga aqui em Osasco.

- Ótimo, vem pra cá então baby.

- Ok, vou levar minha amiga pode ser?

- Mas é claro que sim dona, trás que vai nos deixar felizes feitos cachorros babando em frango de padaria.

- Hahaha, então tá gracinha, eu e a Bia vamos tomar banho e já já saímos.

- Juntas?

- Hahaha hoje não.

- Então vocês tomam?

- Até mais tarde amoré.

- Inté, beijos.

- Beijão.

Angélica era uma garota que havia conhecido na internet, ela era de Santos, curtia um rock e começamos a conversar. Fiquei completamente deslumbrado por aquela garota que tinha tantos conhecimentos musicais, tínhamos muitas afinidades em relação a bandas e bebidas, porem quando saímos pela primeira vez percebi que haveria um grande problema em caso de haver um futuro relacionamento, ela conhecia muito mais de música do que eu e era muito mais louca também, e Sid e Nancy jamais nos perdoariam por plagiarmos o relacionamento deles, por Deus se eu ficasse com ela ou eu morreria, ou há mataria ou os dois iriam morrer. Mas enfim, era uma grande amiga, fã dos meus textos, ria das minhas piadas, tinha pernas extremamente atraentes era alta e bonita e com o passar do tempo havíamos desenvolvido algo melhor que um relacionamento, ela havia se tornado uma amiga colorida das melhores que eu já pensara em ter.

Parei de viajar em meus pensamentos e voltei o olhar para a televisão, às tragédias haviam acabado e começara algum programa idiota, diabos, me levantei e fui fumar um cigarro na janela, fiquei olhando para as pessoas e soltando minha boa e velha fumaça do meu tabaco tostado, às pessoas passavam e me deprimiam, não é que não gosto das pessoas, mas de algumas prefiro distância, algumas pessoas tem medo de mais de viver, outras tem ambição de mais e passam por cima de tudo e todos para chegarem onde desejam ou ter coisas que desejam, eu sempre tomei no cu por não ter ambição, para eu ser feliz, dinheiro significa pagar minha cerveja, meu cigarro e manter meu apartamento, tenho 26 anos, nunca tive carro, nem acho que preciso de um, ganho bem hoje, num emprego que não me faz feliz, mas que mantenho devido às minhas contas, mas não vejo necessidade em me meter numa divida de 48 meses só para poder evitar o transporte publico, algumas pessoas dizem que eu pegaria mais mulher se tivesse carro, pode até ser verdade, ou melhor, com certeza é verdade, mas eu não quero pegar mais mulheres, mulher acarreta dor de cabeça, e eu odeio ter dores de cabeça.

A campainha tocou, levantei minha bunda sofrida do sofá e atendi a porta.

- Samuel seu bosta, demorou heim seu pederasta de merda.

- Hahaha e ai Marlon. – ele entrou e me abraçou. – Essa é a Fernandinha, Fernandinha esse é o Marlon meu amigo escritor e bêbado que te falei.

- Oi. - eu disse.

- Oi. – Ela respondeu, me abraçando e dando um beijo no meu rosto. Seu perfume era uma delicia doce feito mil invernos. Tinha cabelos castanhos claros compridos e enrolados, estava de óculos e usava um jeans surrado uma regata branca do Stooges, All Star vermelho e jaqueta jeans preta, enfim era muito atraente. Os convidei para entrar.

- Cadê a Vodca seu vagabundo?

- Em cima do sofá, trouxemos duas garrafas de Smirnoff e algumas latas de energético, pensei em trazer cervejinhas, mas sei que você é cervejeiro, e que é mais provável que você não tenha arroz, nem nenhum tipo de comida, mas que cerveja sua geladeira deve estar cheia até o talo.

- É, mas de qualquer forma, temos poucas cervejas, mas vão joguem suas malditas bolsas em algum lugar e se acomodem.

- Ei cara, como está à vida, soube que você está solteiro.

- Você ta querendo dar a bunda pra mim, hahaha é estou solteiro, trabalhando feito um porco na brasa e escrevendo feito um cão do mato.

- Hihihihi, você é engraçado. – Me disse Fernandinha.

- Baby, não sou engraçado eu sou um gênio. - Disse com um ar de sabedoria milenar.

- Hihihihihi.

- Podemos fumar um baseado? Me perguntou Samuel.

- Porra man, baseado é droga de retardado.

- Todas às drogas são de retardado cara.

- Pura besteira.

- Besteira o caralho.

- Como é filho da puta, se você der uma de esperto de novo eu te expulso da minha casa com socos desgraçado, já te falei hoje por telefone para você não falar comigo que nem fala com as suas vadias.

- Você está muito agressivo cara, relaxa, precisa fumar um baseadinho.

- Vamos fumar no narguile.

- Você tem um narguile?

- Não, seu filho da puta, vou fingir com uma garrafa de cerveja, é claro que tenho... – A Campainha tocou, interrompi minha conclusão de grosseria e fui atender a porta.

- Marlon!

- Pedro meu jovem, entre maldito.

- Trouxe cervejas.

- Louvado seja teu nome hahaha.

- Fala Samuel.

- Pedro seu sujo maldito, como está sua irmã?

- Provavelmente dando dedada no seu pai aquele desgraçado hahaha.

- Pedro essa aqui é uma amiga minha a Fernanda.

- Oi Fernanda. Pedro se abaixou para beija-lá.

- Oi Pedro, prazer. Correspondendo ao cumprimento.

Peguei meu iPod e conectei com minhas caixas de som, passei por inúmeros álbuns clássicos, coloquei para tocar um álbum que estava escutando muito nos últimos meses, Little Joy, e logo começou The Next Time Around.

- Caralho Marlon! Que som do caralho é esse? Muito foda cara! Falou Samuel com os olhos brilhando.

- Little Joy, Banda do Amarante do Los Hermanos com o Morreti Batera do Strokes e a mina dele, bom pra caralho, porra pensei que você conhecia, o disco é de 2008.

- Porra man, não manjava, muito bom. Qual o nome dessa música?

- The Next Time Around, o disco é do caralho!

- Man, tem mo levada boa, deve ser uma delicia para trepar.

- Hahaha. – riu Fernanda. Toda boa música serve para trepar meninos.

- Essa serviria para treparmos? Perguntou Pedro.

- Com você, nenhuma serviria.

- hahahahahahaha. Se fodeu seu merda, haha.

Todos rimos e bebemos e cantamos e discutimos política, religião, música, sexo e vários assuntos, há certa altura já estávamos todos alterados e bastante simpáticos devidos aos drinks com vodca e run, às cervejas e a erva fumada no narguile com vodca ao invés de água. O interfone tocou, levantei suando e atendi. Era a Angélica e a amiga. Mandei que subissem.

A campainha tocou, gritei para que entrassem.

- Olá, até que enfim chegou a Margarida hihihi.

- Você já está bêbado gracinha?

- Mas é claro baby, qual o motivo de beber se não ficar bêbado?

- É claro amor, essa aqui é a Bia.

- Oi. Disse eu.

- Oi ela me disse.

- Olá bia. Gritou Samuel lá do fundo.

Bia era alta, magra e muito atraente, vestia um vestido xadrez e usava all star vermelho surrado, tinha cabelos loiros na altura dos ombros e seios fartos, Angélica estava de shorts blue jeans, usava all star também só que branco e vestia uma regata do Hole, carregava uma bolsa no ombro e também estava bastante atraente.

- Tem cerveja na geladeira?

- Tem sim, vou pegar.

Peguei duas latas e levei para as garotas, e ficamos conversando.

- Quer dizer que você vai virar professora Angélica?

- Sim gracinha.

- Vai ensinar às crianças e ficarem chapadas e escutar boas músicas?

- Seria uma boa, mas falando sério estou curtindo bastante, claro que sempre que possível mato aulas para beber, mas estou pela primeira vez na vida me dedicando a algo que não seja o de sempre me manter bêbada.

- Hahahaha que bom fico realmente feliz por você baby, é bom quando encontramos algo há que podemos nos dedicar, eu ainda não encontrei, tenho um emprego que me paga bem, mas que não me deixa feliz, vou por pura obrigação, vou porque tenho que pagar minhas contas, mas mudei meu horário para o noturno, entro às 22 horas e saio às 6 da matina, assim não tenho que ver e agüentar muitas pessoas.

- Você continua não gostando de pessoas?

- Não é que não gosto boneca, só que prefiro me manter longe delas para não ouvir conversas sobre esmaltes, e novelas e tudo mais, gosto de papos mais evoluídos.

- Como política, por exemplo? Perguntou-me Bia quebrando um pouco o silencio em que se encontrava.

- Baby, eu não voto há seis anos, me recuso a votar em pilantras, depois vou ao cartório e pago a multa, assim meu CPF fica sempre em dia.

- Mas gracinha, assim você não tem o direito de reclamar de porra nenhuma. Falou Angélica dando uma cruzada de pernas que me encheu de tesão e malicia.

- Boneca. Disse eu apontando para o rosto dela e já falando mole devido às bebidas. – Eu Jamais reclamo e converso sobre política, isso é sujo demais até para mim, não tenho estomago para isso.

- Mas... Interrompi o questionamento que provavelmente iria vir e disse para bebermos, peguei 3 latas, uma para cada um do circulo de bater papo, eu Angélica e Bia, fui até meu quarto coloquei meu chapéu panamá de bater papo, voltei a sala e procurei Los Hermanos no meu iPod, coloquei o disco Ventura para tocar e logo começou o suave e relaxante som de Samba A Dois, e ficamos curtindo o som e falando inúmeras bobagens, falamos sobre música, o que não me fazia sentir muito bem, pois Angélica conhecia muito mais de qualquer ritmo musical do que eu, mas prosseguimos bebendo drinks e fumando cigarros, bebemos muita Vodca e cervejas também cheiramos um pouco de cocaína que Angélica havia trazido. Não sou fã de drogas, mas por Deus de vez em quando todos merecem relaxar de formas alternativas. Samuel levantou e se juntou a nós, eu e Angélica ficamos conversando e em menos de 15 minutos ele arrastou a Bia para um dos quartos, olhei para o lado e vi Pedro já bem entretido com a Fernandinha, ele estava com a rola para fora e ela punhetava ele enquanto se beijavam, olhei para a Angélica que me agarrou e me levou para o quarto, nesta hora estava tocando Cara Estranho, entramos no quarto entre risadas, apertos e beijos, ela me jogou na cama, começou tirando minhas calças, pois eu já estava descalço desde antes dela chegar, quando tirou minha calça eu já estava nu, pois no meio da bebedeira já havia arrancado minha camiseta e não estava usando cueca por causa da assadura, ela deu um sorriso e vendo o meu membro totalmente rígido, abaixou-se e começou a fazer uma gulosa fantástica, me lembro que um pouco antes de nos conhecermos ela me disse que adorava chupar, e, diga-se de passagem, não só gosta como sabe fazer, ela me mandou sentar, como um bom garoto obediente, me sentei, ela sentou em meu colo, encaixou minha piça dentro dela e começou a cavalgar, como estava sob forte efeito de álcool e drogas, demorei muito alem do normal para gozar, e neste meio tempo ela deve ter gozado umas 3 vezes, gozei dentro dela e tirei “ele” de dentro, ela sorria na cama, me dizendo o quanto foi bom, me levantei nu e sai do quarto, vi Pedro comendo a Fernandinha de quatro no meu sofá.

- Se você sujar essa porra eu te mato! Disparei em direção a eles com o dedo indicador levantado.

Fui até a cozinha, peguei uma lata de cerveja, abri e dei uma boa talagada, voltei para sala vedo aquela cena de filme de sexo explicito acontecendo no meu lar, dei risada, a Fernandinha era uma delicia, trepava de forma bem bacana.

Fiquei parado na frente deles olhando por algum tempo.

- Posso participar? Perguntei.

Pedro riu e Fernandinha pediu para que eu coloca-se minha piça em sua boca, atendi ao pedido e enquanto era chupado tomava minha cerveja tranquilamente, em 5 minutos gozei, enchi a boca dela de porra.

- Haaaaaa, que delicia baby, uhhhhhh!

Ela olhava direto nos meus olhos com a boca cheia de porra sem saber o que fazer, senti que ela pedia para eu deixá-la engolir tudo, e não posso negar um pedido com o olhar.

- Engole, não cuspa no meu sofá heim.

E ela engoliu dando risada sai da sala e deixei os dois continuarem a foda, estava cansado, e minha assadura voltava a incomodar, me joguei na cama ao lado de Angélica que estava apagada e dormi. Acordei, olhei para o lado e vi Angélica nua deitada ao meu lado, me levantei e percebi que lá fora o sol já estava bastante forte, estava com uma puta dor de cabeça, fui ao banheiro e enfiei minha cabeça embaixo da torneira, sequei o rosto, tomei um anador e abri uma lata de cerveja, todos já haviam ido embora, somente a bia estava no outro quarto, pois ela havia chegado junto com a Angélica, Bia se levantou e estava extremamente linda, foi ao banheiro mijar e lavar o rosto, mijou de porta aberta sem o menos pudor, isso foi bacana, de dentro do banheiro me pediu uma cerveja, levei e ficamos proseando. Ela estava com a cara bem amassada da noite de sono e sexo, os cabelos em total confusão e bagunça, mas ainda sim se mantinha bastante atraente. Liguei o iPod e engatei um Tim Maia logo cedo para relaxar e ver se a cabeça amenizava, estava parecendo que tinha 1 saco de cimento em cima da cabeça, ela pesava toneladas, os olhos marejavam cada vez que eu olhava para a luz do dia, diabos, a noite foi bastante pesada, estava com certeza ficando velho para algumas coisas, e com certeza a vida de libertinagem já me deixa destruído no outro dia, Angélica levantou e foi direto ao banheiro, como uma dama, fechou a porta e fez suas necessidades, saiu após alguns minutos e se juntou a nós

- Marlon, você é brega demais querido.

- Por que diabos?

- Você tem um telefone no seu banheiro, e escuta Tim Maia pela manhã.

- Baby, eu passo muitos bons momentos no meu banheiro, então se alguém me ligar poderei atender fazendo necessidades, e Tim Maia, é o cara.

- Gosto é gosto.

Esquentei nosso café da manhã hiper saudável no forno, pois não tenho microondas, o menu estava servido, um saudável desjejum de cerveja e pizza amanhecida requentada, comemos falando o quanto Frank Sinatra era genial e tinha um belo gogo, Angélica achava brega gostar de Frank Sinatra.

- Corações, Frank Sinatra era um gênio, porque Elvis é o Rei e Sinatra é o Brega, todos eram brega, o mundo é brega, o Queen foi brega, o Axl Rose foi brega, Kerouac foi breguerrimo, tudo que é bom tem uma pegada brega.

- Sexo não é brega. Disse Bia.

- Mas é claro que é coração, sexo é algo extremamente brega, algo sofrido, algo que nos trás severas conseqüências.

- Como o que por exemplo? – me questionou Angélica.

- Relacionamento, filhos, prisão, responsabilidade e muitas outras coisas que posso falar durante horas.

- Hahahaha nisso você tem razão.

- Sempre tenho boneca.

- Vamos embora bia? – disse Angélica.

- Vamos sim.

- Corações fiquem, minha casa é meu templo, se quiserem ficar que fiquem e bebam e foderemos de noite e cantaremos e discutiremos sobre música.

- Gracinha, tenho que ir mesmo, gostaria de ficar, mas não vai rolar.

- Tchau escritor, foi um prazer.

- Tchau Bia, te cuida boneca. Disse eu dando um tapinha na sua bunda.

- Seu safado. Me disse Angélica rindo.

- Por Deus baby, somos todos amigos não é!

Risos rolaram, elas pegaram suas coisas e foram embora. Finalmente sozinho, fui à geladeira e abri mais uma cerveja, minha barriga começou a dar claros sinais de destruição interna, passei rapidamente pela sala, coloquei Frank Sinatra no iPod e aumentei o volume do meu Dock no máximo e fui cagar, enquanto sentia a bosta caindo, ouvia ao fundo o som de Fly me to the moon.

Fly me to the moon and
Let me play amoung the stars
Let me see what spring is like
On jupiter and mars
In other words, hold my hand
In other words, baby kiss me
Fill my heart with song and
Let me sing for ever more
You are all I long for
All I worship and adore

E aquela noite foi extremamente decente e agradável, pois matei trabalho e resolvi ficar em casa bebendo sozinho e vendo algum programa de tragédias.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Desanimo

Rostos cinzentos, desanimo, desilusão, medo, raiva, frustração.
Preciso de folga da minha vida.
Preciso dormir! Porem amanhã terei mais um dia de trabalho.

Passos apressados, medo do atraso, olhar sem brilho, opaco, distante.
Nem a bebida mais me anima.

Festas me cansam, noites em claro com a coberta só abaixo dos olhos.
Porem amanhã vou ter que levantar cedo e fazer tudo de novo.
Pois ainda terei mais um dia de trabalho...

sábado, 26 de junho de 2010

Ceifeiro

Um drink na mão;
Mais uma vez solidão.
Dor, medo, frustração.
É a idade batendo à minha porta.
A foice da morte se aproxima.
Sinto cheiro de enxofre, cheiro de carne queimada.
Não quero ir!

Ouço passos.
A campainha soa de forma amedrontadora;
Me escondo atrás do meu sofá velho, viro meu drink de uma talagada só.
A campainha torna a soar.
Coloco meu copo no chão, me levanto, como vai ser tudo isso?
Abro a porta e aceito meu destinho.
Todos temos que partir.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Texto de latrina!!!

Qual o motivo da vida ser tão difícil?
Temos muitas opções, umas são fáceis, outras nem um pouco.
Descobri há pouco tempo que sentar na latrina e escrever me deixa mais inspirado.
Nada como um troço caindo e idéias surgindo.
Alucinação, ressaca, noites mal dormidas, bucetas mal comidas.
Empregos mesquinhos e pobres, salários de fome.
Rostos cinzentos me acompanham.
Aromas de banheiros de botecos presos aos meu olfato.
Noites mal dormidas, xoxotas mal comidas.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Cada momento é uma ocasião especial.

Uns dizem que eu estou ficando velho...
Ainda não acho isso, mas realmente sinto meu fôlego indo embora rápido demais;
Realmente quando acordo, acordo mais e mais cansado.
Me apego na bebida e cigarro, sei que não me faz bem, mas assim consigo ficar de pé!!!

Escrevendo como nunca, tentando largar vícios antigos, e de volta para coisas que sempre me fizeram bem.
Velhos hábitos não mudam nunca, só os controle e não deixe ser pego de calças curtas por eles.
Pois bem, dane-se a opinião dos outros, não deixe a vida passar, VIVA HOJE.
Cada momento é uma ocasião especial.